quarta-feira, 6 de maio de 2026

COMO CRITICA AO FIM DA ESCALA 6X1, DEPUTADO APRESENTA PROJETO DE AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO PARA 100 MIL REAIS

Por News

O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou o projeto de Lei 2174/2026, que fixa o salário mínimo em R$ 100 mil  |    Reprodução / Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou, nesta terça-feira (5), o projeto de Lei 2174/2026, que fixa o salário mínimo em R$ 100 mil. A ação veio como forma de criticar a proposta do fim da escala 6x1, defendida pelo governo federal e setores do Congresso. Além do valor inicial, o texto projeta correções anuais posteriores de, no mínimo, 50% sobre o valor nominal estabelecido. Apesar do texto da lei, na seção de "Justificação" o projeto revela que a ideia possui um caráter de crítica política e ironia. O deputado afirma que a proposição aparece em um momento no qual o Congresso Nacional, sob influência de partidos de extrema e respaldado pelo Executivo Federal, decide “abraçar a magia como motor último de suas decisões".

Marcon criticou a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), principal defensora da pauta do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. No documento, o deputado admite explicitamente a ausência de estudos de impacto financeiro para a medida. Ele justifica que a PEC 8/2025, de autoria da deputada, com aprovação iminente do parlamento, passou a desconsiderar a necessidade de tais critérios técnicos em proposições recentes. “Acaba de ser protocolado por mim o projeto que aumenta o salário mínimo para 100 mil reais, com reajustes anuais de 50%. Se as pessoas querem o impossível e só os mentirosos podem satisfazê-las, vamos entrar no clima do fim da 6x1 sem redução salarial e prometer também o impossível!”, afirmou o parlamentar em postagem nas redes sociais.

A proposta do fim da escala 6x1, que institui a escala 5x2 como regime mínimo de trabalho, sem redução salarial para trabalhadores da 6x1, avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e agora tramita em comissão especializada. Fonte: BNews.