Por De Olho na Cidade
O
governo federal elevou o tom contra a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma
tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros. Em posicionamento divulgado
nesta quinta-feira (16/7), o Palácio do Planalto afirmou que a medida não tem
respaldo técnico, classificou a iniciativa como prejudicial às relações
comerciais entre os dois países e informou que adotará medidas para contestar a
decisão. Na manifestação oficial, o Executivo argumenta que os dados do próprio
governo norte-americano mostram que os Estados Unidos registram saldo positivo
na balança comercial com o Brasil, o que, segundo a gestão federal, enfraquece
qualquer justificativa para a imposição de novas barreiras tarifárias.
O
documento também rebate questionamentos feitos por Washington envolvendo o
sistema de pagamentos Pix, a regulamentação das plataformas digitais e as
políticas ambientais brasileiras. Para o governo, esses temas não justificam
sanções comerciais e devem ser tratados dentro das regras estabelecidas pelos
organismos internacionais. Como resposta, o Brasil informou que recorrerá à
Organização Mundial do Comércio (OMC), utilizará os instrumentos previstos na
Lei da Reciprocidade Econômica e buscará ampliar as relações comerciais com
outros mercados, além de adotar ações para reduzir os impactos sobre os setores
exportadores.
A
nota ainda traz críticas ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair
Bolsonaro. O Planalto sustenta que integrantes da família Bolsonaro e aliados
contribuíram para o cenário que resultou nas medidas adotadas pelos Estados
Unidos, acusando-os de agir em desacordo com os interesses do país. Ao encerrar
o comunicado, o governo reafirma o compromisso de defender a soberania nacional
e preservar a economia brasileira diante da decisão norte-americana. Fonte: De Olho na Cidade.