Por Atarde
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O
preço do gás de cozinha subiu 15,3% na Bahia, nesta quarta-feira, 1º de abril, o que
significa que o consumidor pode desembolsar até R$ 165 para adquirir o produto.
Em nota enviada ao portal A TARDE, a Acelen, empresa de energia proprietária da
Refinaria de Mataripe, que é o principal centro de produção de combustível do
estado, informou que houve reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo
(GLP) para as distribuidoras. Segundo o texto, os preços dos produtos seguem
critérios de mercado, que levam em consideração variáveis como custo do
petróleo adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para
cima ou para baixo. "A empresa possui uma política de preços transparente,
amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais
de mercado", disse nota.
PREÇOS
PARA O CONSUMIDOR
À
reportagem, Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do
Estado da Bahia (Sinrevgas), informou que "a partir de hoje, o consumidor
irá encontrar o gás mais caro, em torno de R$ 8 a R$ 10". Antes do
aumento, o preço do botijão variava entre R$ 125 e R$ 155 em Salvador. O que
significa que, com a estimativa, o valor pode chegar a R$ 165. Procurado, o
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) preferiu não
se manifestar sobre o assunto.
"O
Sindigás informa que não se manifesta sobre preços, projeções de preços ou
qualquer tipo de estimativa relacionada ao mercado. A entidade ressalta que é
de conhecimento público que os preços do petróleo e de seus derivados vêm
sofrendo forte pressão", disse trecho do texto. Além disso, o sindicato
afirma que a situação pode influenciar os custos e promover mudanças nas
condições econômicas, mas que não tem acesso e não interfere em estratégias
comerciais e políticas de preços das empresas associadas.
PREÇO
MÉDIO DO GÁS DE COZINHA IMPORTADO SOBE 60% APÓS GUERRA DO IRÂ
O preço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), o tradicional gás de cozinha, disparou no mercado internacional desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, de forma que importadores do produto no Brasil estariam pagando hoje um valor 60% superior ao que pagaram na semana anterior ao início do conflito. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostram que, na terceira semana de fevereiro, a paridade de importação pelo porto de Santos, o principal do país, era de R$ 32,21 por botijão, enquanto o valor na última semana era de aproximadamente R$ 51,40 por botijão. Fonte: Atarde