Por Aratu On
Entre as falhas apontadas no Assaí estão alimentos mofados, deteriorados e vencidos, além de alvarás fora da validade e problemas de higiene. | Foto: Divulgação.
O
Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação civil pública contra o
Assaí Atacadista após identificar irregularidades sanitárias e problemas na
comercialização de produtos em duas unidades da rede em Salvador. Os
estabelecimentos ficam nos bairros dos Barris e do Imbuí. Entre as falhas
apontadas estão alimentos mofados, deteriorados e vencidos, além de alvarás
fora da validade e problemas de higiene. O Aratu On entrou em contato com a
rede de supermercados para pedir um posicionamento, mas, até o momento, não
recebeu resposta.
A ação foi proposta nesta segunda-feira (19) pela promotora de Justiça Joseane Suzart, da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor. Segundo o órgão, as irregularidades foram identificadas durante investigações que reuniram informações de inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Procon, além de reclamações de consumidores e processos judiciais envolvendo a rede.
As
fiscalizações apontaram a presença de mofo em áreas de armazenamento, falhas na
conservação dos alimentos e exposição de produtos in natura em condições
consideradas insalubres. Também foram registrados insetos, incluindo baratas e
mosquitos, sobre alimentos destinados ao consumo humano. Outros problemas
identificados incluem falhas na precificação, divergências entre os valores
anunciados e os cobrados no caixa, deficiência na manutenção de equipamentos de
refrigeração e ausência de documentos obrigatórios para o funcionamento regular
das unidades.
O
QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO PEDSE NA AÇÃO?
O
MP-BA solicita uma decisão liminar que obrigue a empresa Sendas Distribuidora
S/A, responsável pelo Assaí Atacadista, a corrigir as irregularidades e cumprir
permanentemente as normas sanitárias e de defesa do consumidor. Entre as
medidas solicitadas estão a regularização de licenças e documentos
obrigatórios, a retirada de produtos vencidos ou impróprios para consumo e a
correção das falhas apontadas pelos órgãos de fiscalização. O órgão também pede
que a empresa adote medidas para impedir novas ocorrências relacionadas à
segurança alimentar, à divergência de preços, à publicidade enganosa, ao
atendimento aos consumidores e à venda de produtos deteriorados.
MP-BA
PEDE INDENIZAÇÃO DE R$ 100 MILPOR DANOS COLETIVOS
Além
das medidas corretivas, o Ministério Público requer a condenação da empresa ao
pagamento de indenizações por danos materiais e morais sofridos pelos
consumidores prejudicados. Os valores individuais deverão ser apurados
posteriormente, caso os pedidos sejam acolhidos. A ação também pede o pagamento
de R$ 100 mil por dano moral coletivo, sob o argumento de que as
irregularidades teriam prejudicado direitos coletivos e difusos dos
consumidores.
Segundo o MP-BA, os problemas identificados não seriam casos isolados. O órgão afirma que houve tentativas de solucionar as falhas por meio de acordos extrajudiciais, incluindo Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), mas a empresa teria recusado assumir compromissos permanentes para evitar a repetição das irregularidades. A ação busca, portanto, tanto a correção dos problemas identificados nas unidades dos Barris e do Imbuí quanto a adoção de medidas para prevenir novas infrações. Bruna Castelo Branco..Fonte: Aratu On








