Por SBT News
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Ministro
havia sido sorteado relator de ação que pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) obrigar a Câmara a instalar
CPI para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master. O ministro Dias
Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito nesta última quarta-feira
(11/3) para relatar um pedido de instalação obrigatória de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar supostas
irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Mais cedo, Toffoli havia
sido sorteado relator da ação no Supremo Tribunal Federal.
“Declaro
minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária
que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das
providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli na decisão. O mandado de
segurança foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF),
ex-governador do Distrito Federal. O parlamentar pretende investigar a relação
do Banco Master com o BRB Banco de Brasília durante a gestão de um adversário
político, o atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
No
mês passado, o ministro Dias Toffoli já havia deixado a relatoria do caso Master após a
divulgação de informações de que ele é sócio de uma empresa que vendeu, a
fundos ligados a Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. O ministro
André Mendonça assumiu a relatoria do processo.
O
caso integra as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação
Compliance Zero, que resultaram na prisão de Vorcaro, dono do Banco Master. Durante
sua atuação no processo, Toffoli determinou o sigilo de depoimentos e de uma
acareação relacionados ao caso. A decisão foi posteriormente revogada após
questionamentos. Outros episódios também ampliaram dúvidas sobre possível
conflito de interesses. Entre eles, uma viagem para a final da Copa
Libertadores 2025, no Peru, no mesmo voo particular em que estava um advogado
que atua na defesa de investigados ligados ao banco. Fonte: SBT News.