sábado, 15 de agosto de 2026

QUEM É A MÉDICA PRESA NA BAHIA SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM ESQUEMA DE DIPLOMAS FALSOS DE MEDICINA

Por Informe baiano

A médica Aline Candice Carlos Magalhães foi presa em operação da PF que investiga venda de diplomas de Medicina Crédito: Reprodução

A médica Aline Candice Carlos Magalhães, que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, está entre as investigadas pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de falsificação e venda de diplomas, históricos escolares e outros documentos utilizados para acesso a cursos de Medicina e obtenção de registros profissionais. Aline foi presa na última quarta-feira (12/8), durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal na Bahia e em Minas Gerais. A investigação apura a atuação de um grupo que teria comercializado documentos falsos para facilitar o ingresso, a transferência para faculdades de Medicina e, posteriormente, a obtenção de registros nos Conselhos Regionais de Medicina. Segundo a Polícia Federal, pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicas e médicos em Conselhos Regionais teriam pago ao grupo para obter documentos falsificados que viabilizariam o registro profissional.

O QUE SE SABE SOBRE ALINE?

De acordo com informações disponíveis no Conselho Federal de Medicina (CFM), Aline Candice Carlos Magalhães possui dois registros profissionais: um ativo na Bahia e outro transferido de São Paulo. O cadastro indica que ela se formou em Medicina em 2022, pela Universidade Brasil. A médica não possui especialidade registrada no CFM. A primeira inscrição profissional ocorreu em março de 2022, em São Paulo. Dois meses depois, em maio do mesmo ano, Aline realizou a inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).

DENÚNCIA NO CREMEB

O Cremeb confirmou ao CORREIO que recebeu, nesta sexta-feira (14), uma denúncia contra Aline relacionada ao caso investigado pela Polícia Federal. O conselho informou, porém, que eventuais processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme as regras previstas no Código de Processo Ético-Profissional. A entidade também esclareceu que eventuais sanções públicas somente serão divulgadas após o trânsito em julgado.

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA?

As investigações da Polícia Federal começaram após a apreensão, em 2023, de um diploma falso apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Segundo a corporação, o documento teria sido fornecido por um dos investigados. Durante a apuração, os policiais identificaram indícios de uma estrutura especializada na falsificação e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos. Os documentos seriam utilizados Quem para permitir o ingresso ou a transferência para cursos de Medicina e, posteriormente, a obtenção de registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina.

A Polícia Federaltambém identificou movimentações financeiras entre investigados e pessoas que seriam compradoras dos documentos falsos. Segundo a corporação, o esquema teria ramificações em outros estados. O principal investigado já havia sido alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2016, quando uma organização criminosa envolvida em fraudes foi identificada.

INVESTIGAÇÃO

Na Operação Canudo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra investigados. Aline é investigada pelas autoridades e, até o momento, não há condenação contra ela. A reportagem não localizou a defesa da médica. O espaço permanece aberto.investigados. Aline é investigada pelas autoridades e, até o momento, não há condenação contra ela. A reportagem não localizou a defesa da médica. O espaço permanece aberto para manifestação. Fonte: Informe Baiano.