Por BNews
A apreensão do SUV de luxo de Deolane Bezerra levanta questões sobre importação independente e os desafios legais enfrentados pelos proprietários |Foto 1: Redes sociais / Foto 2: Bervelin Albuquerque/TV Globo.
O
Cadillac Escalade apreendido com a influenciadora Deolane Bezerra durante
operação policial nesta última quinta-feira (21/5) chamou atenção não apenas
pelo luxo, mas também por um detalhe curioso: o modelo não é vendido
oficialmente no Brasil. Avaliado em cerca de R$ 2,1 milhões, o SUV de alto
padrão chegou ao país por meio de importação independente, processo que permite
a entrada de veículos estrangeiros sem participação direta das montadoras. O
veículo foi apreendido durante investigação que apura suspeitas de lavagem de
dinheiro ligada ao PCC. Além do Cadillac Escalade, outros carros de luxo também
foram recolhidos pelas autoridades, entre eles um Mercedes-Benz G63, um Range
Rover e um Jeep Commander.
IMPORTAÇÃO
ENVOLVE IBAMA, DENATRAN E ALTOS IMPOSTOS
Mesmo
sem operação oficial da Cadillac no Brasil até o momento, consumidores podem
trazer modelos da marca dos Estados Unidos por meio de empresas especializadas
em importação independente. O processo, no entanto, envolve uma série de
exigências legais e tributárias. O comprador precisa comprovar renda compatível
com o valor do veículo, obter autorização ambiental junto ao Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e também
conseguir certificação do Departamento Nacional de Trânsito para adequação às
normas brasileiras.
Além
disso, há cobrança de diversos tributos, como Imposto de Importação, IPI, ICMS
e taxas aduaneiras, o que praticamente dobra o valor do carro no Brasil. O
Cadillac Escalade é considerado um dos SUVs mais luxuosos da fabricante
norte-americana. O modelo possui motor V8 6.2, potência de 691 cavalos, tração
nas quatro rodas e painel digital de 55 polegadas que ocupa praticamente toda a
cabine. Segundo especialistas do setor automotivo, veículos importados de forma
independente costumam atrair compradores interessados em modelos exclusivos e
versões que não existem oficialmente no mercado brasileiro.
Apesar
do luxo e da exclusividade, proprietários desses veículos também enfrentam
desafios com manutenção, garantia e reposição de peças, já que as montadoras
não são obrigadas a oferecer suporte oficial para carros trazidos fora da rede
autorizada. Fonte: BNews.