Por De Olho na Cidade
Foto: Márcia Espíndola/Gov-BAO
governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a minimizar os resultados
das pesquisas eleitorais, em que aparece atrás do principal adversário, o
ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Em entrevista às Páginas Amarelas da revista
Veja, publicada nesta sexta-feira (9 de janeiro), Jerônimo Rodrigues acredita que a
eleição para o governo da Bahia vai estar atrelada à disputa presidencial, que
deverá ter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentando se reeleger.
Além disso, o petista lembrou que seus antecessores, Jaques Wagner e Rui Costa,
foram eleitos sem liderar os levantamentos.
“Não
existe eleição fácil. Nós vamos depender muito do cenário nacional, e a
avaliação de Lula tem melhorado na Bahia. Respeito todas as pesquisas, mas nos
dois mandatos de Wagner, nos dois de Rui e no meu, em cinco eleições
consecutivas, não ganhávamos em nenhuma delas, segundo as sondagens”, disse
Jerônimo. “O que nos interessa agora é
trabalhar muito e continuar com as nossas agendas no interior. Temos 417
municípios, já percorri 370. E não foi para passear. Foi para fazer entregas de
saúde, de educação, de estradas, de água, de segurança pública, fazer
compromissos de novos investimentos, estender a relação de confiança que temos com
os prefeitos”, acrescentou.
Ainda
durante a entrevista, Jerônimo Rodrigues reafirmou que vai disputar a reeleição
no pleito deste ano e tratou de afastar os rumores de que poderia ceder a
cabeça da chapa governista para o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Isso não é cogitado. A postura do ministro
está muito clara. Ele se colocou à disposição para tentar uma vaga no Senado”,
disse o governador da Bahia.
Para
as eleições deste ano, o PT vem cogitando lançar chapa “puro-sangue”, tendo
Jerônimo tentando a reeleição no governo do Estado e o ministro Rui Costa e
Jaques, ambos também filiados ao PT, disputando as vagas da Bahia no Senado.
Caso esse formato seja mantido, o senador Angelo Coronel (PSD) ficaria de fora
da disputa. Jerônimo Rodrigues disse que a chapa ainda vem sendo discutida para
que se encontre uma saída para que seu grupo político encontre uma formação
competitiva e sem causar um racha no grupo.
“Temos
um projeto engatilhado para a reeleição de Lula e precisamos nos organizar na
Bahia. O PSD é aliado de primeira hora. Estamos construindo o ambiente para uma
chapa competitiva e haveremos de encontrar uma saída. O princípio é ter uma
chapa que não desorganize a nossa coligação. O fato de termos dois, três,
quatro nomes para o Senado não significa que não chegaremos a um consenso”,
disse. Fonte: De Olho na Cidade.