Por Voz da Bahia
Foto: PonyWang/ Getty Images
Pessoas
que funcionam melhor à noite aquelas que costumam dormir e acordar mais tarde podem
enfrentar mais desafios para a saúde do coração. É o que indica um estudo
publicado nesta quarta-feira (28/1) no Journal of the American Heart Association,
com dados de mais de 300 mil adultos acompanhados no Reino Unido. Os
pesquisadores analisaram o chamado cronotipo, que define a preferência natural
do organismo por atividades matinais ou noturnas. Enquanto uma parte dos
participantes se identificou como claramente noturna, outro grupo se declarou
matutino, e a maioria ficou em um perfil intermediário.
Para
medir a saúde do coração, o estudo utilizou critérios como alimentação, prática
de exercícios, sono, peso, pressão arterial, colesterol, glicemia e tabagismo.
Os resultados mostraram que pessoas com perfil noturno tiveram maior
probabilidade de apresentar um conjunto desfavorável desses indicadores. Ao
longo de cerca de 14 anos de acompanhamento, também foi observado um aumento no
risco de eventos como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) nesse grupo. Entre as mulheres, a relação
entre hábitos noturnos e pior saúde cardiovascular apareceu de forma ainda mais
evidente. Segundo os autores, isso pode estar ligado ao desalinhamento do
relógio biológico, quando o organismo não acompanha o ciclo natural de luz e as
rotinas sociais.
Especialistas
reforçam que dormir tarde, por si só, não determina uma doença cardíaca. No
entanto, ajustes no dia a dia como melhorar a qualidade do sono, manter uma
alimentação equilibrada, evitar o cigarro e praticar atividade física podem
ajudar a reduzir riscos, mesmo para quem tem um perfil mais noturno. Fonte: Voz
da Bahia.