quinta-feira, 20 de agosto de 2026

PGR PEDE QUE CASO LULINHA SAIA DO STF E VÁ PARA PRIMEIRA INSTÂNCIA

Por Gazeta Brasil

                                         Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o envio para a primeira instância da Justiça dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo. A Procuradoria Geral da República (PGR) sustentou que não há investigados com foro privilegiado no caso e que, portanto, os processos não devem permanecer sob a competência do Supremo. O pedido foi feito após a abertura das investigações e ainda aguarda decisão de Mendonça.

CONTEXTO DAS INVESTIGAÇÕES

Os inquéritos envolvendo Lulinha tiveram origem em apurações sobre fraudes no INSS. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça por sorteio no STF. A Polícia Federal encaminhou o pedido de abertura de inquérito diretamente à presidência da Corte, enquanto o relator vinha questionando a demora no repasse das informações colhidas nas investigações iniciais do INSS. O nome de Lulinha surgiu na investigação por causa da ligação com a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente. Ela tentou vender um projeto de canabidiol ao Ministério da Saúde a pedido do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Roberta e Antunes seriam sócios no projeto.

                           Na imagem, Fábio Luís Lula da Silva (à esq.) e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS (à dir.)

TRÊS INQUÉRITO EM ANDAMENTO

O filho do presidente Lula é investigado em três inquéritos da Polícia Federal dois estão sob relatoria de André Mendonça e um é conduzido pelo ministro Flávio Dino. O mais recente, aberto por decisão de Dino, investiga Lulinha por suspeita de tráfico de influência envolvendo empresas parceiras dele. Uma outra apuração relacionada vai abordar vazamentos ilegais de dados sigilosos de investigados. Neste segundo caso, Lulinha pode ter sido vítima. O primeiro desses inquéritos foi autorizado pelo ministro André Mendonça no fim de julho e investiga suspeitas de tráfico de influência em favor do “Careca do INSS” em negócios com o Ministério da Saúde para a venda de cannabis medicinal. Fonte: Gazeta Brasil.