domingo, 22 de março de 2026

MACONHA DISPARA E CONSUMO DE DROGAS 80% NO BRASIL EM 11 ANOS APONTA LEVAMENTO

Por BNews

Levantamento aponta que 18,7% da população já experimentou drogas ilícitas, com maconha como a mais consumida  

O consumo de drogas ilícitas no Brasil cresceu cerca de 80% nos últimos 11 anos, puxado principalmente pelo avanço da maconha, enquanto substâncias como cocaína e crack se mantiveram estáveis no período. Os dados fazem parte do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com a pesquisa, houve mudança profundas no perfil dos usuários no país. A proporção de brasileiros que já experimentaram drogas ilícitas saltou de 10,3% em 2012 para 18,7% em 2023. Já o consumo recente registrado no último ano antes da pesquisa praticamente dobrou, passando de 4,5% para 8,1% da população.

Hoje, cerca de 1 em cada 5 brasileiros já usou algum tipo de droga ilícita ao menos uma vez na vida, o que representa milhões de pessoas. O principal motor desse crescimento é a maconha, que segue como a droga ilícita mais consumida no país. Mais de 28 milhões de brasileiros já experimentaram a substância, número que dobrou em pouco mais de uma década. Pesquisas indicam que 70% dos adultos consideram fácil obter maconha no Brasil, o que ajuda a explicar a expansão do consumo.

Enquanto isso, drogas como cocaína e crack não acompanharam o mesmo ritmo de crescimento e apresentaram relativa estabilidade ao longo dos anos embora continuem associadas a quadros mais graves de dependência e vulnerabilidade social. Outro dado que chama atenção é a mudança no perfil dos usuários. O crescimento foi mais acentuado entre mulheres, especialmente jovens. Entre adultas, o consumo mais que triplicou na última década, indicando uma transformação no comportamento que preocupa especialistas.

Além disso, o levantamento aponta o avanço de drogas sintéticas e alucinógenas no Brasil, refletindo um mercado mais diversificado e complexo. O uso de ecstasy, por exemplo, praticamente triplicou no período analisado. A pesquisa foi baseada em entrevistas com mais de 16 mil pessoas em todo o país, o que garante representatividade nacional e permite comparar os dados com levantamentos anteriores realizados em 2006 e 2012. Fonte: BNews.

GOVERNO TEME VORCARO USE DELAÇÃO PARA ENVOLVER EXECUTIVO NO CASO MASTER

Por Tribuna da Bahia

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Integrantes do governo temem que o banqueiro Daniel Vorcaro use a sua eventual delação premiada para envolver integrantes do Executivo no caso Master. O argumento é que Vorcaro não tem nada a perder e, por isso, poderá provocar confusão. Vorcaro foi transferido na quinta-feira de um presídio federal do Distrito Federal para a Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Isso ocorreu após a assinatura de um termo de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República, pontapé inicial para um acordo de colaboração.

Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também contestam a pertinência de uma delação do banqueiro. Dizem que dados de suas contas bancárias e seus aparelhos celulares já estão em posse da Polícia Federal e que esse material é suficiente para fundamentar a apuração sem necessidade de colaboração de Vorcaro. O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda. Perfis simpáticos ao governo chegaram a divulgar nas redes sociais material em que batizam o escândalo de Bolsomaster.

As ligações de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, são minimizadas. A alegação é que não surgiu até agora nenhum fato concreto que comprove que Lima foi beneficiado no Credcesta, um cartão de crédito consignado para funcionários públicos que era operado pelo governo da Bahia, mas foi privatizado em 2018. Logo depois da privatização, um decreto do então governador Rui Costa alterou as regras do uso do cartão e permitiu a ampliação do seu mercado.  Nesta semana, foi revelado que a nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master, segundo o portal Metrópoles. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela. Fonte: Tribuna da Bahia.

Em nota, Wagner disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. Além disso, Lula recebeu Vorcaro em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial.O então banqueiro foi levado ao encontro pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que prestava consultoria para o Master.

Em janeiro, foi revelado também que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica. O contrato foi mantido mesmo depois que ele assumiu o cargo de ministro da Justiça, em fevereiro de 2024. Por outro lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nunca aceitou receber Vorcaro, apesar de seguidas tentativas do banqueiro de ter um encontro com o chefe da equipe econômica. Fonte: Tribuna da Bahia.

EX-DIRETOR DO BANCO CENTRAL É INVESTIGADO POR SUSPEITA DE MANIPULAÇÃO DE DADOS NO CASO BANCO MASTER

Por Metro1

Foto: Divulgação Banco Central

O ex-diretor do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza, é alvo de investigações sob suspeita de manipular informações sobre o Banco Master para minimizar riscos e afastar questionamentos dentro da própria instituição. Ele ocupou cargos estratégicos na área de fiscalização entre 2017 e 2023. Segundo acusações, o ex-dirigente teria apresentado dados incompletos ou distorcidos à cúpula do órgão, reduzindo o peso de alertas feitos por outros agentes do mercado sobre o modelo de negócios do banco Master. Há indícios de que ele também teria atuado como consultor informal do empresário Daniel Vorcaro, em troca de vantagens indevidas.

O caso é investigado pela Polícia Federal e também motivou apurações internas no Banco Central. As suspeitas incluem repasse de informações estratégicas e interferência em análises técnicas, além de possíveis irregularidades em operações de crédito vinculadas ao banco, que já vinham sendo monitoradas por órgãos de controle. Por meio da defesa, Paulo Sérgio nega qualquer irregularidade e afirma que não houve manipulação de dados nem questionamentos formais sobre sua atuação. O caso pode resultar na abertura de processo administrativo disciplinar e em novas medidas judiciais, a depender do avanço das investigações. Fonte: Metro1

PROJETO DE LEI PROÍBE CANCELAMENTO DE PLANO DE SAÚDE PARA PACIENTES COM CÂNCER

 Por Tribuna da Bahia

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado analisa um projeto de lei que proíbe o cancelamento de planos de saúde para pacientes em tratamento contra o câncer. O texto da senadora Dra. Eudócia (PL-AL) aguarda distribuição para as comissões. De acordo com o Proteto de Lei 951/2026, os planos ficariam impedidos de suspender o atendimento dos beneficiários titulares ou dependentes. A autora classifica o cancelamento unilateral de planos de saúde como “prática abusiva e desrespeitosa com os consumidores”. Segundo Dra. Eudócia, as operadoras de planos de saúde alegam “prejuízo extremo” e “desequilíbrio contratual” para justificar o cancelamento em massa. Para a parlamentar, no entanto, “trata-se de uma alegação falaciosa”.

“Dados recentes da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) apontam a recuperação do setor no cenário pós-pandemia, com alta de quase 400% em relação ao ano anterior. O setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 2,98 bilhões no ano de 2023”, destaca. A senadora cobra um posicionamento do Poder Legislativo. Para ela, a rescisão unilateral dos contratos pelas operadoras é uma “prática profundamente prejudicial e socialmente reprovável”.

“Em meio a tratamentos contínuos, complexos e muitas vezes urgentes, a interrupção da cobertura coloca em risco a saúde, a dignidade e a própria vida do paciente, que se vê subitamente privado de assistência essencial”, afirma a justificativa do projeto. “A suspensão de quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou procedimentos cirúrgicos permite a progressão da doença, reduzindo significativamente as chances de controle ou cura”, acrescenta o texto.  Fonte: Tribuna da Bahia.

DANIEL VORCARO CONDICIONOU NEGOCIAÇÃO POR DELAÇÃO À SÁIDA DE PRESÍDIO FEDERAL

 Por Tribuna da Bahia

Foto: Divulgação/Reprodução

Um dos pontos discutidos para uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvia a mudança de local de custódia. As informações foram publicadas na última sexta-feira (20/3) pela colunista Manoela Alcântara, do site Metrópoles. Investigadores relatam à coluna que a transferência foi mencionada em encontro entre a Polícia Federal (PF) e a nova defesa de Daniel Vorcaro. A defesa sustentou que cogitava uma delação e ouviu dos investigadores que a colaboração seria bem-vinda, segundo interlocutores.

Os advogados chegaram a sondar a possibilidade de nova prisão domiciliar ao banqueiro, o que foi afastado pelo ministro André Mendonça em decisão sigilosa desta última quinta-feira (19/3). Vorcaro indicou à defesa que, entre os pedidos, não abriria mão de deixar a Penitenciária Federal de Brasília, sob o argumento de que o regime de segurança máxima restringe completamente sua rotina. Conforme apurou a colunista do Metrópoles, Daniel Vorcaro já assinou termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para tratar de possível delação.

Ainda conforme mostrou o Metrópoles, em apuração exclusiva de Mirelle Pinheiro, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da PF, em Brasília. O local, segundo apurou a coluna, passou a ser considerado mais adequado, já que o inquérito do caso Master é conduzido por uma equipe baseada na capital federal. Vale lembrar que Daniel Vorcaro foi preso em 4 de março de 2026, acusado de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras e organização criminosa. Fonte: Tribuna da Bahia.