Por BNews
O
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou o
relatório apócrifo desenvolvido pela Polícia Federal para contra-atacar o
colega, ministro André Mendonça, o incluindo no inquérito das Fake News. No
entanto, o relatório também teve outra ofensiva: o de sabotar o nome de Jorge
Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.
Segundo
a coluna de Malu Gaspar para O Globo, o nome do advogado-geral da União,
indicado pelo presidente Lula a vaga no Supremo, foi arrastado para a crise
após o início do conflito entre Mendonça e Alexandre de Moraes. Segundo
revelou, o chefe da Advocaia Geral da União tentou uma diplomacia, ao tratar com o relator do Caso
Master, sobre como pressionava a Polícia Federal nos bastidores para
desenvolver investigações sobre o caso.
Mendonça
foi o responsável pela Polícia Federal desenvolver um relatório o qual apontou a relação
entre Daniel Vorcaro e Moraes. O ministro inclusive foi quem determinou que o relatório
fosse tornado público. Para Messias, enviar um ofício ao magistrado com
críticas da Polícia Federal, além de insinuações de interferências no trabalho dos
policiais, poderia ser visto como “um tiro no pé”. Isso porque, tal ofício
poderia ser usado como munição para que os alvos da operação pudessem buscar a
nulidade e derrubar as provas coletadas.
O
relatório apócrifo tem cinco páginas dedicadas apenas a se posicionar contra a
atuação de Messias e faz um alerta para o “risco” de Lula insistir na sua
indicação ao Supremo Tribunal Federal. “A escolha do advogado-geral da União
por priorizar seu relacionamento com o relator [André Mendonça], em detrimento
da redução dos risco de exploração política do caso envolvendo o filho do
presidente da República [alvo de inquéritos no âmbito das investigações do
INSS], eleva substancialmente a percepção de risco associada a eventual
renovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal”, diz. Fonte BNews.