terça-feira, 28 de abril de 2026

LULA PROMULGA ACORDO EU-MERCUSUL, QUE PASSA A VALER NA SEXTA-FEIRA (1º/5)

Por Voz da Bahia

Lula segura texto do acordo promulgado | Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgou nesta última terça-feira (28/4) o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia em cerimônia no Palácio do Planalto. Com isso, os termos provisórios do tratado começam a valer nessa sexta-feira (1º/5). Lula também enviou para análise do Congresso os acordos comerciais do bloco sul-americano com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O grupo não faz parte da União Europeia (UE).

A ratificação final por parte do Brasil aciona os protocolos do acordo, com redução gradual de tarifas para importações europeias e cotas para produtos sensíveis. Embora já tenha sido aprovado pelo Parlamento Europeu, a vigência plena do acordo ainda depende da ratificação individual de cada um dos 27 países-membros do bloco.

LEIA OS PRINCIPAIS PONTOS:

Redução de tarifas: Mercosul zera 91% das tarifas em até 15 anos; a UE elimina 95% em até 12 anos. Isso barateia produtos e amplia o comércio entre os blocos;

Indústria com tarifa zero: produtos industriais do Mercosul (máquinas, carros, químicos, aeronaves) entram na UE sem imposto;

Produtos agrícolas sensíveis: haverá cotas e redução parcial de tarifas para itens como carne, frango, arroz, mel, açúcar e etanol;

Salvaguardas agrícolas: a UE pode voltar a cobrar tarifas se houver excesso de importações ou queda forte de preços;

Compromissos ambientais: produtos não podem estar ligados ao desmatamento ilegal; o acordo pode ser suspenso se houver descumprimento do Acordo de Paris;

Regras sanitárias rigorosas: a UE mantém padrões sanitários e fitossanitários elevados;

Serviços e investimentos: Redução de barreiras e mais igualdade para investidores estrangeiros (finanças, telecomunicações, transporte);

Compras públicas: empresas do Mercosul poderão participar de licitações na UE;

Propriedade intelectual: reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

Pequenas e médias empresas: redução de custos e burocracia para exportadores menores. Fonte: Voz da Bahia.