Por SBT News
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A
ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou ao SBT News que os políticos devem
dar exemplo à população sobre como tratar as mulheres. Em entrevista ao
programa Sala de Imprensa, a ministra falou de situações em que as mulheres,
principalmente no Congresso Nacional, têm o papel reduzido, e fez um apelo para
que o eleitor não vote em agressores. “Eu
tenho dito isso, que este ano nós não podemos votar em nenhum homem que agride
mulheres, que é grosso com mulheres, em nenhum deputado assim. Chega, nós
precisamos renovar essa Câmara, né? A Câmara, o Congresso como um todo, as assembleias
legislativas, a mesma coisa”, afirmou. “É um sistema difícil que a gente também
precisa do Congresso. Imagina um deputado que vota contra a lei que nós
votamos?”, criticou.
Márcia
também reagiu à declaração da ex-ministra da pasta, Damares Alves, sobre
integrantes do governo Bolsonaro confundirem combate ao feminicídio com
feminismo. O próprio governo Lula também é alvo de cobranças sobre a falta de
mais mulheres em cargos estratégicos. A ministra rebateu. “Não há comparação,
né? Não há comparação entre aquele presidente (Bolsonaro) e o nosso presidente
Lula. O presidente Lula pauta todas essas questões, sem moralismo, sem falso
moralismo, né? Com muita ética, com muito cuidado, com muita humanidade.
Infelizmente, né? O governo anterior não tem moral nenhuma para dizer as coisas
porque ele destruiu o Brasil. Infelizmente. Eu falo isso como uma militante,
como uma assistente social, né? Nem sonhava em vir pro governo e mas sempre
apoiei muito porque a nossa pauta é uma pauta da democracia”, disse.
Em
recente reunião ministerial, Lula cobrou os outros ministros, a maioria formada
por homens, a atenderem as ligações de Márcia Lopes. Em 2025, houve demissão de
ministras do Turismo, Esportes e Saúde. Márcia Lopes ressaltou que, ao mesmo
tempo, houve a entrada de mulheres no comando das pastas de Direitos Humanos e
Relações Institucionais - o que reequilibrou a presença feminina na Esplanada.
A ministra destacou também que há muitas mulheres nas secretarias executivas,
que é o segundo cargo mais importante nas pastas. Em 8 meses de gestão, Márcia
diz ter ido a 21 estados para tratar da pauta feminina com políticos locais. A
agenda de viagens continua. Nem todos estados aderiram, porém, até agora um
plano de diretrizes do governo federal contra feminicídio. “Há uma ignorância
intencional, porque há uma questão, sim, ideológica de marcar e dar nomes, até
de vulgarizar processos. Não quero pensar que seja por isso, vamos continuar
buscando diálogo”, disse. Fonte: SBT News.