Por Gazeta
Rafa Mendeyar
O
ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, enviou para análise da
Procuradoria-Geral da República o acordo de delação premiada firmado entre o
empresário Maurício Camisotti e a Polícia Federal. O caso envolve suspeitas de
fraudes em descontos feitos em benefícios de aposentados e pensionistas do
Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo as investigações, Camisotti é
apontado como um dos principais nomes do chamado “núcleo financeiro” do
esquema. Ele foi o primeiro investigado a firmar uma delação diretamente com a
Polícia Federal algo inédito até então. No acordo, o empresário se comprometeu
a devolver cerca de R$ 400 milhões. O valor é maior do que o montante que ele
afirma ter recebido com as fraudes, estimado em pouco mais de R$ 200 milhões. A
diferença inclui correções e possíveis penalidades.
Os
recursos devem ser destinados aos cofres públicos e também a aposentados
prejudicados. O envio do acordo à PGR faz parte do procedimento padrão. Cabe ao
órgão avaliar o conteúdo da delação e decidir se concorda com os termos antes
que o ministro relator tome uma decisão final. Só depois dessa análise é que
Mendonça decidirá se homologa ou não o acordo. A proposta ainda pode passar por
ajustes, caso a PGR identifique a necessidade de mais informações. Além disso,
os valores finais a serem devolvidos ainda serão definidos com base na
legislação que trata de organizações criminosas.
Durante a investigação, a Polícia Federal colheu cerca de dez depoimentos de Camisotti. No mês passado, ele foi transferido do presídio de Guarulhos para a sede da PF em São Paulo para concluir os detalhes da colaboração. A proposta ainda pode passar por ajustes, caso a PGR identifique a necessidade de mais informações. Além disso, os valores finais a serem devolvidos ainda serão definidos com base na legislação que trata de organizações criminosas. Durante a investigação, a Polícia Federal colheu cerca de dez depoimentos de Camisotti.
No mês passado,
ele foi transferido do presídio de Guarulhos para a sede da PF em São Paulo
para concluir os detalhes da colaboração. O empresário foi preso na mesma
operação que deteve Antônio Camilo Antunes, outro investigado no caso, que
segue detido. Na ocasião, os agentes apreenderam mais de R$ 2 milhões em bens,
incluindo carros e motos de luxo, obras de arte e outros itens de alto valor. O
caso continua em investigação. Gazeta Brasil