Por Metro1
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os
Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores,
fundos vinculados aos empregados, plano de saúde e tributos federais. O valor
inclui ainda dívidas como R$ 1,44 bilhão com o INSS patronal, além de débitos com o
Postalis, o Postal Saúde, PIS/Cofins e o programa Remessa Conforme. A
informação consta em um documento interno de análise financeira da estatal (Correios).
A
inadimplência é resultado de uma política formal de atrasos propositais adotada
por um Comitê Executivo de Contingência criado para enfrentar a crise
econômico-financeira da empresa. A estratégia buscou preservar a liquidez
diante da queda de receitas e do aumento de despesas, em um cenário de fluxo de
caixa negativo e sucessivos trimestres de prejuízo operacional.
Entre
julho e fevereiro, a dívida cresceu cerca de R$ 1 bilhão, com aumento
expressivo nos débitos previdenciários, tributários e com o plano de saúde dos
funcionários. Apesar da projeção de leve redução no prejuízo contábil de 2025,
os Correios seguem em desequilíbrio financeiro, com dificuldades para honrar
compromissos básicos e risco de agravamento da situação fiscal da estatal.
Metro1