Portal dos Municipios
O Ministério Público (MP), em atuação conjunta com a Polícia
Federal (PF), intensificou as investigações sobre possíveis irregularidades em
contratos de eventos festivos em diversas prefeituras. O foco da apuração são
os festejos sazonais, como São João e São Pedro, onde o volume de recursos
públicos investidos em contratações de bandas e infraestrutura atrai a atenção
dos órgãos de controle.
O “MODUS OPERANDI” SOB INVESTIGAÇÃO
De acordo com as linhas de apuração, o esquema operaria em diferentes modalidades para desviar verbas públicas. Triangulação de Pagamentos: A prefeitura contrataria produtoras (responsáveis por palco, som e bandas). Após o pagamento integral, parte do valor retornaria supostamente aos Prefeitos na forma de “caixa 2”. Estima-se que, em alguns casos, as margens de devolução variem entre 30% e 50% do valor nominal do contrato. Emendas Parlamentares e Dobradinhas: Uma segunda frente investiga o uso de emendas parlamentares. Nesses casos, os valores seriam inflados na origem para permitir uma “rachadinha” entre o Executivo municipal e os parlamentares responsáveis pelo envio dos recursos.
A ESTRATÉGIA DA “PADRONIZADA
DE VALORES”
Um ponto que chamou a atenção dos investigadores é a mudança
de comportamento dos gestores após o início das fiscalizações. Anteriormente,
bandas do mesmo porte apresentavam variações discrepantes de preços entre
cidades vizinhas. Agora, para tentar camuflar o superfaturamento, estaria
ocorrendo uma padronização artificial de preços. Ao unificar o valor cobrado em
diferentes municípios, os envolvidos tentariam evitar que auditorias
identifiquem sobrepreços óbvios, dificultando a comparação técnica pelos
tribunais de contas.
ALERTA A POPULAÇÃO
O Ministério Público ressalta que a realização de grandes
eventos não é, por si só, um indício de crime. No entanto, o cidadão deve ficar
atento à transparência dos gastos. O que muitas vezes é apresentado como um
“presente” para a cidade pode esconder um prejuízo milionário aos cofres
públicos, retirando verbas que deveriam ir para saúde e educação. Fonte: Portal
dos Municipios.