Por Gazeta Brasil
Foto: Divulgação/Senado
O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou nesta última quarta-feira (8/9 um projeto de lei que restringe as convocações para a seleção brasileira a jogadores vinculados a clubes do país e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica, incluindo o técnico e seus auxiliares. Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no país. A restrição alcança ainda a comissão técnica: treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com clubes ou entidades esportivas estabelecidos no Brasil. Se aprovada, a medida atingiria diretamente jogadores brasileiros que atuam em clubes no exterior e também impediria a presença de treinadores estrangeiros à frente da seleção. Atualmente, o Brasil é comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030. Proibição de patrocínio de “bets”
A
proposta também veta patrocínios de casas de apostas incluindo as bets a
clubes e outras entidades esportivas. A vedação inclui a exposição de marcas em
uniformes, estádios, centros de treinamento, placas, entrevistas, transmissões,
redes sociais e eventos esportivos. Os contratos já em vigor teriam de ser
encerrados em até 180 dias após a publicação da lei, caso o projeto seja
aprovado e sancionado. O projeto foi apresentado na mesma semana em que a
seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1
para a Noruega nas oitavas de final. Em discurso na Câmara, Hauly defendeu a
proposta com duras críticas aos jogadores:
“Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha.” O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara. Depois de apresentado, o texto precisa ser despachado pela Mesa Diretora para análise das comissões temáticas. Caso seja aprovado nas comissões e, se necessário, no plenário da Câmara, poderá seguir ao Senado Federal. Fonte: Gazeta Brasil.