Por Voz da Bahia
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis terá o prazo de 120 dias para elaborar um estudo com propostas destinadas a impedir o uso de etanol hidratado combustível na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A determinação foi publicada na última quarta-feira (6/5) no Diário Oficial da União após decisão do Conselho Nacional de Política Energética. O levantamento servirá de base para uma futura ação regulatória da agência e será incorporado à agenda oficial da Agência Nacional de Petróleo (ANP), com conclusão prevista dentro do período estabelecido. A proposta busca ampliar a qualidade e a rastreabilidade do biocombustível, dificultando o desvio do produto para produção de bebidas adulteradas.
Entre as alternativas analisadas está a adição de substâncias ao etanol automotivo para torná-lo impróprio para consumo humano. Uma das opções avaliadas é o benzoato de denatônio, conhecido pelo sabor extremamente amargo. A ANP também deverá analisar impactos operacionais, ambientais, logísticos e possíveis efeitos na cadeia produtiva antes de qualquer decisão definitiva. O assunto ganhou prioridade no governo federal após registros de intoxicações e mortes relacionadas ao consumo de bebidas adulteradas. Segundo investigações da Polícia Civil de São Paulo, parte do metanol encontrado em destilarias clandestinas teria origem em etanol adulterado adquirido em postos de combustíveis.
As
apurações envolvem suspeitas de revenda irregular, fraude documental e desvio
de produtos químicos, em investigações ligadas às operações Carbono Oculto e
Boyle. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o metanol é altamente
tóxico em concentrações acima de 0,1% em bebidas alcoólicas e pode provocar
sintomas como dor de cabeça, náusea, visão turva e até parada respiratória. O
Ministério da Saúde já confirmou mortes recentes associadas ao consumo de
bebidas adulteradas no país. Fonte: Voz da Bahia.