Por Metro1
Foto: ASCOM/STF
O
gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli confirmou,
em nota divulgada nesta última quinta-feira (12/2), que o magistrado é sócio da empresa
familiar Maridt, que teve participação no resort Tayayá, no Paraná, mas negou
ter recebido qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e
investigado por suspeitas de fraudes financeiras. Toffoli é relator do
inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o banco, incluindo a
tentativa de venda da instituição ao BRB. A manifestação ocorre após a Polícia
Federal (PF) encaminhar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório
que menciona o nome do ministro em conversas extraídas do celular de Vorcaro.
Segundo
o texto, a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados integrem o
quadro societário de empresas e recebam dividendos, desde que não exerçam atos
de gestão. A participação da Maridt no resort foi vendida em duas etapas: parte
ao fundo Arllen, em setembro de 2021, e o restante à PHD Holding, em fevereiro
de 2025. As operações, de acordo com o gabinete, foram devidamente declaradas à
Receita Federal.
A
nota também destaca que o inquérito do Banco Master chegou ao STF em novembro
do ano passado, quando a empresa da família já não detinha participação no empreendimento.
Por fim, o ministro afirma que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito
menos amizade íntima” com Daniel Vorcaro e que nunca recebeu valores dele ou de
seu cunhado, Fabiano Zettel. Em manifestação anterior, o gabinete sustentou
ainda que a Polícia Federal não possui legitimidade para requerer a suspeição
de ministros do Supremo. Por Metro1.