Por BNews/Matheus Caldas
Janja e a filha de Lula bateram boca na frente do presidente, do vice-presidente Geraldo Alckmin e da esposa dele, Lu Alckmin | Ricardo Stuckert/Agência Senado.
A
primeira-dama Janja da Silva expulsou Lurian da Silva, filha de Lula, da sala
reservada ao presidente no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, no
Sambódromo da Marquês de Sapucaí, segundo informações da colunista Mônica
Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. O
desentendimento aconteceu na noite de domingo (15), durante o desfile em que
Lula foi homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói. Autoridades do governo, amigos e parentes de
Lula foram convidados para o camarote acompanhar o desfile. Mas o presidente
ficou em uma sala especial, com entrada limitada. Só podia entrar quem tivesse
permissão do próprio Lula e de Janja.
Ainda
segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Lurian entrou para falar com o
pai. Ela estava acompanhada de Thiago, neto do presidente e filho de Marcos, o
filho mais velho de Lula. Quando viu que a filha queria ficar mais tempo
conversando, Janja falou que o momento não era para conversas mais longas, mas
sim para dar um beijo e ir embora. Lurian respondeu que queria falar com o pai.
Janja rebateu e, segundo os relatos, falou mais alto: "Aqui não é lugar
para isso". E pediu que Lurian saísse da sala.
As
duas começaram a bater boca na frente do presidente, do vice-presidente Geraldo
Alckmin e da esposa dele, Lu Alckmin. Lurian também aumentou o tom. Em
resposta, disse que Janja não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende
a relação entre pais e filhos. Como a porta estava aberta, a discussão pôde ser
ouvida por diversos assessores, da Presidência e da prefeitura.
Pai
e filha se despediram, e Lurian voltou à área onde estavam os ministros. Apesar
da tentativa de manter a discrição, a história se alastrou pelo camarote.
Lurian foi vista com lágrimas nos olhos. O clima estava ruim também do lado de
fora, com diversos ministros esperando para falar com Lula, sem conseguir. O
ambiente, segundo um deles, estava pesado. A explicação que recebiam era a de
que a primeira-dama não queria tumulto na sala em que o casal estava, que era
pequena.
Eles
conseguiam falar com o presidente quando ele saía do espaço reservado e
circulava pela área mais ampla do camarote. A situação mais delicada foi a da
ministra da Cultura, Margareth Menezes. Ela foi estimulada por outros colegas a
falar com o presidente, mas sua entrada na sala, como a de quase todos os
outros ministros, não foi autorizada.
O problema, no caso dela, é que o secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares do Santos, estava na sala reservada o tempo todo. Ele é amigo pessoal de Janja. Marcio inclusive descia com Lula na avenida para que o presidente cumprimentasse integrantes das escolas de samba que desfilavam. Fonte: BNews