quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DA BAHIA PODERÃO SOLICITAR PAGAMENTO DE LICENÇA-PRÊMIO

Por Voz da Bahia

Foto: Douglas Amaral/BAGOV

A Secretaria da Educação da Bahia (SEC) divulgou nesta quarta-feira (12/8) o calendário para solicitação do pagamento da licença-prêmio por professores da rede estadual. Ao todo, serão disponibilizadas 1 mil licenças no segundo semestre de 2026. Os interessados deverão realizar o pedido entre 24 e 28 de agosto, exclusivamente pelo Portal de Serviços do RH Bahia. O formulário ficará disponível na plataforma durante o período estabelecido. A licença-prêmio é um direito dos servidores públicos efetivos do Estado e corresponde a três meses de afastamento a cada cinco anos de trabalho ininterrupto. Para professores do Magistério Público Estadual que atuam nos ensinos Fundamental e Médio, o benefício pode ser convertido em dinheiro, conforme os critérios estabelecidos pela Secretaria da Educação.

CONFIRA O CALEDÁRIO

24 a 28 de agosto: envio dos pedidos;

Até 12 de setembro: divulgação da classificação;

14 a 16 de setembro: período para recursos;

1º de outubro: resultado final e início da concessão.

A liberação do benefício seguirá a ordem de classificação definida pela SEC. Fonte: Voz da Bahia.

PREFEITO DE ÁGUA FRIA DENUNCIA FILA DA REGULAÇÃO COM QUASE MIL PEDIDOS DE EXAMES

Por Informebaiano

Foto: Divulgação

A fila de pacientes à espera de exames pelo sistema de regulação preocupa a Prefeitura Municipal de Água Fria, no interior do estado da Bahia. Nesta última quarta-feira (12/8), o prefeito Renan de Ziza divulgou um vídeo ao lado de secretários e vereadores para denunciar a demora na realização dos procedimentos e afirmou que o município possui atualmente 9.588 requisições de exames pendentes. Segundo os dados apresentados pelo prefeito, somente para exames de ressonância magnética existem 893 solicitações aguardando atendimento. Há ainda 368 pedidos de tomografia, além de demandas por outros procedimentos. Durante a gravação, Renan mostrou parte da relação de pacientes e chamou atenção para o volume acumulado. “Nós temos hoje um total de 9.588 requisições. Temos 893 ressonâncias. Sabe quantas vagas a regulação nos dá? Em média, três, quatro”, afirmou o prefeito.

O gestor disse que a situação das ressonâncias é agravada pela pequena quantidade de vagas disponibilizadas por meio da regulação estadual. Segundo ele, apesar de Água Fria possuir quase 900 pedidos para o procedimento, o município recebe apenas algumas vagas para atender a demanda. Renan também afirmou que o equipamento utilizado para realização dos exames está quebrado há aproximadamente três meses, o que tem contribuído para aumentar o tempo de espera dos pacientes. “A máquina está quebrada há três meses. A regulação está dando, quando dá, [poucas vagas] para quase mil pedidos de ressonância. Pode confirmar lá na policlínica onde faz a regulação”, declarou.

Diante do cenário, o prefeito informou que a administração municipal prepara um novo mutirão para tentar reduzir a fila. A gestão pretende selecionar inicialmente as solicitações mais antigas e encaminhar pacientes para realização dos procedimentos em Feira de Santana. “Nós estamos aqui selecionando as mais velhas, uma quantidade de cada, para desafogar essas quase 10 mil requisições”, completou Renan de Ziza.Fonte: Informebaiano.

MP-BA DÁ 30 DIAS PARA REVISÃO DE NORMAS DA EDUCAÇÃO ESTADUAL E ALERTA CONTRA "APROVAÇÃO AUTOMÁTICA DISFARÇADA"

Por Bahia Notícias

Sedes do MP-BA e SEC-BA | Fotos: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu 30 dias para que a Secretaria da Educação do Estado (SEC) revise e atualize as normas que regulamentam a avaliação e a progressão escolar na rede estadual. Na recomendação, obtida pelo Bahia Notícias (BN), o órgão alerta para o risco de o atual modelo de progressão funcionar como uma “aprovação automática disfarçada” caso não haja mecanismos pedagógicos capazes de comprovar a recuperação efetiva da aprendizagem dos estudantes.  A recomendação pede revisão nas regras de avaliação da aprendizagem e do Regime de Progressão Parcial (RPP) adotadas na rede estadual de ensino. O RPP é o sistema que permite ao estudante avançar para o ano seguinte, mesmo tendo pendências em determinados componentes curriculares, desde que cumpra as condições previstas para recuperar essas aprendizagens.

A recomendação foi assinada em 5 de agosto de 2026 pela promotora de Justiça, Claudia Luiza Ribeiro Elpídio. O procedimento foi aberto após uma representação apresentada pela APLB – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, em fevereiro de 2024, contra mudanças promovidas pela SEC.  Na época, a SEC afirmou que a medida buscava ampliar as estratégias para assegurar o êxito na permanência do estudante na escola e dar oportunidade para o estudante. Posteriormente, outras representações foram apresentadas ao Ministério Público.

“Este projeto considera uma percepção de avaliação integral, olhando o estudante pelos seus talentos e interesses, ao invés das lacunas, propondo que ele possa recuperar, por meio do Regime de Progressão Parcial estruturado, as pendências para componentes curriculares específicos, partindo do entendimento de que a reprovação de ano não é uma medida eficaz no objetivo de retenção e formação do estudante”, contava a nota.  Entre as principais medidas, o MP-BA pede que as regras gerais de funcionamento das escolas fiquem expressamente de acordo com as normas criadas pelas Portarias nº 190/2024 e nº 271/2024, que alteraram a sistemática de avaliação e regulamentaram o Regime de Progressão Parcial.

'APROVAÇÃO AUTOMÁTICA'

Um dos pontos mais sensíveis da recomendação é a preocupação com a possibilidade de o sistema de progressão deixar de cumprir sua função de recuperar efetivamente a aprendizagem. O Ministério Público afirma que o Regime de Progressão Parcial precisa contar com critérios claros de avaliação, recuperação específica, acompanhamento individualizado e previsão adequada no regimento escolar. Na avaliação do órgão, quando o RPP é aplicado sem essa estrutura, existe o risco de ele se aproximar de "mecanismos de aprovação automática". O documento, portanto, não afirma simplesmente que todos os alunos estão sendo aprovados automaticamente.

Ele emite alerta para o risco de que o modelo, se não tiver mecanismos pedagógicos suficientes para garantir a recuperação da aprendizagem, acabe funcionando dessa maneira. A preocupação já havia aparecido nos pareceres técnicos analisados pelo MP-BA. O Parecer Técnico Pedagógico n.º 104/2025 apontou, entre outros problemas, o risco de configuração de uma “aprovação automática disfarçada”. Segundo a recomendação, a Secretaria da Educação apresentou informações sobre como o RPP funciona, mas o Ministério Público considerou que elas eram insuficientes para comprovar, de maneira objetiva, que os estudantes estão recuperando as aprendizagens que não foram consolidadas.

Fotos: Ronne Oliveira (BN) / GovBA

O documento afirma que as informações apresentadas pela SEC tinham caráter predominantemente descritivo e genérico, sem detalhar suficientemente os procedimentos pedagógicos, os critérios de avaliação, os instrumentos utilizados e o acompanhamento individual dos estudantes.  O MP-BA também afirma que não foram apresentados indicadores concretos de desempenho, dados de engajamento ou taxas de recuperação da aprendizagem capazes de demonstrar a efetividade do RPP.

Por isso, a recomendação determina que a SEC apresente um relatório técnico detalhado, acompanhado de documentos que mostrem, entre outros pontos, como o RPP funciona nas escolas, quais estratégias são utilizadas para recuperar as aprendizagens, quais são os critérios de avaliação e recuperação e como é preservada a autonomia do Conselho de Classe.

AVALIAÇÃO EM 10 MINUTOS

Outro questionamento diz respeito às avaliações realizadas dentro do modelo de progressão. O Parecer Técnico nº 104/2025, citado pelo Ministério Público, apontou que as avaliações apresentavam baixa complexidade e tempo médio de realização de 10 minutos. Na avaliação técnica incorporada à recomendação, isso poderia comprometer a capacidade de verificar de maneira adequada as competências dos estudantes.  O MP-BA também criticou a forte "dependência de plataformas digitais" para a execução do RPP. Segundo o documento, não houve comprovação suficiente de que todos os estudantes tenham acesso universal às ferramentas e à infraestrutura tecnológica necessária.

A recomendação registra ainda que, nas informações mais recentes apresentadas pela SEC, os problemas relacionados à baixa complexidade das avaliações e ao reduzido tempo de realização das atividades não teriam sido suficientemente esclarecidos.  O Ministério Público também demonstra preocupação com a participação dos professores no acompanhamento dos alunos submetidos ao RPP. Segundo o documento, não ficou comprovada a participação efetiva dos professores das disciplinas específicas no acompanhamento e na avaliação desses estudantes. O parecer técnico também apontou fragilidade na mediação pedagógica realizada por tutores que não possuem vínculo direto com as disciplinas.

Na prática, a preocupação apresentada pelo MP-BA é que o estudante tenha contato com um processo de recuperação no qual o professor responsável pela própria disciplina não participe de maneira suficientemente direta do acompanhamento e da avaliação.  O órgão também afirma que não foram comprovadas medidas capazes de preservar a autonomia deliberativa do Conselho de Classe, colegiado responsável por decisões pedagógicas dentro da escola. Para o MP-BA, existe risco de esvaziamento de sua função e de sua autonomia.

AS CINCO DISCIPLINAS

Outra mudança analisada pelo Ministério Público foi a ampliação do número de componentes curriculares que podem estar envolvidos no Regime de Progressão Parcial. O Parecer Técnico Pedagógico nº 26/2024 registrou que a Portaria nº 190/2024 ampliou de três para cinco componentes curriculares o limite relacionado ao RPP.  Ao mesmo tempo, segundo o MP-BA, essa mudança não foi acompanhada pela correspondente alteração do Regimento Escolar Unificado. O parecer técnico de 2025 voltou a apontar a ampliação de três para cinco componentes como um fator que poderia comprometer a coerência curricular e a aprendizagem significativa.  O Ministério Público cita ainda uma recomendação técnica para reduzir o número máximo de componentes no RPP, estabelecendo como referência até dois componentes por área do conhecimento, além de avaliações presenciais obrigatórias, instrumentos diversificados corrigidos por professores da disciplina e acompanhamento pedagógico contínuo.

Na parte jurídica, o MP-BA aponta uma divergência entre as regras estabelecidas pelas portarias da Secretaria da Educação e o Regimento Escolar Unificado da rede estadual. Segundo a recomendação, a Portaria nº 271/2024 alterou parcialmente a Portaria nº 190/2024, mas não foi acompanhada da atualização do Regimento Escolar Unificado. Para o Ministério Público, essa diferença entre as normas permaneceu mesmo depois das alterações feitas pela SEC.

O órgão afirma que portarias e outras orientações administrativas não podem substituir, esvaziar ou contrariar o Regimento Escolar Unificado vigente. Na avaliação do MP-BA, manter regras de avaliação diferentes do que está previsto no regimento compromete a segurança jurídica, a igualdade entre os estudantes e a transparência do processo de avaliação.  Um dos pontos citados é o uso da palavra “automaticamente” no artigo 20 da Portaria nº 190/2024 para tratar do Regime de Progressão Parcial. O Parecer Técnico Pedagógico nº 26/2024 apontou que o termo deveria ser retificado por provocar interpretações consideradas dúbias.

A recomendação determina três providências principais que devem ser atendidas por parte do Governo do Estado. São elas:

-A revisão e atualização do Regimento Escolar Unificado no prazo máximo de 30 dias, com o envio da respectiva minuta ao Ministério Público.

-Uma apresentação de um relatório técnico circunstanciado, acompanhado de documentos que comprovem como o RPP é aplicado nas escolas, quais estratégias garantem a recuperação das aprendizagens, como funciona a avaliação e recuperação dos estudantes e de que forma é preservada a autonomia do Conselho de Classe.

-Adequação das portarias e demais orientações administrativas às regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), às resoluções do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE/BA) e às ponderações técnicas apresentadas pelo CEDUC, órgão técnico citado na recomendação. O MP-BA determina ainda que sejam evitadas práticas que impliquem aprovação automática, direta ou indireta, ou que esvaziem o processo de avaliação.

ADVERTÊNCIA 

Ao final da recomendação, o Ministério Público adverte que o não atendimento injustificado das medidas poderá levar à adoção de providências extrajudiciais e judiciais, incluindo a possibilidade de propositura de uma Ação Civil Pública, além da apuração de eventuais responsabilidades.

A recomendação é resultado de uma investigação iniciada em 2024. Ao longo do procedimento, o MP-BA ouviu órgãos e realizou diligências, reuniões técnicas e requisições de informações à Secretaria da Educação. O documento registra que, mesmo após os questionamentos e pareceres técnicos, a Promotoria considerou que as principais inconsistências não haviam sido solucionadas. O ponto central da recomendação é, portanto, garantir que a progressão de um aluno para a série seguinte esteja acompanhada de mecanismos capazes de comprovar que houve recuperação efetiva da aprendizagem, e que essas regras estejam claramente previstas nas normas que regem as escolas estaduais.  Procurada pelo BN, a Secretaria da Educação informou que está preparando uma resposta sobre o caso, mas não apresentou detalhes sobre o posicionamento da pasta até o fechamento desta matéria. O espaço do portal segue aberto. Fonte: Bahia Notícias.

SENADO APROVA ALÍVIO DE IMPOSTO SOBRE COMBUSTÍVEIS; TEXTO VAI À SANÇÃO

 Por Agência Brasil

Jpsé Cruz/Agência Brasil

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, foi aprovado na noite desta última quarta-feira (12), por 61 votos a 2, no Senado Federal, e agora seguirá para sanção presidencial.Horas antes, o mesmo texto já havia passado pela Câmara dos Deputados, depois que um acordo entre governo e lideranças do Congresso viabilizou o avanço da medida. O principal objetivo do projeto é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis decorrente da guerra dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã no Oriente Médio, que fechou a principal rota de exportação do petróleo na região, provocando fortes oscilações na cotação do barril.

Mesmo assim, o alcance da norma foi ampliado pelos parlamentares para conceder benefícios fiscais a diferentes setores, incluindo a produção de etanol, de fertilizantes agrícolas, de pesquisa de minerais críticos e terras raras, bem como a desoneração de impostos para a Fifa, organizadora da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada no Brasil, em 2027. A perda de arrecadação, de acordo com o texto, será compensada pelo aumento extraordinário de receitas da União obtidas justamente por conta do aumento no valor do petróleo, que ampliou os royalties e outras participações desde o início do ano. Entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%.

BENEFÍCIOS TRIBUTÁRIOS

A inclusão do etanol e biocombustível foi um apelo do setor e busca impedir que subsídios à gasolina e ao diesel, por conta dos efeitos do preço do petróleo, eliminem a vantagem tributária dos combustíveis não fósseis. A diferença deverá ser equivalente à praticada antes do conflito, tanto em termos percentuais quanto absolutos por unidade de medida. Se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas do etanol serão reduzidas a zero. O projeto de lei prevê que o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado para garantir a diferenciação nos preços da gasolina e do etanol.

Produtores de etanol, inclusive cooperativas, também poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos com a Receita Federal. A compensação será feita por meio de saldos credores da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. O valor será proporcional ao percentual de produção de etanol hidratado em 2025 dos contribuintes habilitados. Entre as medidas para os produtores rurais, o texto reduz de 50% para 30% o limite da receita com exportação para que a empresa possa se enquadrar na suspensão do pagamento do IBS e da CBS.

Outro benefício tributário contido no projeto permite à União conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031. Os créditos serão de até R$ 1 bilhão por ano. O valor corresponderá a até 20% dos gastos com produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional. As mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e matérias-primas ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). A renúncia de receita deverá ser de até R$ 200 milhões por ano, de acordo com o texto.

Outros pontos do texto incluem a autorização ao governo para ampliar em até R$ 2,5 bilhões as despesas do Ministério da Defesa fora dos limites de gastos, que serão descontados de orçamentos futuros da pasta. Também passou no projeto uma autorização para antecipar até R$ 3 bilhões em despesas temporárias com saúde e educação que seriam programadas apenas para 2027.

 TRAVA SOBRE DESPESAS

O texto negociado com o governo incluiu dispositivos para atrelar o crescimento de determinadas despesas aos limites do arcabouço fiscal, em caso de previsão de déficit fiscal projetado pelo relatório bimestral de receitas e despesas do governo. Caso se aponte déficit, recursos de fundos, como o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), só poderão ser corrigidos, no exercício seguinte, pela variação da inflação e mais um percentual máximo de até 2,5%. Esse mesmo gatilho pode frear o crescimento dos pisos constitucionais de saúde e educação, atualmente definidos em 15% e 18%, respectivamente, da Receita Corrente Líquida (RCL) da União.

O projeto não altera a fórmula de cálculo da RCL e suas vinculações de despesas, mas impede que determinadas receitas extraordinárias, especialmente as provenientes do petróleo, sejam utilizadas para ampliar automaticamente despesas cuja evolução está vinculada à RCL. Nestes casos, se houve previsão de déficit fiscal, o crescimento dessas despesas também fica limitado à correção da inflação até o máximo de 2,5%.

ACORDO COM O GOVERNO

A votação deste Projeto de Lei Complementar foi viabilizada após acordo do governo com lideranças do Congresso Nacional, com participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram no Palácio da Alvorada para definir as prioridades legislativas deste período de esforço concentrado no Parlamento. Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa esta semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votações em plenário e nas comissões.

De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro. Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

BRADESCO FECHA 324 AGÊNCIAS E DEMITE MAIS DE 2 BANCÁRIOS

Por BNews

Bradesco afirma que 98% das transações são feitas digitalmente, o que justifica o fechamento das agências em todo o país  Divulgação

O Bradesco fechou 324 agências e reduziu 2,4 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2026. As mudanças ocorreram enquanto o banco registrou lucro líquido de R$ 13,861 bilhões no mesmo período. Os números foram levantados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que criticou a redução da estrutura física e do quadro de funcionários da instituição.  A entidade sindical criticou o fechamento dos pontos de atendimento e os desligamentos, argumentando que a rentabilidade e o alto lucro do banco justificaria a manutenção dos empregos e o atendimento presencial à população.

Sobre as mudanças, o Bradesco afirmou que a redução de agências e postos de trabalho acompanha a transformação na forma como os clientes utilizam os serviços bancários. Segundo o banco, cerca de 98% das transações realizadas atualmente ocorrem por canais digitais, principalmente pelo aplicativo e pelo internet banking. O Bradesco também reiterou que o fechamento das unidades físicas não deixa os correntistas desassistidos.

MIGRAÇÃO DIGITAL

A instituição vem reduzindo a presença física à medida que amplia os serviços oferecidos pelos canais digitais. O movimento também acompanha uma mudança mais ampla no setor bancário, com clientes utilizando cada vez menos as agências para operações do dia a dia. O Bradesco detalhou que a revisão da rede de atendimento leva em consideração fatores como:

-Perfil de uso: análise do fluxo de clientes que optam por atendimento presencial versus digital em cada região;

-Demanda local: mapeamento da necessidade de manutenção de pontos físicos em áreas de menor densidade digital;

-Eficiência operacional: integração de agências sobrepostas ou de baixo movimento a unidades maiores. Mesmo com a redução da estrutura, o Bradesco encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 13,8 bilhões. Fonte: BNews.