Por Gazeta Brasil
Foto: Digulgação
O
governo federal autuou as distribuidoras Vibra, Raízen e Ipiranga e deu prazo
de 48 horas para que expliquem recentes aumentos nos preços dos combustíveis
considerados suspeitos por técnicos do setor. A medida foi adotada pela
Secretaria Nacional do Consumidor após a identificação de reajustes
generalizados que teriam ocorrido antes mesmo dos efeitos da guerra no Oriente
Médio, e sem justificativa clara de custos em algumas regiões. As três
empresas, que juntas respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional,
devem apresentar até sábado (21) informações detalhadas sobre vendas, estoques
e critérios de distribuição. Segundo a Senacon, a ação faz parte de uma
ofensiva para apurar possíveis aumentos abusivos.
“As
ações seguem em andamento e, caso sejam identificadas práticas irregulares, as
empresas poderão ser responsabilizadas com aplicação de sanções previstas em
lei”, informou o órgão em nota. As fiscalizações foram intensificadas em todo o
país, com foco especial em São Paulo. De acordo com a Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, desde o dia 9 de março, já foram
vistoriados 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria. Apesar da
investigação, a ANP afirmou que, até o momento, não há risco de
desabastecimento no país. A agência destacou que as medidas buscam reforçar o
monitoramento de estoques e importações diante do cenário internacional.
Em
resposta, a Vibra afirmou que está colaborando com as autoridades e atribuiu o
cenário a dificuldades no fornecimento. “O setor enfrenta restrições de oferta
e ajustes nas condições de abastecimento, o que impacta o mercado”, disse a
empresa. A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, informou que recebeu a
notificação e que prestará todos os esclarecimentos, destacando compromisso com
a transparência e o cumprimento da legislação.
Já a Ipiranga afirmou que os preços são influenciados por diversos fatores, como custos logísticos, importações e condições regionais. A empresa também argumentou que a análise pode não considerar integralmente o aumento nos custos de aquisição, especialmente em meio à instabilidade global. A companhia ainda citou dados da própria ANP indicando aumento superior a R$ 1 nos custos de produtores e importadores nas últimas semanas. Fonte: Gazeta Brasil.