Por BNews
Em meio a apurações do CNJ e STF, Buzzi busca apoio de ex-assessores para contestar acusações de assédio sexual | Tribunal de Justiça do Espírito Santo/ Divulgação
O
ministro Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há três
semanas após denúncias de assédio sexual, voltou a movimentar os bastidores da
Justiça. Na semana passada, ele enviou mensagens de WhatsApp a ex-funcionários
de seu gabinete pedindo uma “declaração” sobre sua conduta no ambiente de
trabalho, segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo. Nos textos, Buzzi
afirma não estar solicitando depoimentos formais nem testemunhos sobre os
episódios investigados, mas sugere que uma simples mensagem poderia
fortalecê-lo.
“Essa
sua simples declaração, em uma mensagem de zap ou e-mail, em nada prejudica e
muito me fortalece. Não estou pressionando, apenas consultando”, escreveu. O
ministro orienta que os ex-assessores poderiam apenas relatar que, durante o
período em que trabalharam com ele, sua conduta foi “normal no local de
trabalho”. O pedido ocorre em meio às apurações conduzidas pelo CNJ, STJ e STF,
que investigam duas acusações de importunação sexual contra o magistrado. Buzzi
nega todas as denúncias e segue afastado cautelarmente desde fevereiro, com
licença médica de 90 dias. A iniciativa de buscar declarações informais
reacende o debate sobre a postura do ministro diante das investigações e sobre
os limites de contato com ex-colaboradores em um processo que corre sob sigilo.
LINHA
DO TEMPO DO CASO MARCO BUZZI
9
de janeiro de 2026 – Jovem de 18 anos acusa o ministro de assédio em Balneário
Camboriú (SC).
14
de janeiro de 2026 – Família registra boletim de ocorrência em São Paulo.
3-4
de fevereiro de 2026 – Caso vem a público; STJ abre sindicância; CNJ inicia
apuração; STF recebe inquérito.
5
de fevereiro de 2026 – Jovem e mãe depõem ao CNJ; Buzzi apresenta atestado
médico.
9
de fevereiro de 2026 – Surge segunda denúncia; nova vítima presta depoimento.
10
de fevereiro de 2026 – STJ afasta Buzzi por unanimidade; ele envia carta
negando acusações e apresenta licença médica de 90 dias.
Fevereiro
de 2026 – Desembargador Luís Carlos Gambogi assume temporariamente vaga na 4ª
Turma e 2ª Seção do STJ.
10
de março de 2026 (previsto) – STJ deve analisar relatório da comissão de
sindicância. Fonte: BNews