Por Metro1
Foto: Divulgação/FIFAO
presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o preço dos ingressos não
será um obstáculo para o público na próxima Copa do Mundo. Nesta quinta-feira
(19/2), ele participou da primeira edição do novo Conselho de Paz liderado pelo
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Infantino, a entidade
recebeu "pedidos de mais de 500 milhões de ingressos para cerca de 7
milhões de ingressos à venda". Ele também afastou suspeitas de uso de bots
no processo de compra e garantiu que as transações foram validadas por cartões
de crédito.
"Não
é um problema [o valor dos ingressos], a demanda existe. Temos 104 jogos no
total que alcançarão seis bilhões de pessoas. Obviamente, o preço é uma
consequência disso, e 77 desses 104 jogos receberam mais de 1 milhão de pedidos
por ingressos. Todos os jogos já estão esgotados. Reservamos alguns para venda
de última hora, é claro, mas todos os ingressos estão esgotados", declarou
à CNBC. A declaração gerou questionamentos. Ao The Athletic, fontes próximas do
presidente esclareceram que a Fifa "espera" que todos os ingressos se
esgotem, e que ele se expressou mal. Os cálculos de audiência também estão
equivocados, já que a população mundial é de oito bilhões de pessoas mas isso
não foi comentado.
Os
preços dos ingressos variam de 100 a 6.370 dólares (cerca de R$ 541 a R$ 34,5
mil na cotação atual), a depender do setor do estádio e da fase da competição,
sendo os jogos da fase de grupos os mais acessíveis ao público. Para acompanhar o Brasil in loco,
considerando um eventual trajeto até a final, custaria em torno de 3.640
dólares (cerca de R$ 19 mil) ingressos de categoria D, o setor mais barato do
estádio. Quem acompanhar os jogos do Brasil na categoria A, a mais cara dos
estádios, gastará cerca de 12.970 dólares (cerca de R$ 70.142).
Para
Infantino, isso não será um problema. "Todo mundo quer vir até aqui e
fazer parte de algo especial. As pessoas querem vivenciar algumas emoções,
participar de algo feliz e se sentir especial", afirmou. "Todos os
pedidos vindos do mundo todo mostram que as pessoas querem vir, celebrar, se
divertir. Talvez estejam um pouco cansadas de toda essa negatividade que é
retratada o tempo todo, não é? Precisamos de boas notícias e coisas boas",
completou o presidente da FIFA. Fonte: Metro1.