Por BNews
Operação'Versão Brasileira' foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) | Divulgação | Ministério Público
Um
grupo criminoso especializado em fraudes contra a Caixa Econômica Federal
(CEF), realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas
bancárias e contratação fraudulenta de empréstimos, é alvo de uma operação deflagrada
pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e pela Polícia Federal (PF). Denominada
de operação “Versão Brasileira”, a ação cumpriu um mandado de prisão contra um
homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e três de busca e
apreensão nas residências de três investigados em Salvador.
Segundo
o MPBA, nas investigações foi descoberto que o grupo utilizava identidades de
terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal,
obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. "Em
seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências
eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de
dificultar o rastreamento da origem dos valores", disse.
Também
segundo o órgão, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas
com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos
empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.
CONVERSÃO EM MOEDA ESTRANGEIRA
Parte
dos valores adquiridos por meio das fraudes era convertida em moeda estrangeira
por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de
lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. "Por
meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial,
a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização
das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela
realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos
ilícitos".
SOBRE
O NOME DA OPERAÇÃO
O MPBA esclareceu que o nome “Versão Brasileira” faz referência ao método empregado pelos investigados, que se apropriavam das identidades de pessoas reais e produziam uma espécie de “versão paralela” dessas vítimas, utilizando documentos adulterados, imagens e dados verdadeiros para criar personagens fictícios destinados à prática das fraudes financeiras. “A expressão também remete ao processo de falsificação de identidades que permitia aos criminosos atuar perante instituições financeiras como se fossem os legítimos titulares dos documentos utilizados. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional”. Fonte: BNews.