segunda-feira, 4 de maio de 2026

DECLARAÇÃO ANUAL DO MEI: PRAZO DA DASN - SIMEI VAI ATÉ 31 DE MAIO

 Por Diário do Comércio

Acesse informações e serviços do Simples Nacional e MEI pelo smartphone | Foto: Divulgação Sebrae Minas

O Microempreendedor Individual (MEI) já pode fazer a sua Declaração Anual Individual (DASN-SIMEI), referente ao ano-calendário de 2025. A obrigação fiscal deve ser cumprida por todos os MEIs, mesmo que não tenham registrado faturamento no ano passado. O prazo vai até o dia 31 de maio e, caso não seja entregue, o contribuinte pode ser multado e até mesmo perder o CNPJ.

O QUE É INFORMADO NA DASN - SIMEI

Na DASN-SIMEI, o MEI deve informar três dados:

-o faturamento anual com comércio ou indústria;

-o faturamento anual com prestação de serviços;

-se teve ou não empregado no período.

Professor de Contabilidade da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Tiago Slavov, destaca que é importante não confundir faturamento com lucro. “Faturamento é a receita bruta, ou seja, tudo o que foi vendido ou prestado no ano, independentemente da forma de pagamento. Outro erro comum é lançar toda a receita em um único campo, mesmo quando o MEI exerce atividades de comércio e de serviços”, ressalta.

PRAZO E PENALIDADES

Vale reiterar que o prazo regular de entrega da declaração é até 31 de maio de cada ano. Quem perde esse prazo fica sujeito à multa por atraso, com valor mínimo de R$ 50. A ausência da declaração também pode levar o CNPJ a ser considerado inapto, o que impede, por exemplo, a emissão de notas fiscais. Também há regras específicas para quem deu baixa no MEI. Neste caso, a declaração de situação especial deve ser entregue conforme o mês em que ocorreu o encerramento da atividade.

ONDE FAZER A DECLARAÇÃO

A DASN-SIMEI pode ser enviada pelo Portal do Simples Nacional, no computador, ou pelo App MEI, no celular. O sistema só permite a transmissão se as declarações de anos anteriores estiverem entregues e se todas as apurações mensais do ano tiverem sido feitas no PGMEI. Caso o empreendedor identifique algum erro após o envio, é possível corrigir as informações por meio de uma declaração retificadora, a qualquer tempo. Além disso, a DASN-SIMEI também não substitui a declaração do Imposto de Renda da pessoa física. “A Receita Federal reforçou que, para fins de enquadramento, podem ser consideradas todas as receitas de atividades econômicas exercidas como pessoa física. Já rendas como salário, doações ou empréstimos não entram no limite do MEI”, explica o professor.

ERROS MAIS COMUNS E RISCOS FÍSICAIS

O atraso ou não envio da declaração, a informação incorreta do faturamento e o desconhecimento do estouro do limite anual estão entre os principais erros. Também é comum deixar de comunicar o desenquadramento quando ele é obrigatório.

COMO DECLARAR UM EMPREGADO

No formulário da DASN-SIMEI, o MEI informa se teve ou não funcionário no ano. Não há detalhamento de salários, mas a informação precisa estar correta. De forma geral, o custo de encargos para o MEI com empregado envolve 3% de contribuição previdenciária patronal e 8% de FGTS sobre o salário.

QUANDO OCORRE O DESENQUADRAMENTO?

O principal motivo é o excesso de faturamento. O limite anual do MEI é de R$ 81 mil. Também há perda do enquadramento quando o MEI passa a exercer atividade não permitida, abre filial, torna-se sócio de outra empresa ou contrata um segundo empregado.

COMO EVITAR PROBÇEMAS: ORIENTAÇÕES PRÁTICAS

Para manter a regularidade fiscal e evitar surpresas na declaração de 2026, o professor recomenda um tripé de organização: controle mensal do faturamento, cumprimento das obrigações regulares e atenção aos chamados “gatilhos” de desenquadramento. “O ideal é agir no momento em que o fato acontece, e não apenas em maio, prazo final da época da declaração anual”, conclui Tiago Slavov. Fonte: Diário do Comércio.

DEMORA NA COMPRA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE LEVOU À INCINERAÇÃO DE 8 MILHÕES DE DOSES; VEJA O PREJUÍZO

Por Gazeta Brasil

Foto: Fábio Rodrigues - Pozzebom/Agência Brasil

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação favoreceu a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac. Os imunizantes foram comprados em 2023, em uma negociação que durou mais de sete meses. Os lotes chegaram com validade curta e quando a vacina já estava em desuso no SUS. Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses compradas nem saíram do armazém do ministério e foram incineradas por causa do vencimento. “Portanto, a excessiva demora para a contratação consistiu na principal causa para a perda dos imunizantes”, diz o relatório dos técnicos do Tribunal de Contas da União.

O QUE DIZ O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Em nota, a pasta afirmou que encontrou um cenário de “completo abandono dos estoques” deixado pelo governo Jair Bolsonaro. Disse que a contratação começou nos primeiros meses de 2023 e seguiu diretrizes da OMS. O ministério também disse que atuou para garantir a oferta de vacinas em meio a um “cenário incerto” no mundo sobre a adaptação a novas variantes. “Cabe reforçar que o processo seguiu o trâmite exigido pela administração pública e a análise do TCU ainda está em curso”, acrescentou.

O QUE DIZ O TRIBUNAL DE CONTA DA UNIÃO (TCU)

A área técnica do tribunal afirmou que a compra ocorreu em cenário que exigia “prudência”, pois não havia possibilidade de troca das vacinas vencidas. O processo de compra da Coronavac durou de fevereiro a setembro de 2023. A ideia era aplicar as doses a partir de maio, mas o imunizante chegou aos estoques do governo somente em 25 de outubro. Dias antes da entrega, o Ministério da Saúde isentou o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo. Para o TCU, a pasta “assumiu o risco” ao receber produto com validade curta e sem alternativa de troca. O Butantan alertou o ministério em maio e setembro de 2023 sobre a disponibilidade das doses, fabricadas em março. O instituto afirmou que a “demora na formalização contratual vinha consumindo o prazo de validade do imunizante”.

O PREJUÍZO PODE SER MAIOR

O prejuízo pode alcançar praticamente o valor total do contrato (R$ 330 milhões). Das cerca de 2 milhões de doses repassadas aos estados, apenas 260 mil foram aplicadas. No pior cenário, 97% das vacinas se perderam. O ministro Bruno Dantas, relator do processo, decidiu avançar na apuração. Dois ex-diretores da área de compras do Ministério da Saúde terão que prestar explicações. Fonte: Gazeta Brasil.

CASO BENÍCIO: INVESTIGAÇÃO CONCLUI QUE ERRO DE HOSPITAL PARTICULAR CAUSOU MORTE DE MENINO BENÍCIO

Por Gazeta Brasil

Crédito:Divulgação

A Polícia Civil do Amazonas concluiu que Benício, de 6 anos, morreu após receber uma overdose de adrenalina em um hospital particular de Manaus. As informações foram divulgadas neste último domingo (3/5) pelo Fantástico, da TV Globo. A criança deu entrada no Hospital Santa Júlia em novembro de 2025 com tosse seca, sem quadro de gravidade. Mesmo assim, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina para aplicação intrav A criança deu entrada no Hospital Santa Júlia em novembro de 2025 com tosse seca, sem quadro de gravidade. Mesmo assim, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina para aplicação intravenosa um medicamento de alta vigilância que deveria ser usado por inalação.

A técnica de enfermagem Raiza Bentes, que atuava há apenas sete meses, seguiu a prescrição, apesar de a mãe da criança questionar o procedimento, afirmando que o filho nunca havia recebido o remédio na veia. Minutos após a aplicação, Benício passou mal e foi transferido para a “sala vermelha”. Ele morreu cerca de 14 horas depois, na UTI do hospital.

O QUE DIZ A INVESTIGAÇÃO

A médica foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), fraude processual e falsidade ideológica. Durante o atendimento, ela trocava mensagens no celular sobre venda de cosméticos e recebia pagamentos via Pix o que a polícia interpretou como indiferença total ao estado da criança. A médica também tentou se livrar da responsabilidade ao apresentar à Justiça um vídeo alegando falha no sistema eletrônico do hospital. A perícia comprovou que o sistema não apresentou qualquer problema. Mensagens no celular mostram que ela chegou a oferecer dinheiro para alguém gravar um vídeo que sustentasse sua versão.

A TÉCNICA DE ENFERMAGEM

A técnica Raiza Bentes também foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. Depoimentos mostram que outra profissional a orientou a aplicar o medicamento por inalação e chegou a preparar o kit de nebulização, mas Raiza ignorou os protocolos de segurança, como a dupla checagem. Os advogados de Raiza informaram que ela está suspensa do exercício profissional e que não pretende retornar à atividade.

O HOSPITAL

Dois diretores do Hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo. A polícia concluiu que o hospital funcionava com número insuficiente de enfermeiros e sem farmacêutico para conferir as prescrições, priorizando redução de custos em detrimento da segurança dos pacientes. O hospital informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o indiciamento dos diretores e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes.

O QUE DISSE A MÃE

Joyce Xavier de Carvalho, mãe de Benício, afirmou ao Fantástico:

“Os responsáveis precisam ser punidos pelo que aconteceu, até mesmo para que outras crianças, outras famílias não venham passar o que a gente está passando.” Fonte: Gazeta Brasil

GOVERNO SANCIONA LEI QUE AUMENTA PENA PARA FURTO, ROUBO, ESTELIONATO E LATROCÍNIO

Por SBT News

Governo sanciona lei que aumenta pena para furto e roubo | Pexels

O governo federal sancionou, nesta segunda-feira (4/5), a lei que aumenta as penas para crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio. O texto, aprovado pelo Congresso em março, visa endurecer o combate aos crimes patrimoniais no país. Em relação ao furto, a pena geral passa de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de reclusão aumentando pela metade caso o crime seja praticado durante a noite. No caso de furto por meio de fraude (golpes virtuais), a pena passa de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão. O mesmo acontece quando:

-O furto envolve veículo transportado a outro estado ou para o exterior;

-O furto envolve gado e outros animais de produção;

-O furto envolve dispositivos eletrônico ou informático;

-O furto envolve armas e substância ou aparelhos explosivos.

Quanto ao crime de roubo, a pena geral de 4 a 10 anos passa para 6 a 10 anos, com aumento de 1/3 à metade para duas novas situações semelhantes à do furto: celulares, computadores, notebooks e tablets; e arma de fogo. Se o roubo for contra bens que comprometam o funcionamento de órgãos da União, a pena será de 6 a 12 anos de prisão, além de multa. Quando o roubo ocorrer com violência resultando em lesão grave, a pena atual de 7 a 18 anos passará para 16 a 24 anos. Já no caso do latrocínio (roubo seguido de morte), o condenado poderá ser punido com 24 a 30 anos de prisão. Até então, a pena era de 20 a 30 anos.

A lei também aumenta a pena para crime de receptação (quando alguém recebe algum item roubado para revender). Neste caso, a pena passa de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos de reclusão. A condenação é maior quando o caso envolve animal doméstico ou animal de produção ou carnes, chegando de 3 a 8 anos de prisão. Em relação ao crime de estelionato, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, a lei introduz a tipificação específica “conta laranja”, quando uma conta é cedida para movimentar recursos destinados ao financiamento de crimes ou vindos dessa atividade.

Além disso, aumenta a pena para 4 a 8 anos de prisão caso o estelionato seja cometido com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiros. Atualmente, essa pena já é aplicada aos golpes ocorridos quando as vítimas são induzidas a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos, envio de e-mail fraudulento ou outros meios virtuais. Fonte: SBTNews.

domingo, 3 de maio de 2026

JERÔNIMO RODRIGUES MANDA RECADO PARA CORONEL: "PEGUE SEU VOTO E VÁ PARA LONGE DA GENTE"

Por BNews

Jerônimo Rodrigues (PT) fez duras críticas a Angelo Coronel, que deixou aliança com o PT para disputar reeleição ao Senado - Reprodução /

O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT), durante ato de pré-campanha realizado neste último dormindo (3/5), em Seabra, direcionou palavras duras ao senador Ângelo Coronel (Republicanos) e disse que o ex-pessedista se juntou "com um time que não gosta de pobre, que não gosta de gente".

"Bora pegar na mão dos três senadores nossos, falo de Otto Alencar, de Rui Costa e de Jaques Wagner, que são verdadeiros. Você ter que ouvir que um daqueles que nós ajudamos a eleger e ter que ouvir dele que tem nojo, que votou de lado ou que não votou, pegue seu voto e vá para longe da gente", disparou Jerônimo. Ao se referir a Otto Alencar, disse: "Esse daqui carregou o senador Ângelo Coronel no ombro, nós carregamos o senador no ombro. Ele vai continuar fazendo isso para o resto da vida, mas longe de nós. E ele se ajuntou agora com um time que é igualzinho a ele, que não gosta de povo, que não gosta de pobre, que não gosta de gente". Fonte: BNews.