Fonte: SBT News
Manifestantes protestam em frente ao prédio da Bolsa de Valores em Nova York | Foto: Reprodução/X/@sunrisemvmt - 01.05.2026
Protestos por melhores condições de trabalho, com faixas a
favor da taxação dos super-ricos e contra as políticas do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, marcaram as manifestações do Dia do Trabalho
nesta sexta-feira (1º). Atos foram registrados em diversos países pelo mundo. Nos
EUA, milhares aderiram a um boicote econômico, como parte de 3.500 eventos
organizados pelo "May Day Strong", coalização nacional que promove
protestos, marchas e ações no Dia do Trabalhador. Os organizadores convocaram
"nada de aulas, nada de trabalho, nada de compras", com paralisações,
marchas, festas de rua e manifestações.
Em Manhattan, Nova York, manifestantes do movimento Sunrise
Movement, liderado por jovens, acorrentaram-se à entrada da Bolsa de Valores,
enquanto bloqueavam as saídas do prédio. Cerca de 100 manifestantes foram
presos, enquanto um pequeno grupo permaneceu no local, tocando música e
gritando: "Taxem os ricos! "Protestos organizados pelo Sunrise em
outras cidades também terminaram em prisões. Em Portland, Oregon, manifestantes
foram detidos após ocupar o saguão de um hotel Hilton onde supostamente
funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês)
estavam hospedados e, em Minneapolis, Minnesota, seis manifestantes foram
presos por bloquear uma ponte.
Neste ano, os protestos de Primeiro de Maio nos EUA
convergiram não só para exigir melhores condições de trabalho, mas também para
exigir o fim do ICE, o Serviço de Imigração dos EUA, e o fim da guerra contra o
Irã, que já custou bilhões de dólares aos cofres públicos e causou a morte de
mais de 3 mil pessoas. Em Nova York, trabalhadores da Amazon e outros
manifestantes marcharam até escritórios da empresa para exigir o fim de
contratos com o ICE e o DHS, enquanto, em Washington D.C., manifestantes da
Free DC bloquearam ruas com faixas como "Trabalhadores acima de bilionários"
e "Saúde, não guerra".
Outros países também registraram protestos contra as
políticas de Trump. Em Cuba, onde as tensões com os EUA vêm escalonando nas
últimas semanas, o ex-líder cubano Raul Castro juntou-se a milhares de
manifestantes em uma marcha que passou pela orla de Havana e pelo prédio da embaixada
do país norte-americano. Trump foi lembrado também em protestos nas Filipinas.
Em Manila, capital do país, milhares de manifestantes sairam às ruas para
exigir salários mais altos e o fim do conflito no Oriente Médio. O protesto
seria realizado perto da embaixada dos EUA, mas, por impedimento da polícia,
ocorreu em local mais afastado.
Na ocasião, os manifestantes queimaram representações
artísticas de Trump, do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do
presidente filipino Ferdinand Marcos, alinhado a uma política autoritária de
extrema direita. Os protestos escalonaram para confrontos envolvendo canhões de
água e acusações de violência. Confrontos policiais também foram registrados na
França, no Chile e na Turquia, onde mais de 500 pessoas foram presas. Até o
meio da tarde desta sexta-feira, a polícia havia prendido pelo menos 550
pessoas em Istambul, onde policiais dispararam gás lacrimogêneo contra a
multidão. Fonte: SBT News