segunda-feira, 9 de março de 2026

EM NOTA, MORAES NEGA TER FREQUENTADO MANSÃO DE VORCARO NA BAHIA

Por SBT News

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Divulgação/Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota no domingo (8) dizendo que nunca frequentou a casa do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Trancoso (BA). A declaração é em resposta à reportagem do jornal O Globo, que disse que o magistrado teria visitado o imóvel. “O Ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino. O Ministro reitera que nunca esteve na propriedade citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros. Lamenta-se a publicação de informações baseadas em premissas fáticas inexistentes, sem a devida verificação da realidade dos fatos”, diz a nota. Essa é a segunda vez que o gabinete do ministro se pronuncia desde as divulgações do conteúdo do celular de Vorcaro. Na última sexta-feira (6), o escritório disse que uma análise técnica constatou que as mensagens de visualização única enviadas pelo ex-banqueiro no dia de sua prisão, em 17 de novembro de 2025, não conferiam com os contatos do ministro.

ENTENDA

O caso Master se abateu sobre Moraes quando o jornal O Globo revelou contrato de R$ 129 milhões do banco com o escritório da sua mulher, Viviane Barci de Moraes, valor muito acima dos praticados no mercado. Moraes nem Viviane nunca se manifestaram sobre esse contrato, o que teria justificado os valores e quais seriam os serviços prestados. Diferentemente disso, o ministro usou o inquérito das Fake News para abrir investigação contra servidores da Receita suspeitos de vazar informações sobre ministros da Corte. Foi no final de dezembro que Moraes soltou suas primeiras notas sobre o caso Master, que havia sido liquidado pelo Banco Central no mês anterior. Logo após reportagens terem apontado pressão do ministro nos bastidores sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Em 23 de dezembro, ele veio a público dizer que recebeu Galípolo e outros banqueiros para discutir a aplicação da Lei Magnitsky contra ele pelo governo norte-americano. "Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da Lei Magnitsky", disse, em resposta a reportagem do jornal O Globo de que ele teria procurado Galípolo ao menos quatro vezes para tratar do caso Master.

Na noite do mesmo dia, Moraes soltou uma segunda nota, dessa vez para rebater reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, que dizia que ele havia ligado ao menos seis vezes em um mesmo dia para Galípolo para tratar da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Nessa, disse que o escritório da mulher jamais atuou em alguma ação relacionada à tentativa de compra do BRB e disse que se encontrou com Galípolo duas vezes, sempre para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. Afirmou ainda que nunca houve ligações telefônica entre ambos, "para esse ou qualquer outro assunto".

Em 27 de janeiro, o Portal Metrópoles publicou reportagem dizendo que Moraes teria estado ao menos duas vezes na mansão de Vorcaro no Lago Sul, em Brasília, sendo que em uma delas teria conhecido Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. A outra visita teria ocorrido no fim de semana da eleição norte-americana de novembro de 2024. Moraes disse, nessa terceira nota, que a informação "sobre o encontro com o então presidente do BRB em um fim de semana do primeiro semestre de 2025 na casa do banqueiro Daniel Vorcaro é falsa e mentirosa". Ele não se manifestou sobre o outro encontro descrito na reportagem.

Veja a íntegra de todas as manifestações feitas até agora por Moraes sobre o caso Master:

23 DE DEZEMBRO DE 25, PELA MANHÃ

"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito".

23 DE DEZEMBRO DE 25, À NOITE

"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central."

27 DE JANEIRO DE 2026

"A matéria do Portal Metrópoles sobre uma suposta reunião do Ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal."

5 DE MARÇO DE 2026

"O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal."

6 DE MARÇO DE 2026

"A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa: Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos. No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes. Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa."

8 DE MARÇO DE 2026

"O gabinete do Ministro Alexandre de Moraes informa que é integralmente falsa a afirmação publicada pelo blog de Lauro Jardim, no portal O Globo, de que o Ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso (BA). O Ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino. O Ministro reitera que nunca esteve na propriedade citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros. Lamenta-se a publicação de informações baseadas em premissas fáticas inexistentes, sem a devida verificação da realidade dos fatos.". Fonte: SBT News

SUSPEITO DE ESTUPRAR E MATAR MENINA DE 9 ANOS É PRESO 20 ANOS DEPOIS, ÀS VÉSPERAS DA PRESCRIÇÃO DO CRIME

Por Correio

Corpo de Giovanna foi encontrado dois dias após seu desaparecimento, envolto em sacos plásticos e com sinais de "extrema" violência sexual Crédito: Arquivo/TV RPC

O caso envolvendo a morte de uma criança de 9 anos de idade, que aconteceu em 2006, sofreu uma reviravolta um mês antes do crime prescrever. Na última sexta-feira (6/2), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) encaminhou à Justiça uma denúncia criminal contra Martônio Alves Batista, 55 anos, por homicídio qualificado contra a menina Giovanna dos Reis Costa. As informações são do portal Bem Paraná e da TV RPC. Giovanna desapareceu no dia 10 de abril de 2006, na cidade de Quatro Barras, no Paraná, enquanto vendia rifas escolares perto de casa. Dois dias depois, o corpo da menina foi encontrado em um terreno baldio, coberto por sacos plásticos e amarrado com fios elétricos.

A criança tinha sinais "extremos" de violência sexual, de acordo com informações da polícia na época. As roupas de Giovanna foram encontradas em outro terreno, a cerca de 50 metros da casa onde ela morava com a família. De acordo com a perícia, a menina foi morta por asfixia mecânica, por meio de esganadura ou sufocamento. Durante as investigações, em 2006, o nome de Martônio, que era vizinho da menina, foi apontado. Ele chegou a prestar depoimento e foi liberado. A polícia paranaense ignorou inúmeros indícios e apontou outros suspeitos: um grupo de ciganos que morava na vizinhança. Esse grupo foi indiciado, denunciado pelo MP-PR, levado a júri popular e absolvido por falta de provas. Em seguida, o caso foi arquivado.Fonte: Correio.

DEPOIMENTO QUE MUDOU TUDO

Martônio acreditava que tinha cometido o crime perfeito. Em um depoimento colhido após a reabertura do caso, este ano, uma testemunha contou que ele debochava da polícia. "Referiu-se aos policiais como 'idiotas e tapados', afirmando que 'estava tudo na frente deles'. Disse que o pedaço de fio utilizado para amarrar o corpo da vítima foi cortado de um rolo que ele possuía em casa; durante a diligência policial, ele segurou o rolo de fio (cuja extremidade/numeração se encaixava perfeitamente no pedaço usado no crime) enquanto o policial o examinava, sem nada perceber", informou um dos documentos do inquérito policial, revelado pela TV RPC.

O que ele não esperava era que uma de suas vítimas iria denunciá-lo. Uma jovem, que era sua enteada, procurou a polícia em 2019. Ela revelou que foi abusada por ele dos 11 anos até os 14. Na época, ele estava preso por ter instalado câmeras no banheiro feminino de uma pastelaria de sua propriedade. No ano passado, após reconhecer o ex-padrasto em reportagens sobre o caso, ela contou à mãe sobre os abusos e lembrou que, em suas ameaças para silenciá-la, Martônio dizia que se ela falasse algo seria a "próxima Giovanna".

A ex-mulher relatou as informações à polícia e revelou também que chegou a confrontá-lo quando percebeu sinais de abusos na filha e ele confessou que matou a menina Giovanna. "O Martônio, então, acaba dizendo para ela: 'você sabe aquele caso de Quatro Barras que eu disse que era testemunha? Eu não sou testemunha, eu fui o autor'", contou a delegada Cecconello, em entrevista a TV RPC.

O CRIME ESTAVA PRESTE A PRESCREVER

Em abril de 2026, o crime cometido contra a menina Giovanna iria prescrever. Isso porque, o Artigo 109 do Código Penal Brasileiro estabelece prazos de prescrição da pretensão para a punição de crimes a partir da pena máxima de casa sentença. No caso de Martônio, ele vai responder por homicídio qualificado praticado por motivo torpe, (desejo predatório do denunciado), para assegurar a impunidade de crime antecedente (crime sexual), com uso de meio cruel (asfixia) e recurso que dificultou a defesa da vítima (dissimulação e superioridade física do agressor).

A pena máxima para o homicídio qualificado é de 30 anos. De acordo com o Código Penal, crimes com pena superior a 12 anos prescrevem em 20 anos. A denúncia do Ministério Público também apontou os crimes de atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. No entanto, esses possuem penas máximas de 10 anos e três anos, respectivamente, e já prescreveram. Além das condenções, o MP-PR também pediu o pagamento de multa no valor de R$ 100 mil a ser destinada aos familiares da menina.

Martônio está preso desde fevereiro, após denúncias de abusos sexuais contra outras mulheres. Seus advogados afirmaram, em nota enviada a TV RPC, que identificaram "diversas inconsistências relevantes no inquérito policial, especialmente no que diz respeito à preservação da cadeia de custódia das provas e à observância do devido processo legal". A defesa ainda acrescentou que há "um conjunto significativo de nulidades processuais que será oportunamente demonstrado perante o Poder Judiciário, dentro do momento processual adequado". Fonte: Correio

domingo, 8 de março de 2026

HOMEM É PRESO APÓS MATAR A ESPOSA A SOCOS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Por BNews

    Homem foi preso em flagrante após suspeitas de assassinar a própria esposa  |  Reprodução / Redes Sociais

Um homem foi preso em flagrante após suspeitas de assassinar a própria esposa, em Praia Grande, no litoral sul paulista. O crime aconteceu neste domingo (8/2), justamente na data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher. De acordo com informações do Metrópoles, o suspeito se chamava Pedro Ubiratan de Oliveira, era montador de móveis e tinha 40 anos de idade. Ele também é acusado de espancar até a morte a companheira, Thais Rodrigues Rocha de Oliveira, de 34 anos. Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo, o corpo da vítima foi encontrado dentro da residência com diversos sinais de agressão, principalmente no rosto.

Antes e depois do crime, o homem ainda teria publicado vídeos nas próprias redes sociais com ameaças à esposa. A polícia foi acionada por volta das 6h pela irmã do suspeito, que ficou em estado de choque ao assistir aos vídeos publicados por ele. Nas gravações, o homem aparecia ameaçando a companheira e, em outro momento, indicando que poderia ter cometido o crime. Após o assassinato, o suspeito deixou o local, mas acabou sendo localizado pelos policiais no bairro Caieiras, em direção a casa da mãe dele, e foi preso. Fonte:BNews.

ATOS DO DIA DA MULHER REÚNEM MANIFESTANTES EM VÁRIAS CIDADES DO BRASIL

Por Voz da Bahia

Foto Divulgação

Manifestações em celebração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), foram realizadas em diversas cidades do Brasil. Os atos reuniram movimentos sociais, organizações feministas e coletivos que defendem direitos das mulheres e o combate à violência de gênero. Entre as cidades que registraram mobilizações estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belém, Manaus, Fortaleza, Maceió e Salvador, além de outros municípios pelo país.

Na capital baiana, o ato ocorreu no bairro da Barra, com uma caminhada entre o Cristo da Barra e o Farol da Barra. A mobilização reuniu participantes de diferentes coletivos e entidades feministas. Com o tema “Mulheres vivas, em luta e sem medo”, a manifestação destacou pautas como o combate ao feminicídio, a defesa da democracia, a ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres e o fim da escala de trabalho 6×1, assunto que está em debate no Congresso Nacional.

Outro ponto central das mobilizações foi a denúncia da violência contra as mulheres, tema que marcou os protestos organizados em diferentes regiões do país. A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das organizações envolvidas nas manifestações, afirmou que a presença nas ruas busca cobrar mais medidas de proteção às mulheres, ações efetivas contra o feminicídio e o enfrentamento das desigualdades sociais e políticas que afetam a vida feminina no Brasil e em outras partes do mundo. Voz da Bahia.

TJ-BA LANÇA APLICATIVO PARA VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PROTETIVA

Por Metro1

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Vítimas de violência doméstica na Bahia passarão a contar com um novo recurso para solicitar proteção judicial. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) apresenta nesta segunda-feira (9/2) o aplicativo TJBA Zela, ferramenta criada para facilitar o pedido de medidas protetivas de urgência de forma digital. O lançamento está previsto para as 14 horas e integra a programação da Semana da Mulher promovida pelo tribunal. A proposta da plataforma é permitir que mulheres em situação de violência consigam acionar a Justiça de maneira rápida, diretamente pelo celular. Após acessar o aplicativo com uma conta gov.br, em qualquer nível de verificação, a usuária poderá preencher um questionário simplificado relatando a situação e indicando a proteção necessária.

Também será possível enviar áudios, vídeos, fotos e capturas de tela que possam servir como evidências do caso. As informações encaminhadas pelo aplicativo serão direcionadas a um magistrado responsável, que analisará o pedido dentro do prazo legal de até 48 horas. Outra funcionalidade do sistema é o cadastro de até três pessoas de confiança, chamadas de guardiões. Caso a usuária solicite ajuda emergencial, esses contatos recebem um alerta via WhatsApp. O aplicativo ainda conta com um botão de ligação direta para o número 190, da Polícia Militar, indicado para situações de risco imediato.

O tribunal destaca que o pedido de medida protetiva pela plataforma não substitui o registro de boletim de ocorrência em uma delegacia. Disponível para dispositivos Android e iOS, o TJBA Zela também reúne contatos de delegacias especializadas, unidades judiciais e outros serviços que integram a rede de proteção às mulheres no estado. A iniciativa faz parte da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa, campanha nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reforçar ações de enfrentamento à violência doméstica. Fonte: Metro1.