Por De Olho na Cidade
Foto: DivulgaçãoAdvogada previdenciarista Paloma Barbosa destaca que falta
de planejamento, contribuições irregulares e ausência de documentação estão
entre os principais problemas enfrentados por quem trabalha por conta própria. Os trabalhadores autônomos precisam dar
atenção ao planejamento previdenciário muito antes da aposentadoria. O alerta é
da advogada previdenciarista Paloma Barbosa, que durante entrevista ao programa
De Olho na Cidade destacou os principais erros cometidos por profissionais que
trabalham por conta própria e explicou como essas falhas podem comprometer o
acesso à aposentadoria e a outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS). Segundo a especialista, um dos equívocos mais recorrentes é
deixar para pensar na Previdência apenas quando a aposentadoria está próxima. "Sem
dúvida, esse é um dos piores erros e também o mais comum. Muitos trabalhadores
passam anos preocupados apenas em manter a renda do dia a dia e deixam a
Previdência para depois. Quando resolvem buscar a aposentadoria, descobrem
períodos sem contribuição, pagamentos feitos de forma errada ou até falta de
tempo suficiente para conseguir um benefício mais vantajoso."
Os trabalhadores autônomos precisam dar atenção ao
planejamento previdenciário muito antes da aposentadoria. O alerta é da
advogada previdenciarista Paloma Barbosa, que durante entrevista ao programa De
Olho na Cidade destacou os principais erros cometidos por profissionais que
trabalham por conta própria e explicou como essas falhas podem comprometer o
acesso à aposentadoria e a outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS). Segundo a especialista, um dos equívocos mais recorrentes é
deixar para pensar na Previdência apenas quando a aposentadoria está próxima. "Sem
dúvida, esse é um dos piores erros e também o mais comum. Muitos trabalhadores
passam anos preocupados apenas em manter a renda do dia a dia e deixam a
Previdência para depois. Quando resolvem buscar a aposentadoria, descobrem
períodos sem contribuição, pagamentos feitos de forma errada ou até falta de
tempo suficiente para conseguir um benefício mais vantajoso."
Ela explica que o INSS exige planejamento ao longo da vida
profissional e que decisões tomadas sem orientação podem gerar prejuízos
difíceis de reverter. Dra. Paloma destacou que atualmente existe uma grande
variedade de profissionais que atuam como autônomos e que, mesmo sem carteira
assinada, possuem direito à proteção previdenciária. Entre eles estão
motoristas de aplicativo, diaristas, fotógrafos, vendedores, eletricistas,
cabeleireiros, profissionais da comunicação, designers, trabalhadores da
construção civil e diversas outras categorias. "Muitas pessoas acreditam
que, por não terem vínculo formal de trabalho, não possuem direito à
aposentadoria ou aos benefícios do INSS. Na verdade, elas podem contribuir
normalmente e garantir todos esses direitos."
Outro erro bastante frequente, segundo a advogada, é iniciar
as contribuições ao INSS sem conhecer as regras previdenciárias. "Muitas
pessoas escolhem um código de contribuição sem entender o que ele representa e
passam anos contribuindo da forma inadequada. Depois descobrem que aquela
modalidade não permitia a aposentadoria que desejavam ou que o valor pago
reduziu o benefício futuro." Ela ressalta que não basta apenas pagar a
contribuição, sendo necessário escolher a modalidade mais adequada aos
objetivos de cada trabalhador. A especialista também chamou atenção para quem
contribui de forma irregular, alternando períodos de pagamento com longos
intervalos sem recolhimento.
Segundo ela, essa prática pode levar à perda da chamada
qualidade de segurado, condição que garante acesso a benefícios como
auxílio-doença e aposentadoria por incapacidade. "É muito comum encontrar
pessoas que contribuíram alguns meses, pararam, depois voltaram a contribuir e
interromperam novamente. Quando precisam de um benefício por doença ou
acidente, descobrem que perderam essa proteção previdenciária."
Ela observa que muitos trabalhadores só percebem a
importância dessa cobertura quando enfrentam uma situação inesperada. Dra.
Paloma explicou que contribuir apenas sobre o salário mínimo é permitido, mas
pode refletir diretamente no valor da aposentadoria e de outros benefícios. "O
valor da contribuição influencia diretamente no cálculo da aposentadoria
futura, mas também em benefícios como salário-maternidade e auxílio-doença.
Sempre que houver possibilidade financeira, vale analisar um planejamento que
permita benefícios mais vantajosos."
A advogada também destacou a importância de manter toda a
documentação relacionada às contribuições e à atividade profissional. Ela
recomenda guardar comprovantes de pagamento, recibos, notas fiscais e demais
documentos que possam comprovar o exercício da profissão. "Muitos
trabalhadores acreditam que basta pagar e que o INSS guarda tudo. Mas a
organização documental também é responsabilidade do segurado. Esses documentos
podem ser fundamentais para comprovar períodos de trabalho ou regularizar
informações. "Quem atua como Microempreendedor Individual (MEI) também
deve acompanhar de perto suas contribuições, alerta a especialista.
Segundo Dra. Paloma, embora o MEI tenha uma contribuição
reduzida, ela pode limitar alguns tipos de aposentadoria, tornando necessária,
em determinadas situações, a complementação do recolhimento. "Muita gente
acredita que abrir um MEI resolve automaticamente a questão previdenciária, mas
não é bem assim. Dependendo do planejamento, pode ser necessário complementar
as contribuições para buscar uma aposentadoria mais vantajosa." Ela
orienta que o trabalhador consulte regularmente o Cadastro Nacional de
Informações Sociais (CNIS) por meio da plataforma Meu INSS para verificar se os
recolhimentos estão sendo registrados corretamente. Dra. Paloma reforçou que a
Previdência Social vai muito além da aposentadoria.
"A principal orientação é entender que a Previdência não deve ser vista apenas como aposentadoria. O INSS também oferece proteção financeira em momentos difíceis, como doença, acidente ou incapacidade para o trabalho. Quanto antes o trabalhador se organizar, maiores serão as chances de garantir um futuro com mais segurança e tranquilidade." Fonte: De Olho na Cidade./Redação: Victória Silva.