quarta-feira, 13 de maio de 2026

POLÍCIA FEDERAL MIRA ESQUEMA DE SAQUES FRAUDULENTOS DE PRECATÓRIOS JUDICIAIS NO RIO JANEIRO

Por SBT News

Polícia Federal | Divulgação/PF

A Polícia Federal realiza uma operação, na manhã desta última quarta-feira (13/5), contra uma quadrilha especializada na prática de estelionato e falsificação de documentos públicos para a realização de saques fraudulentos de precatórios judiciais. Agentes tentam cumprir três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos bairros de Bento Ribeiro, Centro, Oswaldo Cruz e Praça Seca. As investigações começaram em novembro do ano passado, quando duas mulheres que tentavam sacar um precatório de R$ 500 mil em nome de um terceiro foram presas em flagrante, em uma agência bancária da Caixa Econômica Federal.

Com base na análise do material apreendido com elas, realizada pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (UIS/DELEFAZ) e pelo Núcleo de Identificação da PF/RJ, e após troca de informações de inteligência com a Centralizadora de Segurança da Caixa, outros envolvidos no esquema foram identificados. Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de documento público. Fonte: SBT News.

PRIMEIRA FACULDADE DE MEDICINA DO BRASIL PEDE SOCORRO

Por Por Rayllanna Lima/Tribuna da Bahia

A deterioração da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB-UFBA), no Terreiro de Jesus, em Salvador, chegou a um ponto que já ameaça não apenas um dos patrimônios universitários mais importantes do país, mas também o funcionamento da própria instituição. Com áreas interditadas, prédios em ruínas, infiltrações, risco estrutural e um dos maiores acervos médicos do Brasil em situação precária, direção, professores e ex-alunos intensificaram uma mobilização nacional para tentar viabilizar a restauração da primeira escola médica do país, fundada em 1808 por Dom João VI. A situação mais crítica envolve o Salão Nobre e a Sala da Congregação, interditados por questões de segurança, além de estruturas como o Pavilhão Barão de Itapoan e outros anexos em estado avançado de degradação. A preocupação também atinge a Bibliotheca Gonçalo Moniz, considerada um dos maiores acervos históricos da medicina brasileira, com obras raras, teses e documentos utilizados por pesquisadores de diversas áreas. 

A reportagem da Tribuna da Bahia esteve na sede da faculdade e acompanhou de perto o estado de deterioração de parte do complexo histórico. Durante a visita, a equipe conversou com o diretor da instituição, o professor Antônio Alberto da Silva Lopes, além de representantes da ALUMNI (Associação dos Ex-Alunos e Amigos da Faculdade de Medicina da Bahia), entre eles o presidente Antonio Carlos Vieira Lopes e o vice-presidente Jadelson Andrade. Localizada no coração do Centro Histórico, a sede da faculdade concentra atualmente a diretoria, setores administrativos, colegiados, departamentos, cursos de pós-graduação, ambulatórios e parte das atividades acadêmicas. O curso de Terapia Ocupacional chegou a ser transferido para outra unidade da UFBA após preocupações relacionadas à segurança estrutural.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO SOB AMEAÇA

“A Faculdade de Medicina da Bahia não é importante apenas por formar médicos. Foi daqui que surgiram os primeiros médicos, pesquisadores e grandes nomes da medicina brasileira. Esse prédio faz parte da própria história da fundação de Salvador e da construção do ensino universitário no país”, afirmou o diretor da FMB-UFBA, o médico Antonio Alberto da Silva Lopes, em entrevista à Tribuna da Bahia. Segundo ele, desde que assumiu a direção da faculdade, em 2023, a gestão passou a intensificar ofícios, articulações institucionais e mobilizações em busca de apoio para restaurar o complexo histórico. “A preservação desse prédio é uma obrigação de todos nós. Não apenas da Faculdade de Medicina ou da UFBA. Aqui existe ensino, pesquisa, atendimento à população, memória científica e patrimônio cultural. Alguns prédios estão em total ruína e a Faculdade de Medicina da Bahia pede socorro”, declarou. 

O diretor explica que a degradação se agravou após décadas de manutenção insuficiente em um complexo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco dentro do conjunto arquitetônico do Centro Histórico de Salvador. A crise ganhou maior repercussão pública no início deste ano, após a direção denunciar o risco estrutural do prédio e iniciar articulações junto ao governo federal, Ministério da Cultura, Ministério da Educação (MEC), Iphan e parlamentares baianos. Desde então, reuniões foram realizadas em Brasília com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de representantes do MEC e da bancada federal da Bahia.

OBRAS SEGUEM SEM COMEÇAR

De acordo com Antonio Alberto, a mobilização já garantiu um primeiro aporte de aproximadamente R$1 milhão por meio do Iphan para início das contratações técnicas voltadas aos projetos de recuperação estrutural do complexo. Paralelamente, está sendo estruturado um plano emergencial para recuperar áreas consideradas prioritárias, entre elas o Salão Nobre, a Bibliotheca Gonçalo Moniz e o Anfiteatro Carneiro de Campos. Mesmo assim, as obras ainda não começaram. O processo atual envolve inspeções técnicas, diagnósticos estruturais e elaboração dos projetos executivos que irão definir o custo total da restauração. Apenas uma das inspeções iniciais previstas para três setores prioritários foi orçada em cerca de R$ 250 mil, segundo a diretoria da faculdade.

“Existe uma mobilização hoje que não existia antes. O movimento está andando, mas a obra ainda não começou”, afirmou o diretor. A expectativa da faculdade é que o valor global da recuperação possa alcançar dezenas de milhões de reais. Estimativas preliminares discutidas internamente apontam que a recuperação completa do complexo pode alcançar R$70 milhões. Vice-presidente da ALUMNI, o cardiologista e membro da Academia de Medicina da Bahia Jadelson Pinheiro de Andrade, afirma que a campanha tenta transformar a preservação da faculdade em uma causa pública nacional. “Estamos pedindo socorro à população da Bahia, à população brasileira, à classe médica, ao governo municipal, estadual e federal. A grandiosidade desse prédio é tão grande que estamos pedindo socorro a todo mundo”, disse à Tribuna.

MEMÓRIA CIENTIFICA AMEAÇADA

Além do patrimônio arquitetônico, a mobilização também tenta evitar perdas irreversíveis para a memória científica do país. A faculdade foi responsável pela formação de alguns dos principais nomes da medicina brasileira e teve participação histórica em pesquisas sobre doenças como esquistossomose, doença de Chagas, tuberculose e psiquiatria. Entre os ex-alunos está o médico Juliano Moreira, considerado o pai da psiquiatria brasileira. O complexo abriga ainda museus, obras de arte, esculturas históricas e centros de pesquisa ativos. Um deles é o Centro Internacional de Estudos e Pesquisa em Saúde da População Negra e Indígena, criado em 2023 pela atual gestão e voltado ao estudo de doenças que atingem de forma mais prevalente essas populações, em parceria com instituições nacionais e internacionais.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, o presidente da ALUMNI, Antonio Carlos Vieira Lopes, disse que o cenário vivido pela instituição reflete um problema estrutural que atinge patrimônios universitários históricos em todo o país.  “O Brasil reconhece seus patrimônios históricos, mas não consegue garantir a manutenção deles. Um exemplo é o que está acontecendo com a Escola de Medicina em Recife, que também enfrenta degradação severa. A sede da faculdade é aqui. É onde funciona a diretoria, os colegiados, os departamentos, cursos de pós-graduação, ambulatórios e atividades acadêmicas. Se isso aqui fecha, vai ser um caos. A biblioteca está caindo. Existe uma riqueza extraordinária de documentos, teses e materiais históricos em situação precária”, lamentou. Fonte da Informação Tribuna da Bahia

DONA DE ABRIGO É CONDENADA POR MAUS-TRATOS CONTRA IDODOS EM BAIRRO DA LIBERDADE EM SALVADOR

Por Correio

Idosos eram mantidos em situação "degradante", segundo a denúncia Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia condenou a gestora de um lar de idosos a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos cometidos contra pessoas acolhidas. Em outubro do ano passado, o Lar Sagrada Família, no bairro de Alto de Coutos, no suburbio ferroviário de Salvador, foi alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Vigilância Sanitária.

A gestora da instituição de longa permanência, Luzania Silva Oliveira, foi condenada após denúncia apresentada pelo MP. Conforme a investigação, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a acusada manteve 19 pessoas, oito delas idosas e 11 menores de 60 anos de idade, em condições consideradas “desumanas e degradantes”.

De acordo com as apurações, os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados indispensáveis, situação que resultou em lesões corporais e outras violações de direitos.  Ainda segundo a denúncia, Luzania retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos pelas vítimas. Ela havia sido presa em flagrante e permaneceu custodiada preventivamente até o julgamento.

Durante a operação realizada em outubro, equipes do Ministério Público da Bahia, da Vigilância Sanitária e profissionais de saúde constataram irregularidades no local, como quartos em condições precárias, com camas e colchões impregnados de urina e fezes, ausência de fraldas e materiais básicos de higiene, escassez de alimentos, medicamentos vencidos e equipe técnica insuficiente para atender os residentes. Fonte: Correio.

13 DE MAIO: DIA DE REFLEXÃO SOBRE COMO REPARAR DANOS DA ESCRAVIDÃO

Por Agência Brasil

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O dia 13 de maio, data oficial da abolição da escravatura no Brasil, não é comemorado como o dia da libertação. Para estudiosos e movimentos da sociedade civil, ao assinar a Lei Áurea, em 1888, a Princesa Isabel nada disse ou fez sobre o dia seguinte. Muitas pessoas, até mesmo crianças, foram lançadas às ruas com a roupa do corpo. Outras foram mantidas nas mesmas condições de antes. Por isso, a data da abolição, historicamente, tem sido marcada pelo movimento negro como forma de provocar uma reflexão sobre a perpetuação do racismo estrutural, que se traduz em discriminação, pobreza e exclusão, assim como sobre ações de reparação.

Uma delas é a campanha Justiça Tributária Já, planejada por organizações da sociedade civil, como o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a Oxfam Brasil. A campanha propõe enfrentar desigualdades raciais que estruturam a economia brasileira por meio da tributação de grandes fortunas, muitas oriundas de empreendimentos escravocratas, altas rendas, lucros e dividendos. A ação também busca acabar com privilégios fiscais e garantir um alívio para as famílias que precisam se endividar para sobreviver.

ARQUEOLOGIA DA REGRESSIVIDADE

No documento que traz as sugestões de mudanças no sistema tributário brasileiro, o Arqueologia da Regressividade, a Oxfam Brasil identificou, entre os super-ricos no Brasil, 80% de homens brancos (Pnad 2024), enquanto os beneficiados pela isenção de IR (rendas até R$ 5 mil) são 44% negros e 41% mulheres. Ao levantar os dados, a Oxfam identificou que mulheres negras sustentam lares com menor renda e maior incidência de tributos indiretos, enquanto R$ 400 bilhões em lucros e dividendos escapam da tributação que poderia servir para redistribuir recursos. "O país precisa enfrentar a herança [da escravidão] que ainda carrega", afirma a Oxfam, no Arqueologia da Regressividade.

A entidade lembra que, no pós-abolição, políticas negaram acesso à terra, educação e trabalho formal aos negros, preferindo e beneficiando, com leis e incentivo, imigrantes europeus. "Essa desigualdade estrutural persiste até hoje, refletindo-se no sistema tributário, que, ao não considerar a história, reforça desigualdades socioeconômicas." A disparidade pode ser constatada, por exemplo, na remuneração média: enquanto os homens não negros têm renda média de R$ 6.033, mulheres negras recebem R$ 2.864 em média, segundo dados do Ministério do Trabalho. 

Apesar de estarem em curso ações afirmativas no país, as medidas não geraram ainda um aumento na renda da população negra. Mulheres negras com ensino superior, por exemplo, ganhavam menos da metade que os homens brancos, isto é, R$ 4.837 a menos por mês." Isso revela que a desigualdade racial continua operando por outros mecanismos, dentre os quais se destaca a tributação regressiva", destaca a Oxfam. Segundo a organização, as famílias que ganham menos são mais afetadas pelos elevados impostos indiretos, ou seja, impostos embutidos no preço da comida, dos transportes e nos produtos industrializadas, como o ICMS, IPI/Cofins, que abocanham a renda dos mais pobres, onde estão pretos e pardos, os chamados negros.

REPARAÇÃO JÁ

A bancada negra do Congresso Nacional e parlamentares de diversos partidos comprometidos com a justiça racial e o desenvolvimento do país lançam neste dia 13 de maio a campanha Nem Mais um Dia: Reparação Já, pela aprovação da PEC 27/2024, que cria um fundo de reparação econômica. Estão à frente da proposta a senadora Benedita da Silva (PT-RJ), presidente da comissão especial que analisa a PEC; o deputado Orlando Silva (PCdoB- SP), relator da proposta; e o deputado Damião Feliciano (União-PB), autor do texto.

Deputada Benedita da Silva é presidente da comissão especial que analisa a PEC que propõe a criação de um fundo de reparação - Claudio Kbene/PR

A proposta insere a igualdade racial como direito fundamental na Constituição, torna obrigação do Estado eliminar todas as formas de discriminação. Pelo texto, políticas por reparação econômica e promoção da igualdade racial passam a ser permanentes. A PEC também cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), a ser gerido pelo Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e que tem por objetivo financiar ações como:

Programa de oportunidade econômica e empreendedorismo negro;

Ações de combate às desigualdades raciais;

Políticas de inclusão e justiça socioeconômica; e projetos culturais e educacionais.

"Nós temos uma oportunidade histórica que é a da aprovação de um fundo econômico para políticas de reparação histórica que está previsto pela PEC 27. Esse fundo prevê o investimento de R$ 1 bilhão por ano pelos próximos 20 anos em políticas de reparação", estima Douglas Belchior, diretor de articulação política do Instituto de Referência Negra Peregum.  "Um valor irrisório perto do montante destinado a políticas para o agronegócio, para o pagamento de juros de dívida pública e para as escandalosas emendas parlamentares."

ABOLIÇÃO NO BRASIL

Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2023 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães Pinto concede entrevista à Agência Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisadora da UnB Ana Flávia Magalhães Pinto - Tomaz Silva/Agência Brasil

No 13 de maio de 1888 havia um movimento de libertação organizado pelos próprios escravizados, com lutas de quilombolas, por exemplo, intelectuais negros e outros movimentos, como a imprensa negra e organizações religiosas. No domingo em que a abolição foi assinada pela princesa no Brasil houve comemoração nas ruas, segundo os historiadores. Porém, no dia seguinte, pouca coisa mudou: havia libertos sem ter para onde ir, sem casa, sem comida e sem emprego. Para a historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães, a abolição marcou um novo nivelamento por baixo para a cidadania de pessoas negras, que já tinha sido afirmado na própria Constituição do Império de 1824.

As subdivisões entre escravizados, libertos e nascidos livres desapareceram em constituições posteriores à de 1824, mas sem que se alterassem as baixas expectativas acerca desse segmento populacional. "Assim, o racismo seguiu estruturando as relações econômicas e, consequentemente, limitando acesso a direitos civis, político e sociais, como emprego, remuneração, educação, saúde e habitação", ressalta a pesquisadora. De acordo com ela, pesquisas desenvolvidas com a presença cada vez maior de historiadores negros têm evidenciado como políticas públicas reparatórios beneficiaram escravistas e seus descendentes legítimos, em detrimento da maioria do povo deste país.

"Escravidão e racismo não são sinônimos ou equivalentes, mas ambos são importantes para compreendermos como a liberdade plena e a cidadania de gente negra nunca foram prioridade máxima na condução do Estado brasileiro", avalia Ana Flávia. O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão e também o principal receptor de africanos sequestrados do mundo. Estima-se que quase quatro milhões de pessoas tenham aportado no país em navios negreiros nome das embarcações responsáveis pelo transporte. Só o Cais do Valongo, principal porto de escravizados no Rio de Janeiro, teria recebido mais de um milhão de pessoas, comercializadas dentro e fora do país. *Colaborou Alice Rodrigues, estagiária da Agência Brasil.

GOVERNO ANUNCIA MEDIDA PROVISÓRIA PARA REDUZIR IMPACTO DA ALTA DOS COMBUSTÍVEIS NO BRASIL

Por De Olho na Cidade

Foto: Divulgação

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13/5) uma nova medida provisória (MP) com o objetivo de conter a alta dos preços dos combustíveis no país. A principal ação prevê a diminuição dos tributos federais cobrados sobre a gasolina, como PIS/Cofins e Cide, com possibilidade de ampliação futura para o diesel. A iniciativa surge em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo o Executivo, a proposta busca amenizar os impactos dos reajustes no bolso dos consumidores brasileiros. De acordo com o governo, o benefício será operacionalizado por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e destinado a produtores e importadores de combustíveis. O abatimento, porém, terá como limite o valor dos tributos federais atualmente aplicados.

Atualmente, os impostos federais representam aproximadamente R$ 0,89 por litro da gasolina, enquanto no diesel o valor é de cerca de R$ 0,35 por litro tributo que permanece suspenso desde março. A nova MP também prevê a inclusão do diesel quando os efeitos da medida anterior forem encerrados. A estimativa do governo é que cada redução de R$ 0,10 no litro da gasolina gere um custo mensal de R$ 272 milhões aos cofres públicos. No caso do diesel, o impacto seria de R$ 492 milhões para o mesmo desconto. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a medida terá neutralidade fiscal, com compensação por meio do aumento da arrecadação ligada ao setor petrolífero, como royalties e dividendos.

A medida provisória passa a valer após publicação no Diário Oficial da União, com validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Para permanecer em vigor, o texto ainda precisará do aval do Congresso Nacional. O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre a Petrobras, diante da diferença entre os preços praticados no Brasil e os valores internacionais. Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina chega a 73%, enquanto a do diesel alcança 39%. Nesta semana, a presidente da estatal, Magda Chambriard, sinalizou que reajustes nos combustíveis devem ocorrer em breve. Fonte: De Olha na Cidade.