sexta-feira, 20 de março de 2026

GOVERNO AUTUA AS TRÊS MAIORES DISTRIBUIDORAS DO BRASIL APÓS DISPARADA NAS BOMBAS

Por Gazeta Brasil

Foto: Digulgação

O governo federal autuou as distribuidoras Vibra, Raízen e Ipiranga e deu prazo de 48 horas para que expliquem recentes aumentos nos preços dos combustíveis considerados suspeitos por técnicos do setor. A medida foi adotada pela Secretaria Nacional do Consumidor após a identificação de reajustes generalizados que teriam ocorrido antes mesmo dos efeitos da guerra no Oriente Médio, e sem justificativa clara de custos em algumas regiões. As três empresas, que juntas respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional, devem apresentar até sábado (21) informações detalhadas sobre vendas, estoques e critérios de distribuição. Segundo a Senacon, a ação faz parte de uma ofensiva para apurar possíveis aumentos abusivos.

“As ações seguem em andamento e, caso sejam identificadas práticas irregulares, as empresas poderão ser responsabilizadas com aplicação de sanções previstas em lei”, informou o órgão em nota. As fiscalizações foram intensificadas em todo o país, com foco especial em São Paulo. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, desde o dia 9 de março, já foram vistoriados 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria. Apesar da investigação, a ANP afirmou que, até o momento, não há risco de desabastecimento no país. A agência destacou que as medidas buscam reforçar o monitoramento de estoques e importações diante do cenário internacional.

Em resposta, a Vibra afirmou que está colaborando com as autoridades e atribuiu o cenário a dificuldades no fornecimento. “O setor enfrenta restrições de oferta e ajustes nas condições de abastecimento, o que impacta o mercado”, disse a empresa. A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, informou que recebeu a notificação e que prestará todos os esclarecimentos, destacando compromisso com a transparência e o cumprimento da legislação.

Já a Ipiranga afirmou que os preços são influenciados por diversos fatores, como custos logísticos, importações e condições regionais. A empresa também argumentou que a análise pode não considerar integralmente o aumento nos custos de aquisição, especialmente em meio à instabilidade global. A companhia ainda citou dados da própria ANP indicando aumento superior a R$ 1 nos custos de produtores e importadores nas últimas semanas. Fonte: Gazeta Brasil.