Por Informe baiano
A médica Aline Candice Carlos Magalhães foi presa em operação da PF que investiga venda de diplomas de Medicina Crédito: Reprodução
A
médica Aline Candice Carlos Magalhães, que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no
oeste da Bahia, está entre as investigadas pela Polícia Federal por suspeita de
participação em um esquema de falsificação e venda de diplomas, históricos
escolares e outros documentos utilizados para acesso a cursos de Medicina e
obtenção de registros profissionais. Aline foi presa na última quarta-feira (12/8),
durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal na Bahia e em Minas
Gerais. A investigação apura a atuação de um grupo que teria comercializado
documentos falsos para facilitar o ingresso, a transferência para faculdades de
Medicina e, posteriormente, a obtenção de registros nos Conselhos Regionais de
Medicina. Segundo a Polícia Federal, pelo menos 45 pessoas já inscritas como
médicas e médicos em Conselhos Regionais teriam pago ao grupo para obter
documentos falsificados que viabilizariam o registro profissional.
O
QUE SE SABE SOBRE ALINE?
De
acordo com informações disponíveis no Conselho Federal de Medicina (CFM), Aline
Candice Carlos Magalhães possui dois registros profissionais: um ativo na Bahia
e outro transferido de São Paulo. O cadastro indica que ela se formou em
Medicina em 2022, pela Universidade Brasil. A médica não possui especialidade
registrada no CFM. A primeira inscrição profissional ocorreu em março de 2022,
em São Paulo. Dois meses depois, em maio do mesmo ano, Aline realizou a
inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).
DENÚNCIA
NO CREMEB
O
Cremeb confirmou ao CORREIO que recebeu, nesta sexta-feira (14), uma denúncia
contra Aline relacionada ao caso investigado pela Polícia Federal. O conselho
informou, porém, que eventuais processos ético-profissionais tramitam sob
sigilo, conforme as regras previstas no Código de Processo Ético-Profissional. A
entidade também esclareceu que eventuais sanções públicas somente serão divulgadas
após o trânsito em julgado.
COMO
FUNCIONAVA O ESQUEMA?
As
investigações da Polícia Federal começaram após a apreensão, em 2023, de um
diploma falso apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do
Sul. Segundo a corporação, o documento teria sido fornecido por um dos
investigados. Durante a apuração, os policiais identificaram indícios de uma
estrutura especializada na falsificação e comercialização de diplomas,
históricos escolares e outros documentos acadêmicos. Os documentos seriam
utilizados Quem para permitir o ingresso ou a transferência para cursos de
Medicina e, posteriormente, a obtenção de registro profissional nos Conselhos
Regionais de Medicina.
A
Polícia Federaltambém identificou movimentações financeiras entre investigados e pessoas
que seriam compradoras dos documentos falsos. Segundo a corporação, o esquema
teria ramificações em outros estados. O principal investigado já havia sido
alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2016, quando uma organização
criminosa envolvida em fraudes foi identificada.
INVESTIGAÇÃO