quinta-feira, 10 de setembro de 2026

AUDIÊNCIA DE ACUSADOS DE MATAR NUTRICIONISTA É ADIADA PELA JUSTIÇA EM SALVADOR

Por Aratu On

Audiência Dos Acusados Pela Morte Da Nutricionista Larissa Pavan Foi Remarcada Pela Justiça

Os réus Fábio e Marlon seriam ouvidos durante a audiência, assim como testemunhas de acusação e de defesa. Após a coleta dos depoimentos e demais elementos do processo, a Justiça deverá avaliar se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A audiência estava prevista para ocorrer no Fórum Clemente Mariani, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

MORTE DA NUTRICIONISTA

Os dois réus são acusados de envolvimento na morte de Larissa Pavan. O caso é investigado pela Justiça e, nesta etapa do processo, ainda será avaliado se existem elementos suficientes para que os acusados sejam submetidos a júri popular. A audiência de instrução é uma das etapas do processo antes da decisão sobre eventual julgamento pelo Tribunal do Júri. A nova sessão está marcada para 10 de novembro. O crime aconteceu em dezembro de 2024. Larissa, natural de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, estava com os irmãos e retornava de um evento em Guarajuba, em Camaçari, dentro de um veículo de transporte por aplicativo. Na altura da Estrada do Coco, um veículo se aproximou do carro em que a família estava e foram efetuados disparos. Larissa foi atingida pelos tiros e morreu.

DEFESA ALEGOU INSANIDAMENTAL

Durante o andamento do processo, a defesa de um dos acusados apresentou uma alegação de insanidade mental e pediu que ele respondesse ao processo em liberdade, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A solicitação, no entanto, foi rejeitada pela juíza responsável pelo caso. Entre os motivos apresentados para a decisão está o fato de o acusado ter permanecido foragido por mais de um ano e meio antes de apresentar a alegação, em agosto deste ano. A audiência desta quarta-feira deve reunir elementos para a continuidade do processo e para a definição sobre a eventual submissão dos acusados ao Tribunal do Júri.

Caso Larissa Pavan Justica Decide Se Acusados De Matar Nutricionista Irao a Juri Popular. (Fonte: Aratu On).

ACUSADO DE ATROPELAR CORREDOR NEGA EMBRIAGUEZ EM AUDIÊNCIA: "SÓ TOMEI SUCO"

 Por Atarde

Foto: Advogado Rogério Matos

O empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, acusado de atropelar o maratonista Emerson Silva Pinheiro, foi interrogado pela Justiça nesta quarta-feira, 9, durante audiência de instrução realizada em Salvador. Ao falar pela primeira vez na frente do juíz, o acusado negou que estivesse embriagado no momento do atropelamento, ocorrido em agosto de 2025. Durante o depoimento, Cleydson afirmou que havia saído com amigos antes do acidente, mas alegou que não ingeriu bebida alcoólica. Segundo a versão apresentada ao juiz, ele afirmou que teria consumido apenas suco.

O empresário, que responde por tentativa de homicídio doloso, não respondeu aos questionamentos feitos pelo advogado de acusação, Rogério Matos. Ao magistrado, no entanto, apresentou sua versão sobre o ocorrido. Antes da audiência, Cleydson também foi abordado por jornalistas na chegada ao fórum, mas não concedeu entrevista. O advogado de defesa, João Daniel Jacobina, afirmou que o cliente estaria sendo constrangido pela imprensa.

ACUSAÇÃO ACREDITA EM JÚRI POPULAR

Em entrevista ao portal A TARDE, o advogado criminalista Rogério Matos, que atua na acusação e representa Emerson, afirmou que a expectativa é de que Cleydson seja levado a júri popular. Para ele, os elementos reunidos durante a investigação e a instrução processual sustentam a acusação de que o empresário teria assumido o risco de provocar o resultado.

“A expectativa de que Cleydson vá a júri popular é a melhor possível. Diante de toda a instrução processual que ocorreu nessas três audiências e também do inquérito policial, que foi muito bem feito pela autoridade policial, não resta dúvida de que Cleydson estava dirigindo embriagado, em alta velocidade, agindo, assim, com dolo eventual e, inevitavelmente, deve ser levado a júri popular, onde a acusação postulará a condenação pela tentativa de homicídio com suas qualificadoras",  Caso não seja levado a júri, o advogado informou que lançará "mão de todos os recursos disponíveis para que essa eventual decisão seja reformada”.

MARATONISTA PERDEU UM DAS PERNAS

Emerson foi atropelado em 16 de agosto de 2025, enquanto treinava na Avenida Octávio Mangabeira, na região da Pituba, em Salvador. O maratonista foi atingido pelo veículo conduzido por Cleydson e sofreu ferimentos graves. Em decorrência das lesões, o atleta precisou passar pela amputação da perna direita. Durante a investigação, testemunhas relataram que o motorista teria apresentado sinais de embriaguez. A alegação é contestada pela defesa e foi negada pelo próprio acusado durante o interrogatório desta quarta-feira. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou Cleydson por tentativa de homicídio doloso, e a denúncia foi recebida pela Justiça.

ACUSADO RESPONDE EM LIBERDADE

Cleydson permanece respondendo ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações judiciais estão o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a suspensão do direito de dirigir. Com a realização das audiências de instrução, o processo avança para a etapa em que a Justiça decidirá sobre os próximos passos da ação penal, incluindo se o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Informação Atarde.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

STF ARQUIVA AÇÃO E PERMITE O USO DE CARROS PARTICULARES NO EXAME DE DIREÇÃO

Por BNews 

A medida que permite o uso de carros particulares, em vigor desde dezembro de 2025, faz parte das mudanças feitas pelo Contran na formação de condutores - Detran - AL.

O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de uso de carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo a ministra Carmen Lúcia, responsável pela análise da ação, antes de discutir sobre a Constituição era preciso confirmar se a resolução estava de acordo com outras leis de trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

Assim, o Supremo Tribunal Federal entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo e arquivou o caso. Isso significa que o uso de veículos particulares para aulas e testes de direção continuam em vigor. A medida, em vigor desde dezembro de 2025, faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas.

A AÇÃO

A ação tinha sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). Segundo eles, existia uma dúvida quanto à possibilidade de usar veículos particulares, sem adaptações ou modificações antes exigidas para carros de aprendizagem.  Para a CNTTL, a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).Fonte: BNews.

BEBÊ COMEÇA A FUMAR COM 1 ANO E MEIO , CHEGA A CONSUMIR 40 CIGARROS POR DIA E PASSA POR REABILITAÇÃO PARA VENCER O VÍCIO

Por Correio

 
Ardi Rizal viralizou por fumar quando era-Crédito: Reprodução

Um bebê que começou a fumar aos 18 meses e chegou a consumir até 40 cigarros por dia se tornou um caso de repercussão mundial em 2010. Ardi Rizal apareceu em um vídeo publicado no YouTube caminhando de fraldas enquanto fumava, em Teluk Kemang, aldeia localizada no sul de Sumatra, na Indonésia. Hoje em dia, ele conseguiu superar o vício. O menino vivia com os pais enquanto a mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Segundo reportagem do jornal The Sydney Morning Herald, publicada em 2017, o primeiro cigarro teria sido dado a Ardi pelo próprio pai. Depois disso, ele passou a recolher bitucas e cigarros em uma praça da região, após observar adultos fumando.

Ardi viralizou 16 anos atrás com sua histórica de fumante precoce por Reprodução

A dependência provocou a intervenção do Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia. A mãe também foi criticada após as imagens viralizarem, tanto por permitir o consumo de tabaco quanto pelo quadro de obesidade enfrentado pelo filho. As tentativas da família de interromper o hábito foram difíceis. Sem cigarros, Ardi tinha crises de raiva e chegava a bater a cabeça. Cerca de três anos após o caso ganhar notoriedade, ele iniciou um processo de reabilitação com acompanhamento do psicólogo infantil Seto Mulyadi.

A retirada do tabaco, porém, foi acompanhada por ansiedade intensa, que passou a ser compensada pela alimentação. Aos 5 anos, Ardi pesava 24 quilos, aproximadamente seis quilos acima do peso médio esperado para sua idade e altura. Em uma única refeição, ele conseguia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado. A rotina começou a mudar quando ele entrou na escola e passou a sofrer provocações dos colegas pela quantidade de comida na lancheira. A partir daí, reduziu as porções.

Em 2022, aos 14 anos, Ardi frequentava o ensino primário e mantinha uma dieta baseada em peixes e verduras, em busca de um peso adequado. Ele também passou a dar entrevistas para relatar a própria experiência, alertar sobre a dificuldade de abandonar o vícios e defender hábitos saudáveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo causa mais de oito milhões de mortes por ano no mundo. Desse total, cerca de 1,2 milhão são de pessoas expostas à fumaça de terceiros. Fonte: Correio.

AUTISMO: MÉDICA LISTA ESTRATEGIAS QUE AJUDAM NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS

Por Agência Brasil

Paula Labosiéssere/Agência Brasil

Hipersensibilidade sensorial, intolerância à quebra de rotina, baixa adesão ao tratamento domiciliar, incluindo rejeição severa ao uso de óculos e tampão de olho. Essas são algumas barreiras no atendimento oftalmológico associadas ao atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que cerca de 40% das crianças com TEA apresentam transtornos de ansiedade associados ao quadro, enquanto menos de 4% dos médicos especialistas relatam ter recebido algum tipo de capacitação para atender pacientes no espectro.  Para Raíra, boa parte do que seria popularmente considerado mau comportamento durante o atendimento oftalmológico de crianças com TEA, na realidade, reflete confusão ou sobrecarga, não necessariamente oposição.  “É a manifestação do autismo em um ambiente pouco adaptado”, diz.

A consequência direta é a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de completar o exame oftalmológico, essencial para manter a saúde ocular da criança em dia.  Estudos mostram, por exemplo, que a prevalência de estrabismo em crianças com TEA gira em torno de 41% contra 3% em crianças com desenvolvimento típico.  Por isso, segundo a especialista, vale a pena se esforçar para atender melhor crianças que estão no espectro.  Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que acontece até sábado (12), em Salvador, ela citou o caminho para uma consulta oftalmológica mais tranquila e eficaz, no caso de crianças com TEA:

 Preparação: a consulta começa antes da chegada do paciente, com agendamento inteligente (melhor horário do dia para garantir menos tempo de espera e ambiente mais tranquilo), questionário pré-consulta (coletar dados sobre perfil sensorial, nível de comunicação e interesses e gatilhos conceitos da criança) e fornecer previsibilidade (enviar aos pais vídeos curtos mostrando o consultório e os equipamentos).

 Adaptação: a proposta é reduzir a sobrecarga sensorial, oferecendo, por exemplo, uma sala de espera mais calma ou a opção de aguardar fora da sala; minimizando sons desnecessários e permitindo o uso de fones de ouvido; reduzindo a intensidade das luzes e evitando o uso de luzes fluorescentes; e permitindo que a criança traga objetos de conforto (brinquedos sensoriais ou objetos familiares).

 Execução: com frases curtas e objetivas, explicar o que vai ser feito; mostrar à criança os equipamentos a serem utilizados; garantir tempo de processamento das informações pelo paciente; começar por exames que demandam maior concentração; oferecer escolhas à criança (qual olho testar primeiro, por exemplo); permitir intervalos entre os procedimentos; e avisar antes de tocar a criança, evitando contato físico inesperado.

“Quando o exame não funciona, talvez o problema esteja nas formas como estamos examinando”, avalia a médica, reforçando que toda a equipe do consultório deve ser capacitada para atender pacientes com TEA.  Ela ressalta ainda que preparar o ambiente, os materiais e as estratégias são investimentos que valem a pena. * A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Fonte: Agência Brasil.