Por Gustavo Côrtes e Aguirre Taleto/Tribuna da Bahia
Relatório
do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou a existência
de movimentação financeira atípica em uma das contas do escritório de advocacia
da mulher do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi,
atualmente afastado por causa de acusações de assédio sexual.
De
acordo com o relatório obtido pelo Estadão, o escritório de Katcha Valesca de
Macedo Buzzi é considerado “reincidente” em alertas do Coaf, movimentou valores
acima da capacidade financeira declarada em seus documentos contábeis e se
recusa a fornecer informações à instituição bancária sobre seus recebimentos.
“Até
o presente momento, a empresa não apresenta documentação financeira atualizada
para embasar capacidade financeira, possui em cadastro informações financeiras
até 02/2019 onde demonstra uma média mensal de R$ 58.829,17, no entanto,
apresenta uma média trimestral de movimentações em conta de R$ 1.396.833,33
tendo recebido somente em dezembro [de 2024] R$ 2.625.000,00”, diz o alerta do
Coaf. Essas movimentações atípicas se referem a um período entre 15 de outubro
de 2023 e 15 de janeiro de 2024.
Procurada,
a advogada Katcha Buzzi afirmou, em nota, que deixou a sociedade De Macedo
Buzzi & Souza Advogados há um ano e que desconhecia os detalhes da
contabilidade. “Ela não era sócia-administradora e, portanto, desconhece
detalhes da contabilidade, bem como os números mencionados. A relação entre
advogados e clientes é de natureza sigilosa. A violação do sigilo, sem autorização
judicial, constitui grave ilegalidade”, diz a nota. Fonte: Tribuna da Bahia.