Por Ara On
Mulher morre após ser baleada por ex-prefeito durante assinatura de divórcio. Foto: Reprodução
Uma mulher de 41 anos morreu na tarde desta quinta-feira (4/6)
após ser baleada pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito de Ourilândia do
Norte, Romildo Veloso e Silva, durante a assinatura do divórcio do casal em um
escritório no município, no sudeste do Pará. A vítima, Ilcicléia Alves Veloso,
estava internada desde da última quarta-feira (3), quando o crime ocorreu. De acordo com
informações da polícia, Ilcicléia e Romildo haviam ido ao escritório para
formalizar o divórcio e concluir a partilha de bens. O casal estava separado há
cerca de três meses, e, segundo relatos, o vereador não aceitava o fim do
relacionamento. Testemunhas informaram que, antes dos disparos, Romildo pediu
ao advogado que os deixasse sozinhos para uma conversa particular. Pouco
depois, o profissional ouviu tiros e acionou as autoridades.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Ilcicléia
sentada em uma cadeira, com um ferimento provocado na parte posterior da
cabeça, ainda com sinais vitais. Romildo foi encontrado morto no banheiro do
imóvel, também com um ferimento na cabeça. Um revólver estava ao lado do corpo.
A vítima recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada ao
Hospital Municipal de Ourilândia do Norte. Posteriormente, foi transferida para
o Hospital Regional 279, onde permaneceu internada. A morte foi confirmada pela
unidade de saúde nesta quinta-feira (4/6), após agravamento do quadro clínico. A
Polícia Civil informou que o caso é investigado como feminicídio seguido de
suicídio. Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia.
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou a sexta edição do boletim Elas
Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em
nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025. | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de
violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em
relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das
vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor. Nos
casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos
por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório. O boletim
analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela
organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de
Janeiro e São Paulo. No total, foram registrados 4.558 casos de violência
contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação
com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram
vítimas de violência por dia. Fonte: Aratu On