Por A tarde
Pintura representa vitória brasileira contra os argentinos - Foto: Reprodução
Se
os amantes do futebol tiveram suas expectativas de um Brasil x Argentina na
semifinal da Copa do Mundo frustradas com a queda da Seleção Brasileira para Noruega, no
último final de semana, o portal A Tarde resolveu reviver a rivalidade
histórica entre os dois países por outro caminho: o dos campos de guerra. O
gaúcho Luís Osório, patrono da Arma da Cavalaria do Exército Brasileiro, é o
principal personagem desse conflito entre Brasil e Argentina, tendo a Guerra do
Prata como pano de fundo.
QUEM FOI LUÍS OSÓRIO?
Manuel
Luís Osório nasceu em Conceição do Arroio (hoje Osório), cidade localizada no
Rio Grande do Sul, em maio de 1808. Logo cedo, aos 14 anos, em 1822, participou
da guerra pela independência do Brasil, após um grupo da guarda portuguesa, que
se encontrava na província de Montevidéu, que pertencia ao Brasil. Ao longo da
sua trajetória, Osório teve participação importante em conflitos históricos em
defesa da defesa da soberania nacional, a exemplo da Guerra Cisplatina, da
Revolução Farroupilha e da Guerra do Paraguai. Sua atuação nas guerras lhe
rendeu alguns títulos, dentro e fora das Forças Armadas. Uma delas é a promoção
para o cargo de Marechal, em 1877.
GUERRA DO PRATA E
RIVALIDADE CLÁSSICA
Nenhuma
final de Copa América entre Brasil e Argentina seria capaz de reproduzir em
campo um confronto tão acirrado entre os dois países vizinhos como foi a Guerra
do Prata, conflito de período curto, entre agosto de 1851 e fevereiro de 1852. Osório
foi um dos personagens principais do conflito, protagonizando um dos momentos
memoráveis da guerra.
O QUE FOI A GUERRA DO
PRATA?
A
Guerra do Prata foi o nome dado para a batalha armada entre Brasil e Argentina,
que teve como objeto de disputa o domínio da região da Bacia do Rio da Prata,
ponto fundamental para o comércio na época. A conquista do portal representava
um fortalecimento das relações comerciais e do exercício de influência.
O
ponto alto da guerra se deu na Batalha de Monte Caseros, quando o exército
brasileiro, liderado por Osório, agiu diretamente para derrubar o líder
argentino Juan Manuel Rosas. A estratégia de invasão consistia na divisão dos
chamados 'Aliados', com parte do grupo realizando o ataque via terrestre. O
combate resultou na vitória do Brasil, que obteve o controle da rota essencial
para a economia na América do Sul, além de garantir a autonomia do território
uruguaio.
RESENHA BRASILEIRA
Após
a vitória na batalha final, Osório protagonizou uma cena que ficou marcada na
história: o general marchou sob as ruas de Buenos Aires, capital argentina,
segurando a bandeira do Brasil, em um gesto que representou o domínio
brasileiro sob o país vizinho. Fonte: A Tarde