Por N1N
Crédito: (N1N)O governo federal decidiu ampliar o prazo para que a nova
Carteira de Identidade Nacional, a CIN, vire a base obrigatória da biometria
usada pelo INSS e por programas sociais em todo o país. A decisão saiu por meio
do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o MGI. Com isso, a
exigência do novo documento ficou para 1º de janeiro de 2027. A mudança vale
para novos cadastros ligados a benefícios sociais e previdenciários. O
adiamento evita correria entre aposentados, pensionistas e segurados que ainda
usam dados biométricos cadastrados em outras bases oficiais. E muita gente
ainda depende desses sistemas.
DADOS ANTIGOS CONTINUAM VALENDO
Quem já possui biometria registrada na CNH, no Tribunal
Superior Eleitoral ou na Polícia Federal continuará usando esses dados
normalmente até o fim de 2027. Existe apenas uma condição: o cadastro
biométrico precisa ter sido feito até 31 de dezembro de 2026. A regra aparece
na Portaria SGD/MGI nº 2.907 e alcança serviços importantes, como:
Concessão de aposentadorias;
Renovação de benefícios;
Manutenção cadastral no INSS;
Programas assistenciais do governo federal. Essa transição
mais longa tenta evitar falhas no atendimento. Afinal, milhões de brasileiros
dependem diariamente desses sistemas para receber pagamentos e atualizar
informações.
O QUE MUDA PARA APOSENTADOS E PENSIONISTAS
A principal mudança envolve a forma como o governo pretende
validar a identidade dos cidadãos nos próximos anos. A nova CIN será o padrão
oficial da biometria nacional. O documento usa o CPF como número único de
identificação e reúne mecanismos mais modernos de segurança digital. Mesmo
assim, o governo decidiu fazer a troca de maneira gradual. Por isso, quem já
possui biometria ativa em bancos oficiais não precisa sair correndo para
atualizar os dados agora. Esse ponto chamou atenção porque muitos beneficiários
do INSS enfrentam dificuldade para acessar serviços digitais, especialmente
idosos e moradores de regiões com pouco acesso à internet.
GOVERNO QUER REDUZIR FRAUDES NO INSS
O plano do governo envolve a criação de um sistema
biométrico unificado. A ideia é cruzar informações em uma única base nacional e
dificultar fraudes em aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Além disso,
o prazo maior ajuda órgãos públicos a concluir a integração dos sistemas sem
comprometer atendimentos. Nos bastidores, o receio era justamente provocar
bloqueios, filas e erros durante a migração dos dados. Com a mudança no
calendário, o governo ganha mais tempo para concluir a adaptação da estrutura
digital usada em todo o país. Fonte: N1N.