Por Correio
Colégio estadual fica localizado na Cidade Baixa Crédito: Reprodução/Google Maps.
Uma aluna de 16 anos de idade denunciou ter sido vítima de estupro cometido por dois estudantes dentro do Colégio Estadual de Tempo Integral Presidente Costa e Silva, no bairro da Ribeira, em Salvador, na última quinta-feira (16/4). Ambos os denunciados, que também têm 16 anos, foram apreendidos por ato infracional análogo ao crime de tentativa de estupro coletivo, segundo a Polícia Civil. Eles foram conduzidos à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) especializada pelo Batalhão Escolar da Polícia Militar e permanecem à disposição da Vara da Infância e da Juventude. Foi expedida guia para exame pericial, e a adolescente foi encaminhada para realização do procedimento no Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) confirmou a denúncia e disse, em nota, que presta assistência à vítima que denunciou o abuso. A pasta afirma que convocou pais e responsáveis e prestou acompanhamento especializado com equipes do Serviço Social e de Psicologia.
Em
nota, a pasta lamentou o ocorrido. "A Secretaria da Educação repudia toda
forma de violência e vai adotar todas as medidas necessárias para os
esclarecimentos do caso e o apoio à vítima. No mesmo dia da denúncia, a escola
deu início ao processo de transferência dos estudantes acusados. A SEC colabora
com a polícia e reforça sua posição de garantir um ambiente seguro, harmonioso
e de bem-estar em todas as unidades da rede", afirma.
O
grêmio estudantil do Colégio Estadual de Tempo Integral Presidente Costa e
Silva publicou uma nota em que repudia a violência denunciada pela aluna.
"O grêmio estudantil, em conjunto com a direção do colégio e ouvidoria,
vem a público manifestar seu total repúdio a qualquer forma de violência
sexual, incluindo situações de tentativa ou consumação de abuso", escreveu.
"Reforçamos
que não compactuamos, não toleramos e não normalizamos nenhum tipo de conduta
que viole a integridade, a dignidade e a segurança de qualquer estudante ou
membro da comunidade escolar. Esse tipo de atitude é inaceitável e fere
diretamente os princípios de respeito, convivência e proteção que devem existir
dentro e fora do ambiente escolar", acrescenta. Fonte: Correio.