quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

NOVA LEI LIMITA JUROS DO CARTÃO DE CRÉDITO E COMBATE SUPERENDIVIDAMENTO NO BRASIL

 Por Folha Financeira

Foto Divulgação

A nova legislação sancionada pelo governo brasileiro estabelece um marco no combate ao superendividamento. A partir de 2026, os juros do crédito rotativo nos cartões de crédito terão um limite fixo, não podendo exceder o dobro do valor original da fatura. Esta medida é uma resposta ao aumento do endividamento das famílias brasileiras, visando impedir práticas abusivas anteriormente comuns entre as instituições financeiras. A lei, aprovada em 2024 e integralmente implementada em 2026, pretende conter a escalada dos juros exorbitantes e trazer mais transparência ao mercado de crédito.

SUPERINDIVIDAMENTO: UMA REALIDADE ALARMANTE

O crédito rotativo, anteriormente sem restrições claras, era um dos principais mecanismos que impulsionavam os consumidores para uma espiral de dívidas. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que, em 2025, cerca de 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, um recorde histórico que reflete a necessidade urgente de regulação. Antes da nova legislação, muitos consumidores enfrentavam dificuldades extremas para pagar suas dívidas, exacerbadas pelos altos juros impostos por bancos e instituições financeiras.

IMPACTOS NA NOVA REGULAMENTAÇÃO NAS FAMÍLIAS

Com a aplicação total das alterações em 2026, os bancos passam a ser obrigados a apresentar informações mais claras nas faturas. As cobranças devem respeitar um limite máximo, e o direito à portabilidade da dívida permite que consumidores transfiram seus débitos para instituições que ofereçam melhores condições. Essa mudança visa reequilibrar a relação entre credores e devedores, destacando práticas mais justas no sistema financeiro.

O FUTURO DO CRÉDITO NO BRASIL

As expectativas em relação a essas medidas são altas. O governo projeta que, ao limitar o peso das dívidas nos orçamentos familiares, o crédito pode finalmente se tornar um instrumento de desenvolvimento econômico responsável, em vez de um fator de escravidão financeira. As iniciativas também incentivam bancos a adotarem práticas de crédito mais justas, com transparência adequada e responsabilidade social, garantindo que os consumidores não tenham sua renda duplicada de forma insustentável.

Conforme seguimos em direção a 2026, o governo continuará monitorando a eficácia destas mudanças e identificando áreas para possíveis melhorias, sempre com o objetivo de proteger os consumidores e promover a justiça econômica. Essas ações serão acompanhadas de perto para garantir que o impacto positivo desejado realmente ocorra. Fonte: Folha Financeira.