Por Agência Brasil
Foto: Lula Marquês/Agência Brasil
O
ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta última
segunda-feira (16/3) proibir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI)
do INSS de ter acesso a novos dados da quebra de sigilos dos sigilos bancário,
fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com a decisão, os dados, que estão em uma
sala-cofre da CPMI, no Senado, deverão ser devolvidos para a Polícia Federal
(PF). A medida foi tomada após o
ministro determinar a abertura de inquérito para investigar o vazamento de
conversas privada entre Vorcaro e sua ex-namorada. Na decisão, Mendonça disse
que, a partir de agora, ninguém poderá ter acesso ao material que está armazenado
na sala-cofre.
O
ministro também determinou que a CPMI não poderá ter acesso a conteúdo sobre a
vida privada de Vorcaro. A seleção do material deverá ser feita pela Polícia Federal.
“A Polícia Federal deverá, em colaboração interinstitucional com a presidência
da CPMI-INSS, retirar todos os equipamentos que estão armazenados no referido
local para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes”,
determinou o ministro. No mês passado, Mendonça assumiu a relatoria do
inquérito do Banco Master após Dias Toffoli deixar o caso.
Uma
das primeiras medidas do ministro foi devolver para a CPMI do INSS o acesso à
quebra de sigilo de Vorcaro. A liberação havia sido vetada por Toffoli. Após a
liberação, foram vazadas mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e sua
ex-namorada, a modelo Martha Graeff. As conversas foram retiradas dos celulares
do banqueiro, que foram apreendidos pela Polícia Federal.
A
publicação das mensagens na imprensa e nas redes sociais levou André Mendonça a
determinar a abertura de inquérito para investigar quem foi o responsável pelo
vazamento. Na ocasião, o ministro disse que o compartilhamento dos dados de
Vorcaro com a comissão não autoriza que as informações sejam tornadas públicas.
Fonte: Agência Brasil.