Por BNews
Com a prisão de advogados, a operação busca desmantelar um esquema criminoso que envolve facções atuantes em presídios | Divulgação | SSP-BA
Subiu para oito o número de advogados presos durante a
Operação Sintonia de Gravata, deflagrada na manhã desta sexta-feira (3/7), em
Salvador, região metropolitana e cidades do interior da Bahia. Informações obtidas pelo BNews apontam que os
advogados foram detidos na capital baiana, Serrinha e Feira de Santana. Segundo
o Ministério Público da Bahia (MPBA), as investigações têm como objetivo
desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema prisional. "As
investigações identificaram a atuação de facções criminosas estruturadas e com
atuação regional, responsáveis pela prática de tráfico ilícito de
entorpecentes, circulação de armas de fogo e articulação entre grupos
criminosos, com reflexos diretos na segurança pública baiana", disse o
MPBA.
Ainda de acordo com o órgão, elementos reunidos indicam que
essas organizações mantinham um sofisticado esquema de comunicação clandestina
que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo com lideranças
custodiadas em unidade prisional de segurança máxima, por meio de um núcleo
externo responsável por intermediar a transmissão de ordens entre integrantes
presos e membros em liberdade.
COMO ATUAVAM OS ADVOGADOS
As investigações também revelqram que os advogados, mediante
abuso das prerrogativas da classe, teriam burlado o isolamento e
incomunicabilidade com o meio externo imposto em presídio de segurança máxima,
com a finalidade de viabilizar a gestão de facções criminosas por suas
lideranças presas, que também foram alvos das medidas. "A continuidade das
apurações indicaram que esses profissionais exerciam papel estratégico na
transmissão de mensagens, na consolidação de decisões e no acompanhamento das
atividades criminosas".
"Esse fluxo de comunicação permitia às lideranças das facções, mesmo presas, participar da gestão do tráfico de drogas, da comercialização de entorpecentes, da aquisição e circulação de armas de fogo, da movimentação de recursos financeiros e da resolução de conflitos internos, evidenciando uma estrutura organizada, hierarquizada e dividida por funções. O grupo conseguiu contornar mecanismos de isolamento previstos no sistema prisional, mantendo ativa uma rede de transmissão de ordens que contribuiu para a continuidade das práticas criminosas e para o fortalecimento dessas organizações", detalhou o MP-BA. Fonte BNews.