Por Bahia Notícias
Foto: Reprodução / Antena 1O ex-governador do Estado da Bahia, Rui Costa (PT), comentou
sobre as correlaçãos apontadas por opositores entre a sua gestão, entre 2015 e
2023, com o escândalo do Banco Master. Em entrevista ao programa Linha de
Frente, da Antena 1 (100.1), nesta última terça-feira (28/4), o ex-ministro da Casa
Civil afirmou que as acusações, em torno da venda do CredCesta, cartão de
crédito vinculado a Cesta do Povo, não se sustentam.
"Isso é coisa artificial. Quem acusava isso apareceu
depois com contrato com consultoria para o Banco. Na época que nós vendemos a
cesta do povo, com o cartão [Credcesta], nem Banco Master existia",
afirmou o ex-ministro.
Na entrevista, o ex-governador refez a linha do tempo da
venda do CredCesta: "Nós não vendemos ao Banco, a cesta do povo não foi
vendida ao Banco, ela foi vendida a um fundo de investimento espanhol. Nós
tentamos vender uma vez, a segunda vez, e na terceira vez, depois de oferecer a
Caixa Econômica, ao Banco do Brasil, a um monte de gente e banco público. E
todos eram enfaticos dizendo: a única coisa de valor que tem nesse negócio ai
que vocês estão vendendo é esse cartão de crédito da Cesta do Povo, isso vale
algum dinheiro”, narra.
O pré-candidato ao Senado destaca ainda que “vendemos a
Cesta do Povo com a obrigação de que quem comprasse mantivesse, na época, no
mínimo 50 lojas abertas, funcionando, por um prazo mínimo de 5 anos para manter
aqueles empregos”.
Para Rui, o problema real teria sido a própria Cesta do
Povo, que, segundo ele foi uma “furada” criada pelo ex-governador Antonio
Carlos Magalhães (ACM). “A Cesta do Povo foi criada por Antônio Carlos
Magalhães, uma ideia que se mostrou, ao longo do tempo, furada, que deu um
prejuizo bilionário ao Governo do Estado e ao povo baiano”, disse. “Era um supermercado que só dava prejuízo,
não tem como um supermercado público estatal concorrer com um supermercado
privado, não tem como”, conclui. Bahia Notícias.