Por Acorda Cidade
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta última sexta-feira (22/5), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo
brasileiro para extraditá-la. Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo
nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que
cuida de sua defesa. “Agora, a gente está livre para continuar uma vida de
missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus
canais”, declarou. De acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu
que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a
ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em
liberdade.
RELEMBRE O CASO
Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não
foi executada porque ainda cabia recurso. Hoje, a Corte de Cassação, que é a
última instância judiciário italiano, negou o pedido de extradição. Em julho do
ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava
escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por ter dupla cidadania, Zambelli
deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser
condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora
intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra
Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por
Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho
a mando da parlamentar.
ESPANHA
A extradição de Zambelli é segunda a ser rejeitada após
solicitação do ministro Alexandre de Moraes. Em dezembro do ano passado, a
Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para
extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo Supremo Tribunal Federal pela acusação de
envolvimento em atos antidemocráticos. De acordo com a decisão da Justiça
espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma
investigação com “motivação política”. O blogueiro estava com mandado de prisão em
aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às
investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques
extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais. Acorda
Cidade.