Por Gazeta Brasil
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O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta última segunda-feira (30/3) a
escolha de Leonardo Barchini como novo titular do Ministério da Educação. Ele substituirá
Camilo Santana, que deve deixar o cargo nos próximos dias. O anúncio foi feito
durante uma cerimônia de inauguração de instituições de ensino, em Brasília. Na
ocasião, Lula destacou que a decisão tem como objetivo manter a continuidade
das políticas já em andamento na pasta, evitando mudanças estruturais em um momento
considerado estratégico. “Quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está
acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo. A gente
agora só tem que concluir o que começou a fazer. […] Leonardo merece a minha
confiança. [Ele] é da confiança da equipe, da confiança do Camilo. Eu terei o
prazer de chamá-lo de novo ministro da Educação”, afirmou o presidente.
Segundo
Lula, a saída de Camilo Santana ocorre por decisão pessoal do próprio ministro.
O presidente indicou que a mudança pode estar relacionada à intenção de
disputar as eleições de outubro, embora não tenha detalhado qual cargo. “[…] o
Camilo, que não vai terminar o mandato. Você vai sair antes. Não vai ganhar
medalha porque está saindo agora para ser candidato de não sei o quê, mas ele
está saindo”, disse. Atualmente secretário-executivo do Ministério da Educação,
Barchini tem trajetória consolidada na gestão pública e na área educacional.
Ele é pesquisador associado do CEPESP/FGV e analista sênior da Capes, onde já
ocupou cargos como auditor-chefe e coordenador-geral de cooperação
internacional.
Ao
longo da carreira, também atuou dentro do próprio MEC em funções estratégicas,
como chefe da Assessoria Internacional, chefe de gabinete do ministro e diretor
de programas. Fora do governo federal, Barchini exerceu cargos na administração
municipal de São Paulo, incluindo secretário de Relações Internacionais e
Federativas e chefe de gabinete da prefeitura, além de participação em
organizações voltadas a políticas públicas e educação, como o Instituto
Arapyaú. Na formação acadêmica, o novo ministro é doutorando em Administração
Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mestre em Ciências Sociais pela
Universidade de Brasília (UnB) e bacharel em Direito pelo UniCEUB. Fonte: Gazeta Brasil