segunda-feira, 29 de junho de 2026

16 ANOS DE IMPUNIDADE: CASO PAULO COLOMBIANO E CATARINA GALINDO SEGUE SEM SENTENÇA

Por  A tarde

Passados 16 anos do crime, familiares denunciam a demora da Justiça - Foto: Arquivo Pessoal / Ag. A TARDE

A passagem dos 16 anos do assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo voltou a reunir familiares, amigos e representantes de movimentos sindicais em Salvador. Na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, o grupo realizou uma manifestação em frente ao Fórum Ruy Barbosa, para cobrar agilidade no processo que ainda não levou os acusados ao Tribunal do Júri. O crime aconteceu em 29 de junho de 2010 e, desde então, tornou-se um dos casos de maior repercussão envolvendo o movimento sindical baiano. Paulo Colombiano exercia o cargo de tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e, segundo as investigações, havia identificado um suposto esquema de irregularidades na gestão do plano de saúde da categoria pouco antes de ser morto ao lado da esposa.

Ato reuniu familiares e movimentos sindicais em frente ao Fórum Ruy Barbosa - Foto: Arquivo Pessoal / Ag. A TARDE..

Naquela noite, o casal chegava à residência, no bairro de Brotas, quando foi surpreendido por homens armados. O carro onde eles estavam foi atingido por diversos disparos e ambos morreram no local. A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando cinco envolvidos no crime. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), os empresários Claudemiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Santana são acusados de encomendar o duplo homicídio, enquanto Edilson Duarte de Araújo, Adailton de Jesus e Wagner Luiz Lopes foram denunciados como executores. Apesar de terem sido presos durante as investigações, todos respondem ao processo em liberdade.

IRREGALARIDADES MOTIVARAM INVESTIGAÇÃO

De acordo com os autos, Paulo Colombiano passou a questionar a execução do contrato firmado entre o sindicato e a empresa responsável pelo plano de saúde dos rodoviários. Entre as inconsistências identificadas por ele estavam repasses que ultrapassavam R$ 106 milhões à empresa, incluindo cerca de R$ 35 milhões destinados apenas ao pagamento de taxas administrativas. O então tesoureiro também encontrou pendências financeiras envolvendo INSS, FGTS e Receita Federal, além de outras despesas atribuídas à administração da entidade. Para a acusação, a descoberta dessas irregularidades foi o motivo que levou ao assassinato do casal.

FAMÍLIACRITICA DEMORA DA JUSTIÇA

Durante a mobilização realizada nesta segunda-feira, o irmão de Catarina Galindo, Geraldo Galindo, afirmou que, mesmo após 16 anos, o sentimento predominante continua sendo o de indignação. “Hoje completam 16 anos do crime, 16 anos de impunidade. Recapitulando: a Polícia baiana fez uma investigação e apontou os criminosos, os mandantes e os executores. O processo foi para a Justiça, ficou na Bahia por um longo período, houve a pronúncia da primeira instância na Bahia, responsabilizando os acusados pelo crime, e, nesse momento, o processo está na última instância, no Supremo Tribunal Federal (STF)". 

"Depois desse longo período, chegamos à última instância, que é o STF. O ministro responsável pelo caso é Nunes Marques. Agora, vamos aguardar a decisão que ele vai tomar sobre o processo.” Geraldo também relembrou um dos momentos mais marcantes da manifestação, protagonizado pelo filho de Catarina. “Hoje, o filho de Catarina, que é minha irmã, fez um depoimento na atividade, e foi emocionante. Ele foi com a camisa da Seleção Brasileira que ela usava. Olha só que coisa. Ele contou que eles se reuniam de quatro em quatro anos na casa deles para assistir aos jogos da Seleção Brasileira. Então, fica aquele sentimento de sempre, de indignação por conta da lentidão do processo, algo inaceitável."

"Esses indivíduos já deveriam ter ido a júri popular há muito tempo. Não há justificativa para esse processo demorar tanto, mas são as questões jurídicas promovidas pelos advogados, com a complacência do Judiciário. Então, é esse sentimento de revolta, de saber que os caras que cometeram um crime tão bárbaro, por um motivo tão fútil, continuam vivendo na alegria e na impunidade.” Enquanto aguardam a decisão da justiça, familiares defendem que a mobilização continue para impedir que o caso caia no esquecimento e reforçam a cobrança para que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Fonte: A tarde.

JERÔNIMO RODRIGUES NEGA AFASTAMENTO DE EDUARDO SODRÉ APÓS CITAÇÃO EM CASO MASTER "NÃO ESTÁ NO SCRIPT"

Por Bahia Notícias

Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues negou a possibilidade de afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, após citação nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29 de junho), o petista disse ao Bahia Notícias que nenhum afastamento vai ocorrer “sem motivação concreta”.

A resposta vem após o senador Jaques Wagner, que também foi alvo das operações da PF, ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Sobre a situação do gestor da Sema, Jerônimo afirma que “de forma nenhuma, de forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas”. “Eduardo é advogado, está defendendo, a ele e a família minha solidariedade, mas não está no script qualquer afastamento de nenhum secretário, por motivo do que está acontecendo, de denúncias ou qualquer tipo de julgamento”, respondeu.

Eduardo Sodré é enteado do senador. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra ambos e o empresário Augusto Lima.  Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos. Ainda em declaração nesta segunda, Jerônimo destaca: “Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, conclui. Fonte: Bahia Notícias.

PRESIDENTE LULA ANUNCIA DESENROLA ADIMPLENTES NESTA SEGUNDA-FEIRA (29/6)

Por SBT News

                                            Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, nesta segunda-feira (29/6), o Desenrola Adimplentes, novo programa de crédito voltado a consumidores que mantêm as contas em dia. O anúncio será feito em cerimônia no Palácio do Planalto, às 10 haras, com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O programa busca oferecer condições mais vantajosas de crédito para pessoas que, embora adimplentes, seguem comprometendo parte significativa da renda com dívidas. Assim como na modalidade voltada a inadimplentes, a ideia é permitir a troca de débitos elevados, como cartão de crédito e cheque especial, por crédito com juros menores.

A avaliação da equipe econômica é que esse público também enfrenta dificuldades financeiras e pode se beneficiar da troca com juros menores. Segundo Durigan, a expectativa é que o programa atenda pessoas físicas e empresas. “Uma pessoa que é informal, por exemplo, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, não tem uma renda fixa por mês. Ele não tem um salário recorrente. Não tem uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Ele tem que ganhar o seu dia a dia de maneira pontual. E ele é quem mais recebe juros caros no país”, disse o ministro.

O Desenrola Adimplentes é uma ampliação do Novo Desenrola Brasil, lançado para renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes. O programa permite que os consumidores que possuem saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possam usar até 20% do valor disponível (ou até R$ 1 mil, o que for maior) para quitar a dívidas à vista. Fonte: SBT News.

JUSTIÇA CONVERTE EM PREVENTIVA PRISÃO DE JUCA, PRESIDENTE DA CÂMARA DE LAURO DE FREITAS, POR AGRESSÃO FÍSICA

Por Bahia Notícias

Foto: Reprodução Redes Sociais

A Justiça da Bahia decidiu manter preso o presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) João Raimundo Damacena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca. Em audiência de custódia realizada neste último domingo (28/6), a prisão em flagrante do parlamentar foi convertida em prisão preventiva.  O vereador foi detido na última sexta-feira (26/6) por agentes da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e encaminhado para a Casa da Mulher Brasileira, após ser acusado de agredir uma advogada, apontada como sua ex-companheira, em um estabelecimento comercial no bairro da Pituba, em Salvador. Informações preliminares indicam que Juca teria esganado a mulher durante uma discussão. O episódio teria sido presenciado por um juiz que estava no local e acionou a Polícia Militar.

Além da acusação de agressão, a Polícia Civil relatou ao portal A Tarde que o parlamentar resistiu à prisão e desacatou os policiais militares da 13ª CIPM que atenderam à ocorrência. Guias para exames de lesão corporal foram expedidas, e o caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).  Em nota oficial, a assessoria de Juca negou "qualquer tipo de agressão contra a mulher". Segundo a defesa, o vereador estava em uma reunião com sua advogada e houve uma discussão motivada por "divergências profissionais", classificando o ocorrido como um "mal-entendido". O parlamentar afirmou ainda ser contrário a qualquer forma de violência contra a mulher e disse manter seu compromisso no combate a esse tipo de crime.

Até o momento, não foi divulgada a unidade prisional para onde o vereador foi encaminhado após a decisão judicial. O caso gerou repercussão política, com parlamentares cobrando rigor nas investigações. Fonte: Bahia Notícias.

domingo, 28 de junho de 2026

85% DAS VÍTIMAS ATENDIDAS PELA SECRETARIA DA MULHER SE DECLARAM EVANGÉLICAS, DIZ NEINHA

 Por Folha do Estado da Bahia

Foto: Reprodução

A violência contra a mulher continua sendo uma das principais demandas da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Feira de Santana. Segundo a secretária Neinha Bastos, cerca de 85% das mulheres atendidas pela rede municipal se declaram evangélicas, dado que acende um alerta sobre a necessidade de ampliar o debate sobre violência doméstica também dentro dos espaços religiosos. De acordo com a gestora, muitas vítimas convivem por anos com agressões psicológicas, físicas, patrimoniais e sexuais sem denunciar os agressores. O medo, a dependência emocional e a crença de que apenas a oração será suficiente para resolver o problema acabam prolongando o sofrimento.

“Muitas mulheres hoje dentro do evangelho tomam remédios controlados para suportar a violência que sofrem. Elas acreditam que apenas a oração resolverá o problema, mas é preciso entender que oração e ação caminham juntas. A mulher precisa denunciar e buscar ajuda”, afirmou Neinha. Segundo a secretária, a violência psicológica está entre as formas mais recorrentes de agressão relatadas pelas vítimas. O abuso emocional, o controle excessivo, o isolamento social e as humilhações constantes comprometem a saúde mental das mulheres e dificultam a identificação do relacionamento abusivo.

“A mulher vai adoecendo aos poucos. Ela perde a autoestima, se afasta da família e dos amigos e passa a acreditar que não consegue viver sem aquele relacionamento. Quando chega até nós, muitas vezes já está emocionalmente fragilizada”, explicou. Neinha Bastos também destacou que a violência doméstica não escolhe classe social, profissão ou condição financeira. Segundo ela, a Secretaria recebe diariamente mulheres de diferentes perfis, incluindo empresárias, profissionais liberais e mulheres de alto poder aquisitivo.

“Feira de Santana recebe mulheres vítimas de violência que muitas pessoas nem imaginam. Temos mulheres empreendedoras, mulheres da alta sociedade e profissionais bem-sucedidas procurando ajuda. A violência está presente em todas as camadas da sociedade e muitas vezes acontece de forma silenciosa”, ressaltou.  Acolhimento e proteção. Fonte: Folha do Estado da Bahia.