Por Metro1
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A
decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que
autorizou a terceira fase da Operação Transparência, incorporou à investigação
os R$ 510 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal com Valéria Rodrigues
Linhares, apontada pela Polícia Federal como mulher do deputado federal Cezinha de Madureira
(PL-SP), ligado ao ministro André Mendonça. O dinheiro foi encontrado em 25 de
agosto, dentro de uma mala que Valéria levava no Aeroporto de Congonhas, em São
Paulo. A advogada informou inicialmente que carregava R$ 400 mil. Na
conferência, os agentes encontraram R$ 510 mil. A defesa sustenta que o valor
tem origem lícita e seria proveniente de honorários advocatícios.
Na
decisão, Dino determinou que os procedimentos relacionados à apreensão fossem
remetidos ao Supremo Tribunal Federal. A medida ocorre no âmbito da investigação que apura suspeitas
de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem
de dinheiro. Cezinha é investigado por supostamente atuar na intermediação de
interesses em tribunais superiores. Segundo a PF, ele teria trabalhado em
conjunto com advogadas para tentar influenciar decisões judiciais mediante
pagamentos vinculados ao resultado dos processos. Há registros de contatos do
deputado com ministros do STF, entre eles Kassio Nunes Marques, André Mendonça,
Gilmar Mendes e Edson Fachin.
A
investigação também menciona a atuação de Cezinha na articulação de um encontro
entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. A Polícia Federal,
contudo, afirma não ter encontrado indícios de participação de ministros do
Judiciário nos crimes investigados. Cezinha nega irregularidades e afirma
confiar na Justiça. A defesa de Valéria também sustenta a legalidade do
dinheiro apreendido. Fonte: Metro1.