Por Acorda Cidade
Foto: Paulo José/Acorda Cidade
A
Polícia Civil da Bahia apura a suposta retirada de mercadorias de um
estabelecimento comercial lacrado na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de
Santana. O local havia sido interditado pela Prefeitura Municipal por falta de
alvará de funcionamento, após a Operação Contraface, que identificou na última
quinta-feira (4/12), a comercialização de produtos falsificados. A inauguração
da loja iria acontecer dois dias depois. Conforme informou a polícia ao portal
Acorda Cidade, nesta segunda-feira (8), equipes da 1ª Coordenadoria Regional
(Coorpin) e da 2ª Delegacia Territorial retornaram ao imóvel após denúncia que
apontava possível violação do lacre e retirada de itens do interior da loja. A
ação contou com o apoio da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e da
fiscalização municipal.
No
local, os policiais verificaram que o lacre estava violado, mas não havia
sinais de arrombamento na porta. Ainda assim, foi observado que a quantidade de
produtos expostos na vitrine era menor do que a registrada no dia da
interdição. Diante disso, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado
para confirmar se houve acesso indevido. Segundo a análise inicial, não foram
encontrados indícios de arrombamento na fechadura. As equipes, então, entraram
no estabelecimento e constataram que o número de mercadorias disponíveis era
inferior ao verificado anteriormente, reforçando a suspeita de retirada de
produtos.
Diligências
complementares foram realizadas, incluindo a análise de câmeras de vigilância
da região. As imagens mostraram movimentação de veículos com reboques nas
proximidades, sugerindo a retirada de itens após o fechamento da loja. A
Polícia Civil destaca que, na operação anterior, atuou apenas para constatar a
falsificação das mercadorias, recolhendo amostras para perícia, enquanto o
lacre foi aplicado pela Prefeitura devido à ausência de alvará. As
investigações continuam para identificar possíveis responsáveis pela retirada
das mercadorias e apurar eventuais práticas ilícitas.
De
acordo com o delegado Yves Correia, diretor da Diretoria Regional do Interior
Leste (Dirpin), havia R$ 2 milhões em mercadorias falsificadas na loja, que não
possui CNPJ, nem alvará de funcionamento. Além dos produtos, a polícia também
apreendeu máquinas de cartão. Fonte: Acorda Cidade.