Por BNews
Fundador da Esh Capital afirma que controle do Banco Master pode não estar registrado, levantando suspeitas sobre Tanure. | Edilson Rodrigues/Agência Senado
O fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o crime organizado que o empresário baiano Nelson Tanure teria influência direta sobre o Banco Master. Segundo ele, há elementos que sustentariam a suspeita de que o controle da instituição não estaria formalmente registrado. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18/3), durante oitiva no colegiado. Timerman mantém uma longa disputa judicial com Tanure e tem atuado como assistente de acusação em um processo ligado à aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, realizada em 2020, que é alvo de questionamento do Ministério Público Federal.
Tanure é conhecido por investir e liderar grandes projetos de reestruturação de empresas
De
acordo com o Valor Econômico, ao longo dos últimos anos, o empresário também
levou a órgãos reguladores questionamentos sobre um possível vínculo entre
Tanure e o banco. Tanto a Comissão de Valores Mobiliários quanto o Banco
Central analisaram o caso, mas não identificaram relação societária. Na avaliação do depoente, Vorcaro “era um
pau-mandado” dos verdadeiros donos do banco, que estariam ocultos. "O
senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia
[...] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem
o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer
as conexões políticas", declarou na Comissão Parlamentar de Inquérito.
TANURE SE DEFENDE DAS
ACUSAÇÕES
Em
resposta às declarações feitas na CPI, Nelson Tanure divulgou nota em que
rebate as acusações e contesta a credibilidade de Vladimir Timerman. O
empresário destaca que o fundador da Esh Capital possui histórico de
condenações judiciais, incluindo casos por perseguição, difamação e
indenizações por informações consideradas falsas contra outros profissionais do
mercado. A manifestação também aponta que Timerman é alvo de investigações do
Ministério Público, envolvendo apurações por ameaças e uma ação civil pública
relacionada à suposta manipulação do mercado de capitais. Segundo a nota, esse
conjunto de fatores comprometeria a confiabilidade das acusações apresentadas à
comissão.
Tanure
ainda nega qualquer vínculo societário com o Banco Master e afirma que sua
relação com a instituição sempre foi estritamente comercial, como cliente e
investidor. O empresário reforça que nunca atuou como sócio ou controlador do
banco e diz confiar no esclarecimento dos fatos pelas autoridades. Fonte: BNews.