Por Gazeta Brasil
Ricardo Stuckert/PR - 26.10.2025
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao site
norte-americano Axios que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma
pessoa “muito volátil” e que não se importa com o líder brasileiro. A
declaração ocorre dias depois de Trump ter dito que o Brasil se tornou “um
pouco difícil” e “politicamente perigoso”. “Não sou fã dele, nem desgosto.
Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa
diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e
tudo bem”, afirmou Trump.
DECLARAÇÕES
EM EVIAN
As
falas do republicano aconteceram durante uma coletiva de imprensa em Evian, na
França, após ser questionado por uma jornalista se havia se encontrado com Lula
para conversas à margem da cúpula do G7. Trump não especificou os temas
debatidos com o presidente brasileiro. A repórter perguntou se os dois
presidentes discutiram sobre tarifas e a designação de facções brasileiras como
terroristas assunto que gerou uma crise diplomática entre os governos.
BRASIL
“PERIGOSO POLITICAMENTE”
Trump
afirmou que o Brasil tem se tornado “perigoso politicamente”. “O país se tornou
um pouco conturbado politicamente, um pouco perigoso”, disse. O americano
também lamentou, incorretamente, a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala
aparenta ser uma referência à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que
condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de
prisão por coação no curso do processo da trama golpista.
Trump
também confundiu Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato
ao Planalto. “Politicamente, o Brasil tem sido algo desagradável. Ouvi dizer
que eles prenderam alguém que está concorrendo à Presidência. Ouvi dizer que
prenderam ‘Bolsonaro Jr’. Ele estava indo bem nas pesquisas, mas o prenderam ou
querem prender”, afirmou.
RESPOSTA
DE LULA
As
declarações de Trump provocaram reação imediata de Lula. O presidente brasileiro
afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como
interferência do norte-americano em assuntos internos do país. “Eu só espero
que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas
na sua soberania. Só espero isso”, disse Lula durante entrevista coletiva em
Genebra, onde participou do G7. O presidente brasileiro também defendeu o
processo eleitoral do país. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil”,
afirmou. Fonte: Gazeta Brasil.