sábado, 28 de março de 2026

RELATÓRIO DA CPMI DO INSS PEDE INDICIAMENTO DE 216 PESSOAS

Por Agência Brasil

Foto:Lula Marquês/Agência Brasil

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, que tem mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta última sexta-feira (27/3). Entre os indicados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”; o empresário Maurício Camisotti; o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares. O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, na última (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, no início dos trabalhos, que após a leitura do relatório, será concedido pedido de vista pelo tempo de uma hora. Na sequência, o texto deve ser colocado para votação. Há a expectativa de que integrantes da comissão, da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar. “Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, disse Viana. Para que os 216 indiciados se tornem réus pelos crimes listados pela CPMI, é preciso que haja denúncia pelo Ministério Público e que ela seja aceita pela instância judicial competente.

INDICIAMENTOS

O principal indiciado é o “careca do INSS”, apontado como líder e articulador do esquema. Também foram indiciados a esposa e o filho do Careca do INSS, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Já o empresário Maurício Camisotti foi indiciado como operador e intermediário do esquema. Entre os indiciados estão ainda: os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg; os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis (exdiretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Sebastião Faustino de Paula (exdiretor de Benefícios).

Também estão listados os servidores do INSS Rogério Soares de Souza, Ina Maria Lima da Silva, Jucimar Fonseca da Silva e Wilson de Morais Gaby, o exprocuradorgeral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson. Além do exdiretorpresidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan do Nascimento Santos e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.

O relatório pede ainda o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), dos deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

Gaspar solicitou ainda o indiciamento do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes; do ex-dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) Aristides Vera e do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz. Também foram pedidos os indiciamentos do executivo do Banco C6 Consignado S.A Artur Ildefonso Brotto Azevedo; Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master S.A e de Eduardo Chedid, executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.

Os indiciamentos são pelos crimes de: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.

DEFESAS

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, disse que “não vai se manifestar” sobre o relatório da CPMI.  Já a defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva criticou o pedido de indiciamento afirmando que o relatório tem motivação política e não possui base provatória. “A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator, e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela constituição federal ao parlamento brasileiro”, diz a nota assinada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho.

A defesa da empresária Roberta Luchsinger disse não haver qualquer elemento de materialidade para o indiciamento por qualquer delito e que a CPMI foi transformada em picadeiro. “Nos autos da investigação do STF, demonstramos que prestou serviços regularmente, recebeu os valores correspondentes e não os repassou a ninguém. Qualquer conclusão distinta não passa de odiosa ilação com conotação eminentemente política”, diz a nota. Já o ex-ministro da Previdência e presidente do PDT, Carlos Luppi, afirmou que vai aguardar a votação do relatório pelos integrantes da CPMI. A Agência Brasil entra em contato com a defesa dos citados e está aberta a manifestações. Fonte: Agência Brasil.

EMPRESÁRIA É CONDENADA A MAIS DE 11 ANOS DE PRISÃO POR SUBMETER BABÁ A CONDIÇÕES ANÁLOGA A ESCRAVIDÃO EM SALVADOR

Por BNews

Sentença foi proferida pelo juiz federal Fábio Moreira da 2ª Vara Criminal de Salvador |Reprodução/TV Bahia

A empresária Melina Esteves França foi condenada a 11 anos, 5 meses e quinze dias de prisão após ficar comprovado que ela submeteu a babá dos seus filhos, identificada como Raiana Ribeiro da Silva, a condições análogas à escravidão. A sentença foi proferida pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro da 2ª Vara Criminal de Salvador. Em um trecho da sentença assinada na última quinta-feira (26/3), a que o Bnews teve acesso, o magistrado entendeu que a empresária "efetivamente obrigou Raiana Ribeiro da Silva a dar continuidade à atividade laborativa mediante emprego de violência e grave ameaça."

"No caso dos autos, considerando a dinâmica dos fatos e a multiplicidade de lesões, conclui-se sem qualquer tipo de esforço que os traumas e lesões apontados pela perícia foram ocasionados pela acusada, com o objetivo de impedir Raiana de deixar o local e assim obrigá-la a continuar trabalhando como empregada doméstica", acrescentou o juiz em outro trecho da decisão. O juiz também entendeu que Melina praticou os mesmos crimes contra Maria Domingas Oliveira dos Santos que também foi submetida a mordidas puxões de cabelo e murros. O magistrado cita imagens que constam nos autos onde a empresária "aparece agredindo brutalmente Raiana, dando-lhe tapas e murros, arrastando-a pelos cabelos, chutando sua cabeça e batendo-a contra o chão repetidas vezes.

"Verifica-se, portanto, para além de qualquer dúvida razoável, que Melina Esteves França reduziu Raiana Ribeiro da Silva à condição análoga à de escravo, mediante a submissão da vítima a trabalhos forçados e a jornada exaustiva, sujeitando-a, também, a condições degradantes de trabalho e restringindo-lhe a locomoção em razão de suposta dívida contraída a partir da quebra de um espelho, condutas que se subsumem ao tipo previsto no artigo 149 do Código Penal", destacou Fábio Ramiro na sentença condenatória.

Após a análise das provas, o magistrado aplicou 96 (noventa e seis) dias-multa (fixado 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo) que a empresária deverá pagar no caso de Maria Domingas. Já em relação a Raiana, "para o crime de redução à condição análoga à de escravo praticado, fixo a pena definitivamente 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão e 112 (cento e doze) dias-multa, mantendo-se, para cada um deles, o valor anteriormente fixado." O juiz concedeu o direito da acusada recorrer em liberdade porque não entendeu haver indícios para conceder a prisão provisória. Fonte: BNews.

RELATOR PROPÕE AO SENADO QUE ACIONE A JUSTIÇA PELA PRISÃO PRENVENTIVA DE LULINHA NO CASO DO INSS

Por Feira 24 Horas

O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), defendeu nesta sexta-feira (27) que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em razão de "indícios concretos" da possibilidade de fuga do filho do presidente para escapar de possíveis punições. A proposta de Gaspar está no relatório lido por ele na sessão da CPMI do INSS desta sexta. Além disso, o relator propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas – entre as quais, está Lulinha – por supostas irregularidades e desvios de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

A defesa de Lulinha divulgou uma nota em que diz que a proposta de indiciamento do filho do presidente "só revela o caráter eleitoral da atuação do relator" Alfredo Gaspar "Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS", diz o advogado Marco Aurélio Carvalho. O relatório de Alfredo Gaspar precisa ser votado pela comissão, para se tornar o parecer final do colegiado. Governistas articulam a votação de um relatório paralelo, para derrotar o documento proposto por Gaspar. Além de Lulinha, o relator propõe a adoção de medidas para a prisão preventiva de outras pessoas supostamente relacionadas a fraudes no INSS.

"[Pedido de prisão preventiva] dos indiciados neste relatório que ainda não se encontrem presos, em razão da gravidade das condutas apuradas, da extensão dos danos causados ao sistema previdenciário e às vítimas, e da necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a ordem pública", afirma Gaspar no relatório. Além de Lulinha, o relator propõe a adoção de medidas para a prisão preventiva de outras pessoas supostamente relacionadas a fraudes no INSS. "[Pedido de prisão preventiva] dos indiciados neste relatório que ainda não se encontrem presos, em razão da gravidade das condutas apuradas, da extensão dos danos causados ao sistema previdenciário e às vítimas, e da necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a ordem pública", afirma Gaspar no relatório.

O QUE DIZ A DEFESA LULINHA

A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator, e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela Constituição Federal ao parlamento brasileiro. Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão. Se não fosse trágico, seria cômico. Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS. O vazamento criminoso de seu sigilo bancário é um elemento que confirma o que a defesa desde o início vem dizendo. Fonte: Feira 24 Horas/Foto: Crédito CNN.

sexta-feira, 27 de março de 2026

CPMI DO INSS: MINISTRO DA AGRICULTURA É EXONERADO PARA VOTAR CONTRA RELATÓRIO

Por Metro1

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD) foi exonerado nesta sexta-feira (27/3) para voltar ao Senado Federal e participar da votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).  O objetivo do governo é tentar evitar a aprovação do relatório elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, que solicita que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Apesar da citação, o relatório só terá efeitos se for aprovado.

Gaspar começou a leitura do relatório nesta sexta-feira, e o documento precisa ser votado até sábado (28), data limite de funcionamento da CPMI, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado a prorrogação dos trabalhos da comissão. Com a mudança, a expectativa é que o governo reúna o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo relator. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula, é titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos MDB, PSDB, Podemos, União. Com a volta de Fávado ao Senado, Buzetti perde o mandato, e o primeiro suplente, senador Beto Faro (PT-PA), que assumiu essa posição na manhã desta sexta, passa ter vaga de titular.

ENTENDA

Ainda nesta sexta-feira (27/3), Gaspar apresentou um parecer final com recomendação de indiciamento de 216 pessoas. A análise ocorre após decisão do STF que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado. Entre os nomes incluídos está o de Lulinha.  A defesa do filho do presidente Lula nega irregularidades e afirma que ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal, embora seu nome tenha sido citado durante as apurações, inclusive em operações de busca relacionadas à empresária Roberta Luchsinger. O relatório menciona indícios de proximidade com investigados, mas a CPMI não conseguiu avançar em suspeitas como supostas “mesadas” e viagens custeadas por empresários. Fonte da Informação: Metro1.

GASOLINA E DIESEL SOBEM PELA 4ª SEMANA: GÁS DE COZINHA DISPARA NOS ESTADOS DO NORDESTE

Por Gazeta Brasil

Foto: Divulgação

Os preços dos combustíveis seguem em alta nos postos brasileiros e já acumulam quatro semanas consecutivas de aumento, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgado nesta última sexta-feira (27/3).   O diesel S10 atingiu média nacional de R$ 6,78 por litro entre os dias 22 e 28 de março, com alta de 2,9% na semana e avanço de 24,3% em relação ao período anterior ao início do conflito no Oriente Médio. Em casos extremos, o combustível chegou a R$ 9,99 em Ourinhos, no interior de São Paulo.

Já a gasolina também registrou elevação, ainda que mais moderada. O preço médio subiu para R$ 6,78 por litro, avanço de 1,9% na semana e de 7,9% no acumulado de março. O maior valor foi identificado no Guarujá (SP), onde o litro chegou a R$ 9,39. O gás de cozinha também começou a refletir a pressão nos preços. Após semanas de estabilidade, o botijão de 13 quilos teve alta de 1,9%, passando a custar, em média, R$ 110,80. Em Ilhéus, o produto chegou a R$ 150.

IMPACTO DO CENÁRIO INTERNACIONAL

A escalada nos preços ocorre em meio à intensificação das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que impactam diretamente o mercado global de petróleo. Desde o fim de fevereiro, a gasolina já acumula alta de cerca de 8%, enquanto o diesel subiu mais de 20% nas bombas. O barril de petróleo ultrapassou US$ 115 no mercado internacional, pressionado também por riscos logísticos na região. Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity e que chegou a ser fechado pelo governo iraniano.

MEDIDAS E FISCALIZAÇÃO

Diante do cenário, a Agência Nacional de Petroleo (ANP) informou que intensificou o monitoramento do mercado para garantir o abastecimento e coibir práticas abusivas. Desde 9 de março, foram fiscalizados mais de 3 mil postos e centenas de distribuidoras em todo o país.  O governo federal afirma que há estoque suficiente para atender à demanda de abril, apesar da volatilidade nos preços. Além disso, a agência regulamentou a metodologia do Preço de Referência (PR), prevista na Medida Provisória 1.340/2026, que trata da subvenção ao diesel  combustível mais impactado pelo cenário internacional. Fonte: Gazeta Brasil.