quarta-feira, 16 de setembro de 2026

MPF FAZ OFENSIVA CONTRA 12 MUNICÍPIOS BAIANOS POR DESVIO DE RECURSO DO FUNDEB

Por BNews

Irregularidades na gestão de verba federal para Educação fazem MPF abrir 12 inquéritos para investigar denúncias | Valter Pontes/Secom/PMS (Ilustrativa)

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de inquéritos civis contra 12 municípios do extremo sul da Bahia, todos sob suspeita de terem descumprido as regras constitucionais de aplicação da complementação-VAAT do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). O Valor Anual Total por Aluno (VAAT) é um indicador e mecanismo de complementação de recursos do Novo Fundeb que considera todas as receitas vinculadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino de estados e municípios para promover maior equidade na educação básica. Os municípios atingidos pelas medidas são Itanhém, Itabela, Itamaraju, Jucuruçu, Lajedão, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda, Eunápolis, Ibirapuã, Alcobaça e Itapebi, todos na mesma região geográfica do estado. Os procedimentos de conversão em inquéritos civis foram assinados pelo procurador da República Fernando Zelada e tornados públicos na última terça-feira (15/9).

Investigação quer entender como verba federal foi aplicada na Educação dos municípios (Foto: Felipe Schiaroli/Unsplash)

Todos os procedimentos nascem do mesmo ponto de partida: uma planilha intitulada "Dados do VAAT registrados no SIOPE 2021 a 2025", extraída em 25 de março de 2026 e enviada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, em resposta a um ofício da própria Câmara. Essa base cruzou informações sobre valores recebidos por cada ente federativo a título de complementação-VAAT com os percentuais de descumprimento das regras de aplicação desses recursos. Isso permitiu que o Ministério Público Federal pudesse mapear, de forma sistemática, quais prefeituras teriam deixado de cumprir a destinação legal do dinheiro. De acordo com determinação interna do órgão federal, cabe ao Ministério Público Federal ser responsável por fiscalizar o cumprimento das condicionalidades para o próprio recebimento das verbas.

As ações, de acordo com o MPF, não se tratam de casos isolados, mas de uma varredura nacional que, na Bahia, resultou nesse conjunto de aberturas simultâneas, todas com a mesma estrutura textual, os mesmos fundamentos jurídicos e o mesmo roteiro de diligências. A complementação-VAAT (Valor Anual Total por Aluno) é a parcela que a União repassa aos fundos estaduais para reduzir desigualdades educacionais. A Constituição, no art. 212-A, impõe duas obrigações centrais sobre como esse dinheiro deve ser gasto:

Uma fração dos recursos precisa ser aplicada em educação infantil, conforme o chamado Indicador de Educação Infantil (IEI), que leva em conta o déficit de cobertura e a vulnerabilidade socioeconômica da população atendida. Uma parcela mínima precisa ser destinada a despesas de capital, ensejando investimentos estruturais na rede pública de ensino, e não apenas custeio. Os 12 inquéritos se dividem conforme qual dessas duas regras teria sido descumprida, evidenciando dois blocos de problemas distintos por trás de um mesmo pacote de investigações. 

CONFIRA: Descumprimento em despesas de capital: Itanhém (2021), Itabela (2024 e 2025), Prado (2023), Ibirapuã (2023) e Itapebi (2022) são investigados especificamente por não terem aplicado o mínimo exigido em investimentos estruturais. Descumprimento do Indicador de Educação Infantil: Itamaraju (2021), Teixeira de Freitas (2021), Vereda (2021) e Alcobaça (2021 e 2022) respondem por suposta insuficiência de aplicação em educação infantil. 

CASO MISTO: Lajedão (2021) é o único apontado nas duas frentes simultaneamente, envolvendo capital e educação infantil. Sem especificação de regra: Jucuruçu (2023) e Eunápolis (2021, 2022 e 2024) tiveram os inquéritos abertos sem que o texto detalhasse qual das duas condicionalidades foi violada, sugerindo que a irregularidade identificada pode ser mais genérica ou ainda estar em apuração mais ampla. 

Ainda segundo o Ministério Público Federal, Eunápolis envidencia o caso com o maior número de exercícios sob suspeita (três anos diferentes). Em todas as portarias, o Ministério Público Federal sustenta a mesma tese central: o dinheiro da complementação-VAAT, uma vez recebido pelo município, permanece juridicamente "carimbado" para a finalidade constitucional que motivou o repasse. O órgão aponta que não se trata de uma questão de regularidade formal nos registros contábeis, já que o Ministério Público exige a demonstração efetiva de que os valores foram gastos onde a lei manda. A instituição também distingue sua própria atuação, focada no desvio de finalidade de recursos já recebidos, da atuação do Ministério Público estadual, voltada ao cumprimento prévio das condicionalidades para receber a verba.

MPF aponta atuação necessária para investigar 12 municípios baianos por suspeita de desvio de recursos da Educação (Foto: Valter Pontes/Secom/PMS/Ilustrativa)

MESMO RITO

As diligências determinadas seguem, munícipio a município, o mesmo roteiro, com ofício ao prefeito e ao secretário de educação, com prazo de 15 dias para prestar contas detalhadas. A manifestação deve apontar desde o reconhecimento (ou não) do descumprimento apontado até a comprovação de despesas empenhadas, liquidadas e pagas, passando por eventual plano de recomposição dos valores mal aplicados.

O procurador ainda recomendou ofícios aos Tribunais de Contas estadual e da União, em busca de auditorias e achados prévios para identificar outras irregularidades relacionadas, além de levantamentos em sistemas e portais de transparência. O MPF ainda avalia confeccionar uma recomendação ou termo de ajustamento de conduta (TAC) para recompor a finalidade dos recursos, com cronograma e cláusula de responsabilização.

Diante dos inquéritos, o órgão sustenta que existe a possibilidade de ingressar com ação civil pública em caso de omissão ou resistência dos municípios, com possíveis desdobramentos nas esferas criminal e administrativa, "caso surjam indícios de dolo, fraude ou danos ao erário". Fonte: BNews.

FLÁVIO DINO DIZ QUE CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO SE MULTIPLICOU E COBRA TRATAMENTO IGUAL PARA CASOS SEMELHANTES

 Por Metro1

Ministro afirmou que há “dezenas, centenas de casos gravíssimos” envolvendo integrantes do Judiciário, Ministério Público e advocacia

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 15:58/Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta última terça-feira (15/9) a corrupção no Poder Judiciário durante a discussão sobre a condução de processos relacionados ao caso Banco Master. Ao defender que situações semelhantes recebam o mesmo tratamento, Dino afirmou que o número de casos envolvendo irregularidades no Judiciário aumentou nas últimas décadas. “Os corruptos do Poder Judiciário eram conhecidos pelo nome. Hoje, mesmo que junte todos aqui, as mãos de todos que aqui estamos nesse Plenário, não vai caber”, afirmou.

A declaração ocorreu durante uma questão de ordem apresentada por Dino sobre a necessidade de haver critérios uniformes para a abertura e condução de processos. Segundo o ministro, a Corte não pode adotar tratamentos diferentes para situações que considera equivalentes. “Nós não vamos ter dois pesos e duas medidas. Nós vamos ter 5, 20, 10 pesos e dez medidas? Para situações rigorosamente iguais? Situações rigorosamente iguais. Em que, portanto, o procedimento deve ser o mesmo”, declarou.

Dino afirmou ainda que existem atualmente “dezenas, centenas de casos gravíssimos” no Judiciário e disse que o problema também atinge outras áreas do sistema de Justiça. “Vossa Excelência sabe disso no CNJ, no Conselho Nacional de Justiça. São dezenas, centenas de casos gravíssimos. Gravíssimos. Em todas as funções essenciais à administração da Justiça, para ser justo. Também no Ministério Público, também na advocacia.”

Ao justificar a crítica, Dino lembrou que ingressou na magistratura em 1994, por concurso público, e comparou o cenário atual com o que encontrou no início da carreira. “Eu ingressei na magistratura por concurso público em 1994. Os corruptos do Poder Judiciário eram conhecidos pelo nome e cabiam nos dedos da mão. Hoje, mesmo que junte aqui as mãos de todos que aqui estamos nesse plenário, não vai caber”, afirmou.

A fala ocorreu em meio à discussão entre os ministros sobre os procedimentos relacionados ao caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fonte: Metro1

TCE-BA: LISTA APONTA 616 GESTORES COM CONTAS DESAPROVADAS E REGISTRA ALTA DE 74% DESDE 2018

Por Bahia Notícias

Foto: Divulgação

Um levantamento revelado pela Fiquem Sabendo, realizado a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), identificou 15 candidatos baianos registrados para disputar as eleições de 2026 que possuem apontamentos nas cortes de contas baianas. A relação reúne ex-prefeitos, ex-gestores públicos e ordenadores de despesas que tiveram pareceres desfavoráveis ou contas julgadas irregulares pelos órgãos de controle. Os nomes concorrem a cargos de deputado estadual, deputado federal e suplências.

CANDIDATOS COM APONTAMENTOS NO TCM-BA:

Silva Neto (Avante), candidato a deputado estadual — 4 registros;

Elinaldo (União), candidato a deputado estadual — 1 registro;

Carlinhos Sobral (MDB), candidato a deputado estadual — 1 registro;

Charles Fernandes (PSD), candidato a deputado federal — 1 registro;

Elmo Vaz (Avante), candidato a deputado federal — 1 registro;

Juscelino de Irará (União), candidato a deputado estadual — 3 registros;

Jusmari Oliveira (PSD), candidata a deputada estadual — 1 registro;

Binho de Mota (PSDB), candidato a deputado estadual — 2 registros;

Marcone Amaral (PSD), candidato a deputado estadual — 3 registros;

Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 3 registros;

Moema Gramacho (MDB), candidata a deputada federal — 1 registro;

Rodrigo Hagge (PSDB), 2º suplente — 3 registros.

CANDIDATOS COM APONTAMENTO NO TCE-BA:

Cleiton Lin (PDT), candidato a deputado federal — 1 registro;

Edvaldo Brito (PSD), 1º suplente — 1 registro;

Joseildo (PT), candidato a deputado federal — 1 registro;

Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 1 registro.

O levantamento utilizou o Castro de Pessoa Física (CPF) dos candidatos para cruzar os dados dos tribunais com os registros do Tribunal Superior Eleitora (TSE), evitando divergências causadas por homônimos. A inclusão nas listas dos tribunais de contas não implica inelegibilidade automática. A análise sobre a regularidade das candidaturas cabe à Justiça Eleitoral, que avalia cada caso individualmente. Além disso, decisões dos órgãos de controle podem ser alvo de recursos administrativos ou questionamentos judiciais, o que pode modificar seus efeitos ao longo da tramitação dos processos. Fonte: Bahia Notícias.

SSP-BA AFIRMA QUE OS NOVO MORTOS EM CAJAZEIRAS FAZIAM SINAIS DE FACÇÃO E OSTENTAVAM ARMAS NAS REDES SOCIAIS

Por Aratu On

SSP afirma que os nove mortos em Cajazeiras faziam sinais de facção e ostentavam armas nas redes sociais. Foto: SSP-BA

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), os nove mortos em Cajazeiras eram faccionados e usavam as redes sociais para fazer sinais de facção e ostentar armas. Após a operação policial que resultou em nove mortos em Cajazeiras, nesta terça-feira (15), após confronto contra criminosos armados, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) divulgou novas informações sobre o caso. Segundo a pasta, os suspeitos, apontados como faccionados, usam as redes sociais para fazer sinais da facção Bonde do Maluco (BDM) e ostentar armas.

Conforme informações recebidas pelo Aratu On, nos últimos 30 dias, os faccionados tinham promovido ataques armados a rivais na região de Cajazeiras. Nas imagens, é possível ver postagens de fuzis e diversos homens fazendo o sinal de “três”, com as mãos. Um homem foi preso e apresentado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), juntamente com o material apreendido durante a operação. Colete do Exército desviado é encontrado após operação com nove mortos em Cajazeiras.

Com os criminosos alcançados pelo BPATAMO foram apreendidos quatro fuzis, carabina, espingarda, pistolas, carregadores e drogas. Entre os materiais apreendidos com os suspeitos, está uma placa de colete balístico que pode ter sido desviada do Exército Brasileiro. A possível origem militar do colete ocorre em meio a uma investigação sobre o desaparecimento de materiais controlados do Exército. Em agosto deste ano, a corporação abriu uma apuração para investigar o sumiço dos equipamentos. Após nove mortes em Cajazeiras, polícia faz varredura em mata na busca por suspeitos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), os nove mortos em Cajazeiras eram faccionados e usavam as redes sociais para fazer sinais de facção e ostentar armas. Foto: SSP-BA.

Segundo a coordenadora de investigações preliminares do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Zaira Pimentel, cerca de 20 homens teriam participado da troca de tiros na região de mata.  “Uma quantidade significativa de material bélico foi apresentada pela Polícia Militar ao DHPP. Equipes do DHPP e policiais militares continuam em busca dessas pessoas para que sejam realizadas as prisões em flagrante”, afirmou a delegada.

Ainda de acordo com Zaira Pimentel, equipes da Polícia Civil permanecem na região para realizar a perícia. O patrulhamento segue reforçado em todo o bairro. Informações sobre integrantes de facções podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei. Fonte: Aratu On.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

CÁRMEN LÚCIA CRITICA CRISE NO STF E DIZ ESTA "ENVERGONHADA" COM EXPOSIÇÃO DA CORTE

Por De Olho na Cidade

Foto: Rosinei Coutinho / STF

A ministra Cármen Lúcia fez um desabafo durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), em meio à sequência de discussões entre integrantes da Corte. Ela afirmou estar “envergonhada” com a situação e avaliou que os acontecimentos recentes acabaram gerando um sentimento de desconforto entre os brasileiros. A declaração ocorreu durante a análise da Petição 16.662, que envolve a possível abertura de investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. A sessão foi marcada por divergências entre os ministros e por debates sobre a condução dos procedimentos ligados ao caso.

Cármen Lúcia destacou que o momento ocorre a menos de 20 dias das eleições e lamentou que a atenção da população esteja voltada para os conflitos internos do Supremo. Na avaliação da ministra, o Judiciário deveria transmitir segurança e tranquilidade, mas os acontecimentos dos últimos dias produziram um resultado diferente. A magistrada também dirigiu um pedido de desculpas ao presidente do STF, aos colegas de tribunal e à população. Segundo ela, havia uma expectativa de que os ministros conseguissem encontrar uma solução para os impasses, mas as divergências acabaram se ampliando.

Outro ponto mencionado foi a repercussão da crise fora do ambiente jurídico. Cármen Lúcia afirmou que passou a perceber referências ao conflito em situações cotidianas e nos meios de comunicação. Para ela, a exposição dos casos ultrapassou os limites do debate interno da Corte e passou a atingir a imagem do Judiciário e do próprio país. A ministra classificou esse processo como uma “espetacularização” dos acontecimentos e afirmou que os efeitos não se restringem ao STF. A declaração ocorreu em uma sessão que também registrou confrontos verbais entre ministros, ampliando a tensão durante o julgamento.

MINISTRO NEGA PRESSÃO POR VOTO

Cármen Lúcia também afirmou que não recebeu pedidos para votar de determinada maneira. Ela relatou ter conversado com Alexandre de Moraes, André Mendonça e Edson Fachin sobre o cenário envolvendo o tribunal, mas disse que nenhum deles tentou influenciar sua decisão. Ao votar pela manutenção da separação entre os casos envolvendo Moraes e Mendonça, a ministra justificou sua posição com base em uma postura que definiu como “excessivamente institucional”. O voto dela deixou, naquele momento, o placar empatado em 4 a 4 sobre a questão da reunião dos processos. A análise acabou sendo interrompida após Flávio Dino pedir vista, suspendendo temporariamente a discussão sobre a possibilidade de reunir os dois casos. DE Olho na Cidade.