Por BNews
O pastor é um dos alvos da ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Reprodução / Redes Sociais
O pastor Marcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2/7) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à chamada "Máfia do Cigarro". A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, Márcio Poncio é investigado por uma suposta ligação com o grupo criminoso liderado pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como um dos principais nomes da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
O religioso foi localizado e preso em um
flat na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Além dele, a operação também
cumpriu mandados contra Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar,
que já estavam presos. Bacellar deverá ser transferido para um presídio
federal. Ao todo, a Justiça autorizou três mandados de prisão, 14 de busca e
apreensão e o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
O QUE A POLÍCIA
FEDERAL INVESTIGA
De
acordo com a Polícia Federal, esta nova etapa da operação busca aprofundar a
apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído a Adilsinho,
além de investigar possíveis ramificações envolvendo agentes dos poderes
Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro. As investigações fazem parte de
determinações do STF no âmbito da ADPF 635, conhecida como "ADPF das
Favelas", que determinou à Polícia Federal a realização de investigações
sobre organizações criminosas e suas eventuais conexões com agentes públicos.
OPERAÇÃO SURGIU APÓS
DESCOBERTA DE PLANILHAS
A
5ª fase da Operação Unha e Carne tem origem na Operação Fumus, realizada em
2021 para investigar um suposto esquema de monopólio do comércio ilegal de
cigarros na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Na ocasião, a Polícia
Federal apreendeu planilhas que, segundo os investigadores, continham registros
de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações
financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro. Ainda conforme a Polícia Federal,
esses documentos levantaram suspeitas de possíveis repasses de recursos a
agentes políticos fluminenses, ampliando o alcance das investigações.
OPERAÇÃO JÁ TEVE CINCO
FASES
Deflagrada inicialmente no fim de 2025, a Operação Unha e Carne começou investigando um suposto vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra integrantes do Comando Vermelho. Ao longo das fases seguintes, a investigação passou a incluir suspeitas envolvendo autoridades públicas, um desembargador federal, parlamentares e empresários, além de supostos esquemas de fraude em contratos públicos e lavagem de dinheiro. Com a nova etapa, a Polícia Federal concentra esforços para identificar a movimentação financeira atribuída ao grupo investigado e eventuais conexões com integrantes da administração pública. Até o momento, os investigados não foram condenados, e o caso segue sob apuração da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Fonte: BNews