sexta-feira, 15 de maio de 2026

DIA DO GARI É CELEBRADO EM 16 DE MAIO: SAIBA MAIS SOBRE A FUNÇÃO

Por Callendar Brasil

Foto Divulgação

Os profissionais de limpeza pública geralmente são invisibilizados por uma parcela da sociedade. Porém, dada sua importância para a manutenção e o bom funcionamento das cidades, eles possuem uma data para chamar de sua: o Dia do Gari, comemorado anualmente no dia 16 de maio. O termo "gari" surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que ficou conhecido por ser o fundador da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1976.  Assim, os cariocas quando queriam que as ruas fossem limpas após a passagem dos cavalos, chamavam os "garis".

DIA DO GARI: ENTENDA SOBRE SUA IMPORTÂNCIA PARA A SOCIEDADE

Para que a sociedade mantenha-se organizada, uma série de profissões e ocupações são necessárias. Entre elas, está a dos profissionais de limpeza pública, popularmente chamados de garis. E por que esse nome? No Brasil, a palavra gari é derivada de um sobrenome. No passado, pelos idos de 11 de outubro de 1876, o francês Pedro Aleixo Gary, que morava no Rio de Janeiro, fez um apelo ao Ministério Imperial. Pode-se dizer que Gary foi o primeiro a montar uma empresa para coleta de lixo, assinando um contrato com o Império para realizar a limpeza pública e o recolhimento dos resíduos descartados, desde em praias e até em habitações localizadas no município, então capital do império português no Brasil.

Foto Divulgação

É a partir de então que convencionou-se chamar de garis as pessoas contratadas pelas prefeituras para limparem e organizarem as vias públicas. Para notar a necessidade desse processo, basta observar o entorno durante uma paralisação do serviço de coleta pública de lixo. Sem os garis, o que é descartado amontoa-se pelos cantos, por vezes atrapalhando as vias e calçadas. E o acúmulo de lixo gera não apenas desorganização, como também é uma questão de saúde pública. Isso porque o serviço de limpeza urbana também contribui com os esforços de outros órgãos e autoridades para controlar e prevenir doenças contagiosas. Foi o caso da pandemia da covid-19, em que máscaras descartáveis passaram a compor os resíduos sólidos, acumulando-se inclusive em vias públicas.

EVOLUÇÃO DO TRABALHO DOS GARIS

Desde sua origem, a função de gari passou por algumas transformações, incluindo trabalhos até então não realizados. É o caso da coleta seletiva, que recolhe para fins de reciclagem determinados rejeitos que podem ser reaproveitados, como são os casos do plástico, do vidro e do papel, entre tantos outros. Dessa forma, além da coleta de resíduos orgânicos e sólidos, materiais que podem ganhar vida e serem reciclados passaram a estar na mira dos profissionais de limpeza pública. 

DO DIA DO GARI, PROFISSIONAIS DE LIMPESA PERMANECEM INVIBILIZADOS

Apesar de terem uma data para recordar sua existência, esses profissionais ainda convivem com uma rotina permeada pela invisibilidade. Tanto é que a questão foi pauta de uma dissertação de mestrado, escrita pelo psicólogo social Fernando Braga da Costa. Costa trabalhou como gari semanalmente, durante seis anos. Em 2002, defendeu sua dissertação intitulada “Garis: um estudo de psicologia sobre invisibilidade pública (2002)”. No trabalho, o psicólogo social narra sua trajetória durante esse tempo. No resumo da pesquisa, que consistiu em um estudo etnográfico a partir da observação participante, ele explica que “a invisibilidade pública é cegueira psicossocial, parece ser tanto mais automatizada quanto menor for o sentimento de comunidade que o cego tenha com o indivíduo que não foi visto”.

Com o estudo, o profissional alertou sobre a discriminação e a rejeição pelas quais os garis vivenciam sua rotina laboral diária. De modo geral, a função é considerada de forma equivocada como socialmente inferior, por lidar, entre outras coisas, com o que vai para o lixo. A pesquisa foi originada a partir de uma avaliação exigida pelo então professor orientador de Costa, que estimulou os alunos a realizarem uma tarefa considerada proletária, e que não exigisse educação superior. A partir do trabalho como gari, o psicólogo social observou a condição moral e psicológica de seus colegas, parte composta por grupos considerados minoritários, embora não o sejam, entre eles nordestinos e pessoas pretas. Fonte: Associação dos Servidores do Incaper (Assin), Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, Instituto de Psicologia da USP, Repositório da Produção USP. Fonte: Callendar Brasil.

CIGANO ACUSADO POR MORTE DE PMs EM VITÓRIA DA CONQUISTA É ABSOLVIDO APÓS CINCO ANOS PRESO

Por Bahia Notícias

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um júri popular absolveu nesta última quinta-feira (14/5) em Vitória da Conquista, no Sudoeste, Rodrigo da Silva Matos, de 62 anos. Ele foi acusado de envolvimento na morte de dois policiais militares em julho de 2021. As vítimas foram identificadas como o tenente Luciano Libarino Neves, de 34 anos, e o soldado Robson Brito de Matos, de 30 anos. Segundo a TV Sudoeste, o acusado, que é membro de uma família de ciganos, estava preso desde a época do crime e respondia pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores e furto qualificado.

O caso aconteceu em 13 de julho de 2021, no distrito de José Gonçalves, zona rural de Vitória da Conquista. Segundo investigações da época, os policiais foram cercados por um grupo de seis pessoas, que efetuaram disparos contra as vítimas e levaram os celulares dos agentes após o crime. Rodrigo da Silva Matos foi apontado pela polícia como líder do grupo suspeito. Após o crime, forças de segurança realizaram diversas operações policiais em Vitória da Conquista.

Durante as ações, oito suspeitos, familiares de Rodrigo, morreram em confrontos com a polícia. Rodrigo da Silva Matos foi preso após ser baleado e encaminhado para atendimento médico. Em seguida, foi levado para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista, onde permaneceu detido até o julgamento. Durante a sessão do Tribunal do Júri, os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o réu. A absolvição ocorreu por quatro votos a um. O caso foi acompanhado pelo Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias.Fonte: Bahia Notícias.

JUSTIÇA DETERMINA QUE MARTA RODRIGUES REMOVA VÍDEO ASSOCIANDO ACM NETO À FAMÍLIA DE BOLSONARO

Por Bahia Notícias

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A Justiça determinou, nesta última sexta-feira (15/5), a remoção de um vídeo publicado pela vereadora Marta Rodrigues (PT), que associava o pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União), à família Bolsonaro. Com a decisão, a parlamentar deverá remover a publicação nas próximas 24 horas, sob risco de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da decisão. A postagem foi feita no perfil de Marta no Instagram, na última quarta (13). Intitulado “Acm Neto E Bolsonaro: Farinha Do Mesmo Saco”, o vídeo apresenta Neto ‘retirando’ o seu rosto como uma máscara, revelando ser Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal repete o processo, dando lugar ao senador Flávio Bolsonaro, que tira a ‘máscara’ e é substituído por Jair Bolsonaro.

“Do prefacial exame dos fatos e provas juntados à exordial, verifico que a postagem vergastada constitui, nos moldes da legislação eleitoral, divulgação de fatos inverídicos, ao sugerir a vinculação entre o pré-candidato ACM Neto e a família Bolsonaro, uma vez demonstrado que o referido pré-candidato manifestou publicamente apoio ao pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado, angariando a insatisfação daquele grupo”, justificou o juiz Paulo Alberto Nunes Chenaud. A ação foi ajuizada pela Federação União Progressista, composta pelo União Brasil junto com o Progressistas, através do escritório Ismerim. A decisão também determina que a Meta deverá remover o conteúdo, e eventuais cópias, caso a vereadora não retire o conteúdo do ar. A parlamentar tem até 48h para apresentar a sua defesa. Fonte: Bahia Notícias

 

 

 

TJ-BA NEGA PEDIDO DE DÉBORA SANTANA E MANTÉM OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA EM CASO DE ATLETA ATROPELADO PELO FILHO

Por Bahia Notícias

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de liminar apresentado pela vereadora de Salvador Débora Santana (PDT) para suspender as obrigações solidárias impostas a ela no caso do atropelamento do corredor Emerson Silva Pinheiro.  O atleta perdeu a perna direita e sofreu fraturas na perna esquerda após ser atingido por um veículo conduzido por Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da parlamentar, que, segundo os autos, trafegava em alta velocidade e em aparente estado de embriaguez.

A decisão, obtida pelo Bahia Notícias e assinada pela desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, mantém o entendimento da juíza Lizianni de Cerqueira Monteiro, da 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador, que determinou o custeio do tratamento e assistência financeira à vítima.  Na decisão, a desembargadora afirma que a vereadora criou uma expectativa legítima de auxílio ao assumir publicamente, por diversas vezes, o compromisso de ajudar financeiramente o atleta, especialmente durante o período de maior repercussão do caso.

“Essa série de atos, praticados de forma reiterada ao longo de meses, especialmente no período de maior repercussão midiática do acidente, como bem apontado pelo agravado, confere verossimilhança à alegação, ao menos em exame sumário dos autos, de que a agravante assumiu a posição de garantidora, em responsabilidade solidária com seu filho Cleydson Cardoso Costa Filho, da recuperação da vítima”, escreveu a magistrada. A desembargadora ainda destacou que o comportamento da parlamentar, ao gerar uma expectativa concreta na vítima, pode produzir consequências jurídicas e impedir a interrupção abrupta da assistência.

PRIMEIRA DECISÃO

A decisão do TJ-BA segue o entendimento adotado anteriormente pela 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador, que deferiu liminar favorável ao atleta. Na ocasião, a juíza Lizianni de Cerqueira Monteiro determinou obrigações solidárias ao motorista e à mãe dele, considerando o argumento apresentado pela advogada de Emerson, Losangela Passos, de que a vereadora assumiu voluntariamente os custos da recuperação e posteriormente interrompeu o auxílio, agravando o quadro clínico da vítima.

De acordo com a decisão, os réus devem, de forma solidária:

Pagar pensão mensal provisória de R$ 3 mil;

Custear integralmente aluguel, condomínio e IPTU do imóvel adaptado onde a vítima reside;

Manter o tratamento contínuo de reabilitação, incluindo fisioterapia, consultas, exames e medicamentos;

Adquirir duas próteses, uma de uso diário e outra esportiva, no prazo de 15 dias. A magistrada também considerou que a prótese esportiva é necessária porque Emerson é estudante de Educação Física e atleta, estando em treinamento no momento do acidente. Bahia Notícias.

COORDENADORA DE CAMINHADA EVANGÉLICA DENUNCIA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES EM IGREJAS

Por Metro1

A coordenadora da Caminhada das Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, Dagmar Santos, afirmou que mulheres vítimas de violência doméstica dentro de ambientes religiosos enfrentam um processo de culpa e isolamento emocional. Em entrevista ao Metrópole Mais, da Rádio Metrópole, a coordenadoria disse que muitas mulheres acabam questionando a própria fé diante da ausência de acolhimento. “Vivemos um conflito interno, pessoal, que é tão violento quanto a violência que a gente sofre”, declarou.

                                            Foto: Fernanda Peixinho/Metropress

Segundo Dagmar, discursos religiosos são frequentemente utilizados para silenciar mulheres em situação de abuso. “Eu tinha que ser mansa, submissa, sábia”, afirmou, ao relatar experiências pessoais vividas durante um relacionamento abusivo. Ela também criticou a forma como lideranças religiosas são colocadas em posições de autoridade incontestável. Dagmar apontou que parte das estruturas religiosas ainda reproduz visões conservadoras sobre o papel da mulher. “Nem toda mulher pode ser consagrada pastora”, disse. Segundo ela, apesar de avanços recentes, ainda há barreiras impostas às mulheres dentro de determinados segmentos evangélicos. “Nós avançamos, mas ainda temos muito a vencer”, concluiu. Fonte: Metro1