sábado, 12 de setembro de 2026

LULA "SE MORAES E MENDONÇA SÃO CULPADOS, TÊM QUE PAGAR"

Por Tribuna da Bahia

Foto: Reuters/Lisi Niesner/Foto de arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em entrevista ao SBT na noite desta quinta-feira (10/9), que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam punidos caso tenham cometido crimes. Ele citou os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Edson Fachin como exemplos. “Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar; se o Mendonça é culpado, tem que pagar; se o Fachin é culpado, tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição”, disse.

Lula afirmou que “todos que tiverem suspeita de ter cometido qualquer equívoco têm que ser investigados”, inclusive os ministros. A crise escalou na semana passada com a revelação de mais mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os diálogos vieram à tona após o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, quebrar o sigilo da investigação. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques também enfrentam acusações de envolvimento com o esquema do Master.

“Tem que fazer a abertura do sigilo de todo mundo para colocar todo mundo nu diante da sociedade brasileira para ver se a Suprema Corte recupera a sua credibilidade e pune quem tiver que punir”, avaliou o presidente. “Eu não gosto de investigação sigilosa. Se tiver que fazer investigação é melhor você tornar público o que está acontecendo para você poder acusar as pessoas. O que você não pode é ficar soltando meias informações com meias palavras, tirando suspeita sobre todo mundo sem dizer quem é que é o culpado”, completou.

Presidente da Corte, Edson Fachin tenta contornar a situação. Após ser “atropelado” por decisões contraditórias de Moraes, Mendonça e Flávio Dino, marcou uma sessão plenária para 15 de setembro, em que o caso deve ser passado a limpo. Ele também suspendeu uma decisão de Mendonça que tinha afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e tirou o Inquérito das Fake News das mãos de Moraes. Fonte Tribuna da Bahia.

ANDRÉ MENDONÇA ATENDE PGR E RETIRA SIGILO DE INVESTIGAÇÕES ENVOLVENDO FLÁVIO BOLSONARO E JAQUES WAGNER

 Por Bahia Notícias

Foto: Reprodução / STF / Agência Brasil / Roque de Sá / Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no início da noite desta última sexta-feira (11/9) derrubar o sigilo de investigações de grande repercussão política derivadas do caso do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido formal encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou públicos inquéritos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP), o senador baiano Jaques Wagner (PT) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A manifestação que motivou a decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. A PGR havia sustentado que diversos procedimentos vinculados à apuração mais ampla da Operação Compliance Zero não constavam na lista inicial de processos cujo sigilo havia sido suspenso pelo relator na quinta-feira.

Essa quebra dos sigilos de outros processos foi revelada pelo Jornal O Globo. Com a retirada do segredo de Justiça, Mendonça atende ao pedido de Fachin (presidente da corte) e deixa os processos públicos com os detalhes das apurações específicas sobre a conduta das autoridades citadas:

Flávio Bolsonaro (PL): O inquérito investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme os relatórios de investigação, o senador teria atuado como "interlocutor direto" com o empresário Daniel Vorcaro na captação de recursos, que seriam geridos nos Estados Unidos pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade;

Ciro Nogueira (PP): A apuração examina a suposta atuação do parlamentar no Congresso Nacional em favor do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta suspeita de pagamento de vantagens financeiras ao senador além da evidente proximidade dos dois;

Cláudio Castro (PL): A investigação apura possíveis irregularidades no repasse de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, para papéis do Banco Master. Os investigadores sustentam que houve manobra na gestão do fundo para viabilizar operações classificadas como de alto risco. Castro nega ter cometido atos ilícitos;

Jaques Wagner (PT): O procedimento apura a relação do senador com o ex-sócio da instituição financeira Augusto Lima. A investigação aponta suspeitas de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e à compra de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner, por sua vez, nega a concessão de benefícios ao banco ou a prática de ilícitos e segue sendo defendido pelo presidente Lula. Fonte: Bahia Notícias.

ROBERTO SANTOS, O HOMEM PÚBLICO QUE AMAVA A CIÊNCIA

 Por A tarde

Governador Roberto Santos lê edição especial de A TARDE sobre RMS - Foto: Cedoc A TARDE/15.8.1977

Médico, professor universitário e político, Roberto Santos deixou sua marca na história. Aos 30 anos, já era professor catedrático da Faculdade de Medicina da Bahia e, ao longo da carreira, assumiu cargos de grande relevância. Foi reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), governador do estado, ministro da Saúde e deputado federal. Em 15 de setembro ele faria 100 anos. Para marcar o centenário de seu nascimento, A TARDE Memória relembra a trajetória do educador, incentivador da ciência e figura pública baiana.

Filho de Carmen Figueira Santos e Edgard Rêgo Santos, criador, patrono e primeiro reitor da Ufba, Roberto Santos nasceu em 1926, em Salvador, e, desde cedo, demonstrou aptidão e disciplina nos estudos. Como relembra Eliane Azevedo, membro da Academia de Medicina da Bahia, no artigo Tributo ao Professor Roberto Santos - Homem de Ciência, aos 11 anos ele montou um laboratório de química no porão de casa, com a ajuda da mãe, que comprou os reagentes e demais itens para as experiências do garoto.

Anos depois, ao prestar vestibular para medicina, alcançou as notas máximas das provas. Formou-se em 1949, aos 23 anos, e iniciou as carreiras de médico, professor e pesquisador. Aos 30, foi nomeado professor catedrático de Clínica Médica na mesma instituição onde se graduou. Desenvolveu diversas pesquisas no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes/UFBA), popularmente conhecido como Hospital das Clínicas, e expandiu a atuação para universidades estrangeiras como Harvard e Cornell (EUA).

Em Cornell, foi professor visitante de Clínica Médica. Também foi bolsista de pesquisa no Departamento de Medicina Experimental da Universidade de Cambridge (Inglaterra). Com a reputação construída na Bahia e no exterior, em 1964 passou a integrar o Conselho Federal de Educação, presidindo a instituição de 1971 a 1974. Antes disso, a partir de 1968, presidiu a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e ocupou um assento no Conselho de Ensino Superior das Repúblicas Americanas, em Nova York (EUA).

OS ANOS NA REITORIA

Na Bahia, foi convidado pelo então governador Luís Viana Filho para assumir a Secretaria de Saúde do Estado, em 1967, cargo que ocupou por pouco tempo, pois foi nomeado reitor da Ufba. A reitoria permitiu-lhe ampliar a atuação na gestão acadêmica e fortalecer a instituição como referência em ensino e pesquisa, mesmo diante das dificuldades da ditadura implantada em 1964.

“O professor Roberto Santos ocupa a reitoria da Universidade Federal da Bahia num momento muito difícil da vida brasileira e para todo o espaço de pensamento crítico e tentativa de exercício democrático. Por ser uma instituição dedicada à palavra, ao estudo, à pesquisa, à reflexão e à crítica, a universidade enfrentava grandes dificuldades e a função de reitor não era nada fácil", diz o professor, pesquisador e ex-reitor da UFBA, Paulo Miguez.

Roberto Santos foi reitor da Ufba de 1967 a 1971 - Foto: Cedoc A TARDE/Sem Data

No primeiro ano como reitor, as atividades do mestrado em matemática tiveram início e o Conselho Universitário aprovou a criação do sistema de pós-graduação. A partir do Decreto Federal nº 62.241, que entrou em vigor em 8 de fevereiro de 1968, Santos reestruturou a universidade e substituiu o antigo modelo de faculdades isoladas por institutos e unidades integradas. Com isso, conseguiu implantar os institutos de Matemática, Física, Química, Biologia, Geociências, Ciências da Saúde e Letras; além da Faculdade de Educação.

Ainda em 1968, a Biblioteca Central da Ufba foi criada e a Maternidade Climério de Oliveira foi incorporada à universidade. "A reforma universitária foi objeto de acirradas críticas e disputas em muitos aspectos naquele momento, o que só mostrou que era importante. Portanto, acho que, se ao pai, Edgard Santos, cabe o mérito de ter fundado a Universidade Federal da Bahia e, de forma sagaz, definir a sua data de criação como 2 de julho de 1946, conectando para sempre a universidade à independência; o seu filho, o reitor Roberto Santos, encontra a universidade em outro momento da vida política e deixa a sua marca, apesar das dificuldades", reflete Paulo Miguez.

Durante o reitorado de Roberto Santos, a Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) e os cursos de mestrado em Ciências Humanas, Química e Geofísica foram criados. Também foi quando circulou a primeira edição da Revista Universitas (1968-1991).


Roberto Santos foi reitor da Ufba de 1967 a 1971 - Foto: Cedoc A TARDE/Sem Data

No último ano no cargo, 1971, o Prêmio Reitor Roberto Santos foi lançado pela Comunidade Portuguesa da Bahia, como parte da comemoração pelos 25 anos da Ufba. A edição de A TARDE de 3 de setembro daquele ano informa que o prêmio de Cr$ 3.000,00 (Três Mil Cruzeiros) seria dado ao melhor “trabalho inédito sobre qualquer aspecto das relações culturais luso-brasileiras”.

MOTIVO DE ORGULHO

Além das contribuições para a Ufba em sua gestão, Roberto Santos era defensor do ensino universitário com formação completa. A sua atuação é motivo para Paulo Miguez se orgulhar de ter ocupado o mesmo cargo de reitor, décadas depois, e de ter convivido com o professor nos anos como vice-reitor, a partir de 2014, até a morte do médico e educador, em 2021.

"Era impressionante vê-lo aos 90 anos com cuidados que aparentemente não estariam mais presentes na agenda de uma pessoa com tanta história e com uma idade tão avançada. Ele se preocupava com detalhes. Como, por exemplo, quando fomos atrás de recursos para recuperar os azulejos da reitoria, o que felizmente conseguimos, mas infelizmente ele não esteve presente para assistir a entrega do belo trabalho de recuperação", recorda.

Na sua época à frente da vice-reitoria e junto com o então reitor João Carlos Sales, Miguez sempre enviava os convites dos eventos da universidade para Roberto Santos. “O depoimento que temos de familiares do professor é que dois, três e até quatro dias antes do evento, ele já estava absolutamente animado sobre todos os aspectos que envolveriam a presença dele na tão querida universidade da qual ele foi reitor: o que iria dizer, a roupa que iria vestir, o horário que o motorista iria levá-lo..., uma excitação típica de quem ama uma instituição, de quem ama o trabalho de professor", acrescenta.

CAMINHOS NA PATRIATA

Após o período como reitor, Roberto Santos enveredou na política e, em 1975, assumiu o governo da Bahia, eleito pela Assembleia Legislativa. Durante o seu governo, o Museu de Ciência e Tecnologia foi criado como o primeiro da América Latina com foco na divulgação científica. Também na sua gestão, com a Lei nº 6.344, de 6 de julho de 1976, e a partir de convênio com o Centro de Educação Técnica da Bahia (Ceteba), foi fundado o Centro de Educação Tecnológica da Bahia (Centec), atual Ifba. No final do mandato, inaugurou o antigo Centro de Convenções, idealizou e fundou o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Educação e saúde eram o foco dos projetos de governo, dando uma atenção especial à Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Ele afirmava que a RMS sofria com a falta de planejamento, "principalmente nos setores de habitação e transporte. Além dos dois itens, o governador apontou como problemáticas as áreas de saúde, educação e segurança [...]. Afirmou que todo o planejamento executado na sua administração está voltado para a solução dos aspectos mais graves daqueles problemas. Com esse objetivo, durante os seus quatro anos de governo estão sendo investidos na RMS cerca de Cr$ 4 bilhões", noticiou A TARDE, em 16 de agosto de 1977.

Alguns anos depois de deixar o cargo de governador, foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Técnico e Científico (CNPq), em 1985, na redemocratização do país. À frente da instituição, direcionou políticas de apoio aos pesquisadores nacionais, ampliou bolsas e fomentos para a pós-graduação e reestruturou carreiras científicas.

Presidiu o CNPq até 1986, quando assumiu a pasta do Ministério da Saúde a convite do então presidente José Sarney. Alguns dos primeiros debates sobre a saúde como um direito de todos, com a universalização do atendimento, ideias que foram a base para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), aconteceram na sua gestão da pasta. Em 1995, foi eleito deputado federal e atuou na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Participou, ainda, da criação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O HOMEM DAS LETRAS

Enquanto articulava a campanha para deputado federal, no início de 1994, participou da homenagem ao centenário de Edgard Santos. "A Universidade Federal da Bahia estará comemorando o 1º centenário de nascimento do reitor Edgard Santos, seu fundador e primeiro reitor. As homenagens, programadas por comissão instituída há mais de um ano, incluem diversas atividades culturais e artísticas", diz A TARDE, em 4 de janeiro. Na programação estava o lançamento de Vidas Paralelas, biografia escrita por Roberto Santos onde ele fala sobre como sua trajetória pública se entrelaça com a do pai.

Ao longo da vida foram dezenas de obras, sem contar os trabalhos científicos e teses. Também recebeu condecorações como a Ordem do Mérito Educacional da Bahia (1971), Ordem do Mérito da Liga Contra o Câncer, Grau de Comendador (1977), e a Ordem do Mérito do Instituto Butantã (1986). Era membro da Academia de Letras da Bahia e Academia Nacional de Medicina.

Roberto Santos morreu em 9 de fevereiro de 2021, em Salvador, aos 94 anos. "A Bahia perdeu um dos maiores homens públicos de sua história”, noticiou A TARDE, no dia 10. Para Paulo Miguez, ainda que Roberto Santos seja sempre rememorado como governador ou ministro, a celebração que mais encanta a comunidade universitária é a do professor.

Hospital Geral Roberto Santos homenageia médico, reitor e governador - Foto: Luciano da Mata/Cedoc A TARDE/10.9.1995

"Do homem dedicado à ciência, que pensou ciência não só a partir do seu laboratório, mas a partir da formulação de políticas para a ciência. Não foi outro seu cuidado quando esteve no parlamento como deputado federal ou presidindo o CNPq. Não há dúvida que um homem da envergadura de Roberto Santos terá o seu centenário comemorado das mais diferentes formas, mas a nós na Universidade Federal da Bahia encanta saber que ele é um dos seus filhos", afirma. Fonte: A tarde/*Com a colaboração de Tallita Lopes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

COLOPROCTOLOGISTA DO MATER DEI AFIRMA QUE NEM TODO CASO DE HEMORROIDAS PRECISA DE OPERAÇÃO

Por Metro1

Por: Metro1 no dia 11 de setembro de 2026 às 18:58

O cloroproctologista do Hospital Mater Dei, Ramon Mendes, afirmou, em entrevista ao Metrópole Saúde desta sexta-feira (11/9), que não é porque um paciente tem hemorroidas, que é necessário operar. O especialista citou que a indicação de realizar um procedimento cirúrgico para a condição é "muito mais do paciente".

"Não é porque eu tenho hemorroida, que eu tenho que operar. A indicação de operar hemorroidas, é muito mais do paciente. Por exemplo, se o paciente tem hemorroidas grau quatro, que está para fora, mas aquilo não incomoda ele, não atrapalha a vida dele, não tem porque operar a hemorroidas", disse Ramon Mendes.

Ele ressaltou, no entanto, que casos em que o paciente começa a ter sangramento constante quando vai ao banheiro, ou o ato de sair para fora e ficar voltando para dentro, é necessário operar. Ramon completou dizendo que não há risco de as hemorroidas virar um câncer. Fonte: Mestro1.

STF MANTÉM RESTRIÇÕES CONTRA ENTADO DE JAQUES WAGNER EM INVESTIGAÇÃO DO BANCO MASTER

Por BNews

Eduardo Sodré, investigado na Operação Compliance Zero, solicitou a revogação de restrições de viagem, mas o STF manteve as medidas cautelares.  Alba/Divulgação/Vaner Casaes.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Eduardo Mendonça Sodré Martins para suspender as medidas cautelares que o impedem de deixar o Brasil. Eduardo é secretário estadual de Meio Ambiente da Bahia e é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. A decisão foi assinada em 4 de setembro de 2026 e veio à tona com a quebra do sigilo do processo, determinada na noite desta sexta-feira (11/9). Pelo documento, acessado pelo BNews, Eduardo havia solicitado a revogação da suspensão de seu passaporte, do impedimento de saída do território nacional e da proibição de emissão de um novo documento.  De forma alternativa, pediu que as restrições fossem suspensas temporariamente para permitir sua participação em compromissos internacionais, entre eles a COP17/UNCCD e um programa promovido pelo Ministério de Assuntos Internacionais da França. O Ministério Público Federal se manifestou contra o pedido e afirmou que permanecem presentes elementos concretos que justificam as medidas cautelares. Para o órgão, não houve fatos novos capazes de modificar o cenário considerado quando as restrições foram determinadas.

Segundo Mendonça, Eduardo Sodré é investigado na Operação Compliance Zero, que apura possíveis ilegalidades na relação entre Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima, apontados na decisão como gestores do Grupo Master, e o senador Jaques Wagner. O documento ressalta que Eduardo é enteado do parlamentar e que a Polícia Federal atribui a ele o suposto recebimento de vantagens indevidas em troca de articulação legislativa favorável aos interesses do grupo econômico. O ministro destacou ainda a existência de “sólidos indícios” de crimes graves, citando corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros relacionados. Para Mendonça, as restrições continuam proporcionais e necessárias enquanto a investigação está em estágio inicial.

"Nessa quadra, permanecem hígidas as razões que lastrearam a decisão em desfavor do peticionário, porquanto há sólidos indícios suficientes de crimes graves, notadamente corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos, inexistindo fato novo capaz de infirmar o decreto de medidas constritivas de natureza pessoal diversa da prisão, tal como a restrição de sair do território nacional, bem como a proibição de contato com demais investigados, dentre outras medidas", escreveu o magistrado. Na avaliação do relator, a manutenção da suspensão do passaporte e da proibição de deixar o país é necessária para garantir a aplicação da lei penal e evitar eventual fuga. Ele também considerou a capacidade financeira do investigado um fator que facilitaria uma eventual permanência no exterior. Fonte: BNews.