Por Informebaiano
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presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, alertou que
erros no Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), vêm provocando perdas financeiras e
comprometendo as contas de dezenas de prefeituras baianas. De acordo a UPB,
cerca de 30% dos municípios da Bahia podem enfrentar um verdadeiro colapso
financeiro em razão da redução populacional registrada pelo Censo, que, segundo
o dirigente municipalista, não reflete a realidade de diversas cidades. “O
município vive dos repasses constitucionais, principalmente do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM). Quando a população é subestimada, os
recursos diminuem e quem sofre é a população, que depende dos serviços
públicos”, afirmou o presidente da UPB.
Wilson
Cardoso defende que o IBGE reavalie os dados contestados pelos municípios e
realize as correções necessárias para evitar prejuízos permanentes às
administrações municipais. Segundo ele, prefeitos de várias regiões da Bahia
relatam inconsistências na contagem populacional e apontam falhas na coleta de
informações. A UPB sustenta que a redução dos repasses compromete áreas
essenciais como saúde, educação, assistência social e infraestrutura,
especialmente nas cidades de pequeno porte, que dependem quase exclusivamente
das transferências constitucionais.
A
entidade afirma que continuará mobilizando prefeitos, parlamentares e o Governo
Federal para que o IBGE analise os recursos apresentados pelos municípios e
adote medidas que garantam maior precisão nos dados populacionais. Além da
revisão dos dados populacionais, a UPB defende que os municípios sejam
ressarcidos pelos prejuízos financeiros já sofridos. A entidade reivindica que
os valores reduzidos nos repasses em razão das inconsistências apontadas no
Censo sejam pagos de forma retroativa, garantindo que as prefeituras recuperem
os recursos que deixaram de receber por conta da subestimação da população. Fonte: Informebaiano.