Por Agência Brasil
Foto: Sérgio Amaral/STJ
O
Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou para o dia 14 de abril o prazo para a
conclusão da sindicância interna que apura denúncia de importunação sexual
contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A investigação busca esclarecer fatos
que teriam ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC). A apuração administrativa foi aberta em 4 de
fevereiro e o relatório final deveria ser apresentado na próxima terça-feira
(10/2). No entanto, a comissão responsável pelo caso solicitou a prorrogação do
prazo para dar continuidade aos trabalhos. O ministro foi afastado
cautelarmente do tribunal.
ACUSAÇÃO
De
acordo com a denúncia, formalizada por meio de boletim de ocorrência, Buzzi
teria tentado agarrar uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos,
durante um banho de mar enquanto passavam férias no litoral catarinense. Além
da sindicância interna no STJ, o caso tramita no Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), que apura possíveis infrações disciplinares e consequências
administrativas e no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a vertente
criminal do caso, sob relatoria do ministro Nunes Marques. Por integrar um
tribunal superior, Buzzi tem foro por prerrogativa de função perante o Supremo.
DEFESA
Em
nota divulgada após o início das investigações, o ministro Marco Aurélio Buzzi
negou as acusações. Segundo o magistrado, as informações divulgadas "não
correspondem aos fatos". Buzzi afirmou ainda que foi surpreendido pela
denúncia e repudiou "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato
impróprio". Fonte: Agência Brasil.