Por Gazeta Brasil
Foto: Divulgação
O
ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou haver indícios de
que a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) utilizou recursos desviados de
aposentados e pensionistas do INSS para adquirir bens de alto valor, incluindo
um apartamento milionário e um veículo de luxo. A conclusão consta na decisão
que autorizou a operação da Polícia Federal deflagrada nesta última terça-feira (17/3),
que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Segundo as apurações, a parlamentar teria comprado um imóvel avaliado em mais
de R$ 4 milhões por meio de uma empresa de fachada. Além disso, a investigação
também aponta a aquisição de um carro de luxo, estimado em mais de R$ 400 mil,
com recursos que teriam origem no mesmo esquema.
De
acordo com a Polícia Federal, Gorete Pereira é apontada como “articuladora
política” da organização criminosa junto a órgãos públicos. Planilhas
apreendidas durante a investigação indicariam o nome da deputada associado a
“valores expressivos”, que seriam pagamentos de propina. Na decisão, Mendonça
destacou que “há inúmeros indícios” da participação da parlamentar nos crimes
relacionados aos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Documentos
anexados ao processo também reforçariam a ligação direta da deputada com a
empresa utilizada para a compra do imóvel.
Segundo
o ministro, parte do pagamento do apartamento no valor de R$ 1,1 milhão teria
saído diretamente da conta da deputada. Outros valores, como R$ 200 mil, R$ 900
mil, R$ 350 mil e R$ 150 mil, teriam sido pagos por uma empresa administrada
por uma sobrinha da parlamentar, apontada como uma das responsáveis pela
companhia de fachada. Em nota, a defesa de Gorete Pereira negou irregularidades
e afirmou que a deputada “não praticou qualquer ato ilícito”. O comunicado
também destaca que a trajetória pública da parlamentar “sempre foi pautada pela
integridade” e que os advogados ainda analisam o teor da decisão judicial. Gazeta
Brasil.