Por Portal dos Municípios
Foto:DP-BA
Um
julgamento comovente que aconteceu na Bahia tem ganhado as redes nos últimos
dias: um idoso que confessou ter chicoteado o próprio genro, após descobrir uma
agressão à sua filha grávida, foi absolvido por unanimidade pelo júri. O caso
aconteceu em novembro do ano passado, na cidade baiana de Irecê, mas o vídeo da
começou a circular com mais força a partir do último sábado (14/2), após ser
compartilhado pela deputada federal Silvye Alves, de Goiás. De
acordo com a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DP-BA), o Lavrador, de
prenome Luiz, morador da zona rural, respondia a uma acusação de tentativa de
homicídio contra o genro, em um processo que já durava 10 anos. Por
unanimidade, os jurados consideraram o réu inocente ao entenderem que ele agiu para
proteger a filha, vítima de violência doméstica, um dia antes de ele dar um
“corretivo” no agressor.
Em
depoimento à Justiça, o lavrador contou que, logo após o Natal de 2015, recebeu
bem cedo uma ligação informando que o genro havia agredido sua filha durante a
madrugada. Ao chegar à casa dela, soube da própria filha que o agressor também
havia quebrado seu celular e que não era a primeira vez que praticava violência
física. Ele
então levou a filha e as netas para sua residência e chamou o genro para “olhar
uns tomates” em uma roça. No local, amarrou o homem e o bateu com uma corda, na
presença de outras pessoas, afirmando não ter tido intenção de matar, apenas
“aplicar um corretivo”. O genro, que ficou com vários hematomas, registrou a
denúncia na delegacia três dias depois. O caso foi denunciado como sequestro,
cárcere privado e tentativa de homicídio.
“Seu
L.C.S foi injustamente denunciado por tentar proteger sua neta pequena e a
filha que vivia aprisionada no ciclo da violência doméstica. Movido pela
urgência do medo, pela dor e pelo instinto de pai e avô, ele fez o que muitos
fariam diante do sofrimento de quem se ama: tentou impedir que a violência
continuasse”, destacou o defensor público Felipe Ferreira, que fez a defesa no
júri e é titular na área penal em Irecê. Segundo
o defensor, a sessão foi marcada por forte emoção, pois o réu, visivelmente
abalado, chorou diversas vezes diante da possibilidade de ser punido por ter
agido para defender a própria família. Fonte: Portal dos Municipios.