Por Gazeta Brasil
Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o envio para a primeira
instância da Justiça dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de
influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal
Folha de S. Paulo. A Procuradoria Geral da República (PGR) sustentou que não há investigados com foro
privilegiado no caso e que, portanto, os processos não devem permanecer sob a
competência do Supremo. O pedido foi feito após a abertura das investigações e
ainda aguarda decisão de Mendonça.
CONTEXTO DAS INVESTIGAÇÕES
Os inquéritos envolvendo Lulinha tiveram origem em apurações
sobre fraudes no INSS. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça por
sorteio no STF. A Polícia Federal encaminhou o pedido de abertura de inquérito
diretamente à presidência da Corte, enquanto o relator vinha questionando a
demora no repasse das informações colhidas nas investigações iniciais do INSS. O
nome de Lulinha surgiu na investigação por causa da ligação com a empresária
Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente. Ela tentou vender um projeto
de canabidiol ao Ministério da Saúde a pedido do empresário Antônio Carlos
Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Roberta e Antunes seriam sócios no projeto.
Na imagem, Fábio Luís Lula da Silva (à esq.) e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS (à dir.)
TRÊS INQUÉRITO EM ANDAMENTO
O filho do presidente Lula é investigado em três inquéritos
da Polícia Federal dois estão sob relatoria de André Mendonça e um é conduzido
pelo ministro Flávio Dino. O mais recente, aberto por decisão de Dino,
investiga Lulinha por suspeita de tráfico de influência envolvendo empresas
parceiras dele. Uma outra apuração relacionada vai abordar vazamentos ilegais
de dados sigilosos de investigados. Neste segundo caso, Lulinha pode ter sido
vítima. O primeiro desses inquéritos foi autorizado pelo ministro André
Mendonça no fim de julho e investiga suspeitas de tráfico de influência em
favor do “Careca do INSS” em negócios com o Ministério da Saúde para a venda de
cannabis medicinal. Fonte: Gazeta Brasil.