Por Acorda Cidade
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta última segunda-feira
(25/5), que a educação é ferramenta central para a formação de consciência
crítica e para a superação de desigualdades algo que, na avaliação do
presidente, é visto como ameaça pela extrema direita. A declaração foi durante
a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, no Centro Internacional de
Convenções do Brasil (CICB), evento que reúne líderes de universidades
brasileiras e africanas mobilizadas pela Association of African Universities
(AAU). Durante o discurso, Lula lembrou que, durante a Cúpula de Líderes
Celac-África, ocorrida em março em Bogotá, foram sugeridos cinco eixos
estruturantes para o relacionamento entre os países participantes do encontro.
Após
citar os cinco eixos (combate à fome; enfrentamento à mudança do clima;
transição energética; democratização da inteligência artificial; e integração
de cadeias produtivas), o presidente brasileiro afirmou que a educação é
ferramenta para a superação de todos esses desafios. Segundo ele, a extrema
direita teme a educação porque sabe que é a partir dela que nasce a consciência
das pessoas sobre a realidade em que vivem.
“Por
isso, em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das
universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade.
Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em
instrumento de dominação”, disse ao defender o poder emancipador da educação. “O
pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao
racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação”,
acrescentou ao afirmar que as universidades seguirão como bastiões da
resistência.
INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL
Lula destacou também a relevância da educação para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países. Nesse sentido, reiterou a importância da Inteligência Artificial enquanto ferramenta estratégica. “O colonialismo digital é uma ameaça real e imediata. Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumentos de dominação. Sem investir em infraestrutura digital, não será possível superar carências crônicas em alta tecnologia, saúde, agricultura e educação básica”, argumentou ao defender que os modelos de linguagem da IA sejam construídos também nas línguas dos povos africanos. Ele acrescentou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial contempla duas linhas de financiamento para cooperação com África e América Latina. “São US$ 20 milhões para projetos conjuntos e US$ 10 milhões para o uso de infraestruturas de Inteligência Artificial brasileiras para fomentar a colaboração entre nossos pesquisadores”, complementou. Fonte: Acorda Cidade.