sexta-feira, 7 de junho de 2024

COM 119 ANOS, SERGIPANA PODE SER A MULHER MAIS VELHA DO MUNDO

Por Clóvis Gonçalves

A cidade de Japoatã, no Baixo São Francisco de Sergipe, pode estar guardando a detentora de um recorde mundial. É que a senhora Maria José dos Santos, nascida e residente na cidade, pode ser a mulher mais velha do mundo ainda viva, com 119 anos. A descoberta foi feita pela professora Adriana Oliveira. Adriana é idealizadora, ao lado da professora Thais Oliveira, do “Projeto Memórias do Meu Lugar”, que está fazendo um resgate da história do município com os alunos da Escola Municipal Profª. Eliete de Melo Guimarães.

Visitando rua por rua, eles conversam com moradores para saber mais sobre as memórias de cada um. E foi numa dessas visitas, quase que sem querer, que a descoberta foi feita. “Na penúltima rua que visitamos, tinha uma mulher lavando a calçada, a Dona Jael, de 72 anos. Explicamos o que era o projeto e ela conversou com a gente, falando da rua, do que tinha e do que não tinha, das pessoas que residiam. Perguntamos então se tinha alguém mais velho para a gente conversar. Então, ela me disse que cuidava de uma senhora, que era sua sogra”, conta Adriana.

Ao perguntar a idade da possível entrevistada, veio o susto: era uma idosa de 119 anos de vida. “Até me sentei na calçada. Perguntei se Dona Jael tinha como provar que a sogra estava com essa idade, se tinha algum documento. Ela entrou na casa, pegou alguns documentos e me mostrou. Fiquei calada na hora para não causar ‘enxame’ entre os alunos e pedi para ela me levar até a senhora Maria”, diz a professora. Ela encontrou a idosa sentada em sua cadeira de balanço. Sem enxergar, Maria hoje só responde aos parentes, por serem vozes conhecidas. Com a ajuda e interlocução da nora, começou um breve bate-papo que causou emoção entre as professoras e os alunos. “Fizemos fotos e vídeos e registramos esse momento”, relembra Adriana.

Hoje, o título de mulher mais velha do mundo ainda viva pertence a uma brasileira. Deolira Glicéria Pedro da Silva de Porciúncula, do Rio de Janeiro, é reconhecida com o recorde, nascendo no último dia 10 de março de 1905, ou seja, também com 119 anos. Contudo, a sergipana de Japoatã é dois meses mais velha, nascida em 10 de janeiro de 1905. Fonte: Diário do Brasil Notícias.