domingo, 2 de agosto de 2026

POLÊMICA! APÓS DEMISSÃO EM MASSA, HOSPITAL BAIANO É ALVO DE DENÚCIAS POR MUDANÇA NO MODELO DE CONTRUÇÃO

Por B News

Denúncias já são alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho (MPT), que instaurou um procedimento para investigar a legalidade das demissões coletivas,  | Divulgação|.

O Hospital da Bahia, em Salvador, anunciou o desligamento de 33 técnicos em radiologia e uma biomédica. A medida, prevista para começar neste mês de agosto, provocou reação do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado da Bahia (SINDIMAGEM-BA), que denuncia uma suposta substituição dos trabalhadores contratados pelo regime CLT por profissionais terceirizados e prestadores de serviço como Pessoa Jurídica (PJ). As denúncias já são alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho (MPT), que instaurou um procedimento para investigar a legalidade das demissões coletivas, a alegada ausência de negociação com a categoria e a possível adoção de um novo modelo de operação dos exames de imagem.

Segundo o sindicato, a empresa comunicou o desligamento dos profissionais em julho. Após a notificação, representantes da categoria se reuniram com a direção do hospital, mas afirmam que não receberam explicações detalhadas sobre os motivos da decisão nem tiveram espaço para negociar alternativas às demissões. A entidade também afirma que a ata da reunião teria sido alterada posteriormente para dar a entender que houve concordância do sindicato com o processo de desligamento, o que é negado pelos representantes dos trabalhadores.

Outro ponto levantado é que a Rede Américas não enviou representantes para a primeira audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho, realizada na Procuradoria Regional do Trabalho, em Salvador. Além das demissões, o sindicato afirma que a unidade de saúde abriu processos seletivos para profissionais da área de diagnóstico por imagem em regime de prestação de serviços. De acordo com a entidade, as vagas oferecem pagamento por plantão, sem direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como adicionais de insalubridade, periculosidade e trabalho noturno.

Outra preocupação da categoria é a possível implantação de um sistema de operação remota dos equipamentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética. O modelo permitiria que um operador acompanhasse simultaneamente exames realizados em diferentes equipamentos, mesmo estando em outra unidade. O sindicato afirma que o projeto teria início em Salvador e, posteriormente, poderia ser centralizado em bases localizadas no eixo Rio-São Paulo.

Para a entidade, a mudança pode comprometer a assistência aos pacientes e contrariar dispositivos previstos na Resolução RDC nº 611/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece regras para o funcionamento dos serviços de radiologia, incluindo protocolos relacionados ao monitoramento dos pacientes e à atuação das equipes durante os exames.

Sobre o caso, o Hospital da Bahia informou que as demissões fazem parte de um processo de reestruturação financeira e organizacional, classificado pela instituição como uma decisão empresarial compatível com o cenário do setor de saúde. Acerca da possibilidade de operação remota, a unidade negou qualquer mudança no modelo de atendimento e afirmou que os exames continuarão sendo realizados por operadores locais, preservando os padrões de qualidade e segurança assistencial. O Ministério Público do Trabalho segue analisando o caso e deve receber novos documentos apresentados pelo sindicato nos próximos dias.  As informações são do Jornal A Tarde.

MULHERES SOB PROTEÇÃO RECEBERÃO AVISO QUANDO AGRESSOR SE APROXIMAR

Por Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência. O programa, publicado no Diário Oficial da União dessa última quinta-feira (31/7), prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima.

O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco. De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

ESTRUTURA DE MONITORAMENTO

O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica. As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados. A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

INTEGRAÇÃO DE DADOS

O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas. O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

FINANCIAMENTO

As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal. O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa. Fonte: Agência Brasil.

sábado, 1 de agosto de 2026

PROGRAMA DE RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS É PRORROGADO ATÉ 31 DE AGOSTO

Por Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º/8), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito. As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização. O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil. Fonte: Agência Brasil

TERCEIRIZADO MATA FUNCIONÁRIOS EM FÁBRICA DA BOMBRIL

Por SBT News

Fábrica da Bombril onde um funcionário terceirizado esfaqueou e matou 3 funcionários | Reprodução

A Polícia Civil investiga o assassinato de três funcionários de uma fábrica da Bombril, localizada no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã deste sábado (1º/8). As vítimas, de 39, 44 e 54 anos, foram esfaqueadas dentro da empresa. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o suspeito, de 33 anos, entrou no ambiente de trabalho e atacou os três colegas, que morreram no local. Policiais militares foram acionados e prenderam o autor ainda nas dependências da empresa, após ele se render. De acordo com a Secretaria de Segurança Público são Paulo, o homem foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde tirou a própria vida na carceragem. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha a apuração das circunstâncias da morte.

Em nota, a Polícia Militar informou que o suspeito era prestador de serviços de uma empresa terceirizada. A corporação afirmou que há relatos de que o agressor sofria bullying por parte das vítimas, mas destacou que a motivação do crime ainda não foi confirmada. A TPC Logística, responsável pelo trabalhador terceirizado, lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e informou que iniciou a apuração interna dos fatos. A empresa afirmou ainda que está prestando assistência aos envolvidos e colaborando com as autoridades. O caso será investigado por meio de inquérito policial conduzido pela equipe de homicídios da Deic de São Bernardo do Campo.

LEIA A NOTA DA TCP LOGÍSTICA NA INTEGRA:

"A TPC lamenta profundamente o grave incidente ocorrido na manhã de hoje (1º/8), que envolveu seus colaboradores, dentro das dependências da Bombril localizada em São Bernardo do Campo. A TPC esclarece que assume toda responsabilidade pelo ocorrido. Neste momento de profunda tristeza, manifestamos nossa solidariedade e os mais sinceros sentimentos aos familiares e às pessoas próximas das vítimas. Desde o primeiro momento, nossas equipes estão prestando todo o apoio e a assistência necessários. A companhia já iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.". Fonte: Voz da Bahia.

OPERAÇÃO PERJÚRIO; ENTENDA COMO FRAUDE R$ 723 MILHÕES MIRA ADVOGADOS NA BAHIA

Por Aratu On

Uma investigação integrada aos órgãos públicos estaduais aponta para quatro advogados suspeitos de enganar a Justiça. Eles usavam documentos falsificados para abrir centenas de processos contra bancos. O Aratu On teve acesso às informações junto ao Ministério Público da Bahia (MPBA), que revelam que o grupo teria movimentado ilegalmente cerca de R$ 723 milhões entre 2019 e 2025. Diante do cenário, o MPBA, por meio do Gaeco, realizou neste sábado (1º) a Operação Perjúrio para cumprir seis ordens de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana.

Operação Perjúrio Teve Apoio Do Gaeco

ESQUEMA DA OPERAÇÃO PERJÚRIO USAVA EMPRESAS DE FACHADA

A investigação descobriu que os suspeitos criavam comprovantes de residência falsos, como contas de luz ou água adulteradas, para dar início a processos em diversas cidades baianas. Para "lavar" o dinheiro termo usado para esconder a origem ilegal dos valores e dificultar o rastreamento da polícia, o grupo utilizava boletos bancários em nome de outras pessoas e mantinha uma rede de empresas de fachada nos ramos de consultoria, cobrança e manutenção de eletrônicos.

Agora, todo o material recolhido passará por perícia para que o Ministério Público identifique a responsabilidade de cada envolvido e a extensão total do golpe financeiro. De acordo com os investigadores, as movimentações financeiras foram consideradas "atípicas", ou seja, fora do padrão esperado para as atividades exercidas pelos profissionais e suas empresas.

FRAUDES DE ADVOGADOS LIGAM A CERTO JURÍDICO NA BAHIA

MPBA 

Com acesso do Aratu On, a Operação Perjúrio e o caso Sintonia de Gravata revelam ofensiva contra crimes na advocacia baiana. A recente deflagração da Operação Perjúrio pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) coloca novamente a conduta de profissionais do Direito sob os holofotes do estado. O caso dos quatro advogados suspeitos de movimentar R$ 723 milhões em um esquema de documentos falsos surge em um momento de intenso rigor, conectando-se a outras ações de impacto, como a Sintonia de Gravata, que investiga a relação de defensores com facções criminosas dentro do sistema prisional.

OPERAÇÃO PERJÚRIO E O CERCO CONTRA IRREGULARIDADES

Enquanto a Operação Perjúrio foca no que os investigadores chamam de "fraude processual” traduzindo o "juridiquês", é o ato de enganar o juiz usando comprovantes de residência e boletos adulterados para abrir processos falsos contra bancos, o caso Sintonia de Gravata mira o suposto uso da profissão para facilitar a comunicação de criminosos.

Ambas as ações do Ministério Público da Bahia (TJ-BA) demonstram uma vigilância maior sobre a classe. Recentemente, o Tribunal de Justiça garantiu que os acusados da Sintonia de Gravata tenham acesso total às gravações feitas em presídios, assegurando a "paridade de armas", termo jurídico para garantir que acusação e defesa tenham condições iguais de disputa no processo.

Tanto na Operação Perjúrio quanto na Sintonia de Gravata, o papel do Ministério Público é identificar a extensão das condutas e individualizar responsabilidades. Todas as provas agora passam por análise técnica para definir o futuro dos investigados. Fonte: Aratu On.