Por Gazeta Brasil
Foto: Divulgação/Gazeta Brasil
A
primeira-dama Janja da Silva afirmou, em entrevista ao podcast Frente a Frente
(Folha/UOL) nesta última segunda-feira (13/7), que as críticas que recebe devido
às despesas em viagens internacionais são motivadas por “misoginia pura”.
Segundo ela, gastos logísticos e de segurança de toda a comitiva presidencial
são atribuídos individualmente a ela de forma equivocada. (Vídeo no final da
matéria). Janja disse que sua participação em agendas internacionais de combate
à fome e à violência contra a mulher exige a utilização da classe executiva por
determinações de segurança da Polícia Federal (PF). “Não posso andar de
econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava
com segurança, mas a PF tem que estar comigo”, declarou a primeira-dama, que
também defendeu que os ataques direcionados a ela têm como objetivo final
desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante
a entrevista, a primeira-clama disse que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama
que trabalhasse efetivamente” e afirmou que tanto a sociedade quanto a imprensa
demonstram resistência a esse modelo de atuação. “Fizemos uma normativa há dois anos,
regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A
sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente,
vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho.
A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso”, disse. Por fim, a
primeira-dama pediu que o Congresso Nacional dê andamento à tramitação do
projeto de lei que criminaliza a misoginia, atualmente em análise na Câmara dos
Deputados. De acordo com Janja, o combate ao ódio contra as mulheres é uma
pauta nacional que transcende partidos políticos e orientações religiosas.
Fonte: Gazeta Brasil