Por Aratu On
SUS inclui teste para rastrear câncer que afetou Preta Gil. Foto: Divulgação
O
Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir, nesta segunda-feira (10/8), o
Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos para o rastreamento
do câncer colorretal, o mesmo tipo de câncer enfrentado pela cantora Preta Gil,
que morreu em julho do último ano, aos 50 anos. O teste será destinado a homens
e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos. A medida foi publicada
no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira e já está em vigor. Apesar
disso, o novo procedimento será registrado nos sistemas do SUS a partir do
próximo mês. O FIT será realizado a cada dois anos e consiste na pesquisa de
sangue oculto nas fezes. O exame será oferecido na modalidade ambulatorial e
foi classificado como procedimento de atenção básica.
COMO
FUNCIONA O TESTE
O
Teste Imunoquímico Fecal é capaz de identificar pequenas quantidades de sangue
nas fezes que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse sangue pode
estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou ao próprio câncer
colorretal. O método utiliza anticorpos específicos para detectar sangue
humano, o que aumenta a precisão em comparação com métodos mais antigos de
pesquisa de sangue oculto nas fezes. Entre as vantagens do FIT estão a dispensa
de preparo intestinal e de dieta restritiva antes da coleta. O procedimento
também pode ser realizado com apenas uma amostra de fezes e é considerado menos
invasivo, características que podem favorecer a adesão da população ao
rastreamento.
CÂNCER DE INTESTINO, QUE ACOMETEU PRESA GIL, É O 2º EM CASOS NO BRASIL
Foto: Divulgação
O
câncer de intestino ou colorretal, que acometeu a cantora Preta Gil é o segundo
tipo mais incidente no Brasil, tanto entre os homens quanto em mulheres, atrás
apenas dos de próstata e mama, respectivamente. Os dados são da publicação
"Estimativa 2023 Incidência de Câncer no Brasil", do Inca (Instituto
Nacional de Câncer). Ainda conforme o Instituto, são esperados cerca de 46 mil
novos casos de câncer colorretal por ano, no período de 2023 a 2025, o que
representa aproximadamente 10% de todos os tumores diagnosticados no Brasil,
excluindo-se o câncer de pele não melanoma. A mortalidade prematura por câncer
de intestino entre pessoas de 30 a 69 anos pode aumentar em 10% até 2030. Essa
é uma das conclusões do artigo "Os objetivos de desenvolvimento
sustentável para o câncer podem ser cumpridos no Brasil?", escrito por
pesquisadores do Inca e publicado na revista científica "Frontiers in Oncology".Fonte:
Aratu On