Por Gazeta Brasil
Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes Foto: Beto Barata/PR
Os
senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) protocolaram, nesta última quinta-feira (29/1), um requerimento para a quebra dos sigilos bancário e fiscal
de Viviane Barci, advogada e esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Alexandre de Moraes. O pedido foi enviado ao presidente da CPI do Crime
Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
A
medida visa investigar possíveis irregularidades e “identificar nexos
financeiros, padrões atípicos de movimentação e vínculos econômicos
relevantes”. Segundo os parlamentares, o foco é apurar se houve influência da
advogada junto a órgãos públicos e qual seria a relação entre organizações
criminosas e sua atuação profissional.
INDÍCIOS
DE “INTERLOCUÇÕES INFORMAIS”
Na
justificativa do documento, os senadores citam que o escritório de advocacia de
Viviane teria se beneficiado de intermediações de “alto nível” em setores
estratégicos. Um dos pontos centrais da investigação mencionada é um contrato
de R$ 130 milhões firmado entre Viviane Barci e o Banco Master, com duração de
36 meses informação que, segundo o requerimento, nunca foi negada pelas partes
envolvidas. O senador Eduardo Girão defendeu a legitimidade do pedido,
destacando que a quebra de sigilo é uma ferramenta constitucional das CPIs:
“O
instrumento não possui caráter punitivo ou acusatório. Trata-se de ferramenta
para apuração objetiva de fatos e identificação de eventuais padrões atípicos
ou esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou
ocultação de ilícitos”, afirmou Girão.
A
proposta já conta com um apoio importante dentro do colegiado: o relator da
CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), manifestou-se favorável à quebra do
sigilo de Viviane. Caso o requerimento seja acatado pela presidência da
comissão, ele deverá ser submetido à votação já nas primeiras sessões. Se
aprovada, a medida permitirá que os parlamentares acessem dados protegidos,
como saldos, extratos e investimentos da advogada, para aprofundar as
investigações sobre suposto tráfico de influência. Fonte: Gazeta Brasil