Por SBT News
Presidente de honra do Solidariedade, Paulinho da ForçaO deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi
alvo de críticas durante o ato em homenagem ao Dia do Trabalhador, realizado
nesta sexta-feira (1º), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da
Força Sindical, no bairro da Liberdade, região central da capital. Paulinho
chegou a ser chamado para compor a mesa de autoridades do evento, mas não subiu
ao palco principal. Do espaço reservado à imprensa, ele sequer foi visto ao
longo da cerimônia. A manifestação ocorreu justamente no auditório Paulo
Pereira da Silva, espaço da entidade que leva o nome do parlamentar, que é
líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade. Durante o ato, um homem
levantou um cartaz com críticas ao parlamentar. A mensagem fazia referência ao
projeto de dosimetria penal relatado por Paulinho no Congresso Nacional:
“Paulinho, que confusão! Tua dosimetria vai soltar
estuprador e ladrão!!!”
O parlamentar foi o relator da proposta sobre dosimetria
penal no Congresso. Na tarde desta quinta-feira (30), o Congresso derrubou o
veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impondo mais uma derrota ao
governo e abrindo caminho para a redução de penas de Jair Bolsonaro (PL) e
outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O relatório de Paulinho recebeu críticas por possivelmente
abrir brechas para a redução de penas de condenados por crimes comuns, como
organização criminosa e feminicídio. Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do
Senado, no entanto, excluiu da análise dos vetos os dispositivos que poderiam alterar
a Lei de Execução Penal.
O ato do Dia do Trabalhador reuniu lideranças políticas e
sindicais. Participaram do evento o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao
governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), além das ex-ministras Simone Tebet
(MDB) e Marina Silva (Rede), ambas cotadas para disputar uma vaga ao Senado por
São Paulo nas próximas eleições. Em seus discursos, os ex-ministros fizeram
críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defenderam a reeleição do
presidente Lula em 2026. Entre as principais pautas defendidas no encontro
esteve o fim da escala 6x1, com redução da jornada de trabalho sem redução
salarial.