Por Clóvis Gonçalves
DRT - 7141 Bahia
PalestrantesNeste último domingo, 24 de maio, no salão recreativo da Escola Municipal São Judas Tadeu em Irará (BA), foi realizado o primeiro Encontro Estadual dos Povos de Terreiro da Fremauba foi comemorado também o segundo aniversário da Associação das Religiões de Matriz Africanas e Umbanda da Bahia. O evento foi realizado neste domingo (24/5) no salão recreativo da Escola Municipal São Judas Tadeus em Irará. O evento trouxe como teve tema Ancestralidade, Resistência e Construção Coletiva” Destacando que a FREMABA fundada em 24 de maio de 2024 no espaço da Escola Municipal Alzira Martins. De acordo com a programão divulgada pela coordenação, acolhimento foram acolhidos por meio de credenciamento seguido de um café da manhã para os convidados. Abertura oficial com rito simbólico e manifestação culturais na sequencia formada a mesa temática e manifestações culturais com painéis temáticos simultâneo.
Drª Patrícia, delegada da Polícia Civil da Bahia, palestrante entrevistada por Clovis Gonçalves que aprsenta o programa Radar Notícias na rádio Irará FM das 10h30min. Drª Patrícia na oportunidade fez agradecimento ao Professor Bira pela impotência do evento, informou que exerce atividade a frente da Federação da Tradição da Afro-Brasileira onde exerço o cargo de coordenadora no estado e também da RENAFE no município de São Francisco do Conde foi nesta condição que vim participar deste evento em Irará.
Nós na abertura da mesa tratamos do direitos, garantia de
território, então a nossa fala foi neste sentido. Nós temos muitos mecanismos
legais e importantes muitas leis, políticas públicas asseguradas na
Constituição Federal e no próprio Estatuto de Igualdade Racial com muito mais
de dez anos que foi instituído e a gente não se apropria das ferramentas
institucionalizadas, Muitos munícipes e pessoas que são lideranças de terreiros
e membros de comunidades tracionais desde muitas leis e não se apropriam dessas
garantia básica de direitos, enfatizou Drª Patrícia.
A professora Josélia Santos, iraraense, participamos desta encontro organizado pelo professor Ubiratan, esse encontro estadual para trata da demanda da luta e da resistência dos povos de terreiros. Timos diversos painéis e abordagens e todos falam a respeito da luta dos povos de terreiros em torno do direito de existir, a luta acontece dede do século 19, ou muito antes disso, nós saímos de uma realidade no período do século 19 até o início do século 20.
Foto Clóvis Gonçalves
Nós tínhamos o culto afro-brasileiro condenado porque não
era prática aceita pela sociedade, e o direito penal punia que fazia batuque de
candomblé, então a luta começa desde lá e a partir do século 20 passamos a ter
uma compreensão a partir de vários movimentos e podemos citar na Bahia Jorge
Amado um grande colaborador desta iniciativa que tentou descriminalizar e a partir deste entendimento
passamos a compreender o candomblé a partir da constituição republicana
de1.889, que já permitia liberdade de culto tínhamos a liberdade de culto e a
proibição a partir do Código Penal.
Nós sabemos que o Código Penal Brasileiro foi pensado para criminalizar para prosseguir a população negra recém saída do cativeiro. Esse processo que nós consideramos atualmente de perseguição ao culto afro brasileiro e que nós chamamos isso de racismo religioso porque tudo que está atrelado a população negra passa por processo de desumanização incluindo a sua religião, este momento que acontece hoje em Irará é um momento de luta e resistência, nós estamos em 2026 mas nós não mudamos muito, e entendemos que ainda existe um processo de intolerância religiosa em nossa sociedade, porquê o povo do axé ainda recebem olhares tortos, pontuou a professora Josélia Santos.
O professor Ubiratan Silva Reis, (Professor Bira) presidente e coordenado da FRENAUBA, nós atamos comemorando e reafirmando o nosso compromisso com o povo de terreiro e com o noss espaço sagrado, completamos dois anos nesta próxima segunda-feira, 25 de maio que na Escola Municipal Alzira Martins, assembleia de fundação FREMAUBA que é fórum de religião de matriz africana e umbanda da Bahia. A FRENAUBA ao realizar este evento veio para fazer o que estava faltando, ouvíamos muitas reclamações de muitas pessoas principalmente das pessoas de axé, estamos criando este espaço para que as pessoas não façam o encontro apenas pelo encontro, esteve evento precisa ter o seu resultado a formação que tanto o nosso povo necessita para se libertar para combater o racismo religioso e de qualquer tipo de violência, é inadmissível que não haja respeito pela religião do próximo.
Raimunda dos Anjos - palestrante
Os palestrantes deste evento são pessoas quase todos ligados ao axé, são pessoas que estão academia estudando estas quentões e que tem proposta para serem apresentadas com absoluto domínio e conhecimento de causa. Precisamos fazer o encontro com formulações de politicas públicas para disputar o espaço de poder. A partir deste encontro saímos com representação com mais de 20 municípios do estado da Bahia e já podemos plantar esta semente da FRENAUBA em cada municio aqui representado e formular este debate e chegar aos terreiros e liderança de candomblé no sentido de ampliar e fortalecer a luta no combate ao racismo e a intolerância religiosa, pontua professor Bira, presidente da FREBAUBA.
Foto: Clóvis Gonçalces