Por Gazeta Brasil
Carolina
Sthela dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão por suspeita de
agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de cinco meses, foi presa em
um posto de gasolina em Teresina, no Piauí, nesta quinta-feira (7/5). O caso
ocorreu em 17 de abril. A vítima, Samara Regina, de 19 anos, estava grávida de
cinco meses no momento das agressões.
COMO
FOI A PRISÃO
O delegado Yan Brayner informou que a suspeita foi localizada após a polícia ir até a casa de um tio dela. Ela estaria com planos de fugir. Segundo o delegado, havia duas possibilidades de fuga: ela estaria indo para a cidade de Parnaíba (PI) ou tentando viabilizar um avião não comercial para fugir para o Amazonas. “Ela foi localizada nesse posto de gasolina, próximo à Secretaria de Segurança. Havia risco iminente de fuga, porque ela estava abastecendo um veículo e já tinha saído da casa do tio dela, inclusive com as bagagens”, detalhou.
O
QUE DIZ A DEFESA
A
advogada da suspeita, Nathaly Moraes, afirmou que Carolina tem um filho de seis
anos e não possuía familiares em São Luís. “Por isso, foi necessário levar a
criança para que ela ficasse aos cuidados de pessoas de confiança. Por isso o
deslocamento. E ela vai cumprir integralmente os pedidos judiciais.”
O
QUE DIZ INVESTIGAÇÃO
Segundo
a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da
investigada. Mesmo depois de o objeto ser encontrado, a vítima foi agredida.
Ela ficou com marcas em várias partes do corpo. A suspeita é que Carolina tenha
contado com a ajuda de um amigo que é policial militar. O homem teria colocado
uma arma de fogo na boca da vítima.
POLÍCIAS
AFASTADOS
De
acordo com o delegado titular do 21º Distrito Policial, Walter Vanderlei,
quatro policiais foram afastados das funções. Eles teriam levado a vítima até a
delegacia após as agressões, mas não deram voz de prisão à suspeita.
AS
PROVAS
Exames
realizados confirmaram as agressões em diferentes partes do corpo da jovem.
Além disso, gravações de áudio da própria ex-patroa indicam que ela cometeu as
agressões.
NOTA
DA DEFESA
Em
nota, a defesa de Carolina afirmou:
“Repudio
qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes,
trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade”
“Minha
família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças”
“Requeiro
que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em
observância aos princípios constitucionais”. Gazeta Brasil