Por Acorda Cidade
“Eu gostaria muito que fosse na minha casa. Se não puder, que marque aqui em Feira de Santana, porque fica mais fácil para mim. Eu não tenho dinheiro. Vivo com o benefício do menino e não dá para tudo”, afirmou. De acordo com Creuza, o benefício é a única renda da casa. Com ele, ela paga aluguel, contas básicas e parte da alimentação. “Eu pago R$ 550 de aluguel, mais a conta de luz que às vezes chega a mais de R$ 200. É muito difícil para mim.” Além de cuidar do filho, ela também presta assistência à mãe idosa, de 93 anos, o que torna a rotina ainda mais desgastante. “Eu fico lá e cá o tempo todo, cuidando do meu filho e também da minha mãe idosa. Isso afeta muito emocionalmente.”
Creuza Mendes – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
“Eu tive que pagar uma pessoa para me levar, R$ 150, para ir eu, meu filho e outro filho. Quando chegamos lá, não tinha ninguém. Disseram que eu tinha que remarcar na Previdência, senão o benefício podia ser cancelado”, relatou. A dona de casa teme que, caso a perícia não seja realizada, o benefício seja suspenso, o que agravaria ainda mais a situação da família. “Se suspender, eu não vou ter como pagar o aluguel nem comprar comida. Meu filho precisa desse dinheiro.” Creuza afirma que ainda não procurou a Defensoria Pública para buscar orientação jurídica, pois não sabe como iniciar o processo. Quem puder orientar ou ajudar pode entrar em contato pelo telefone (75) 99213-1827. Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade. Fonte: Acorda Cidade.
Creuza Mendes e seu filho, Alisson de Oliveira Obinata – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade