Por Tribuna da Bahia
Foto: Joedson Alvez/Agência BrasilMulheres de diversas cidades
brasileiras irão às ruas neste domingo (7/12) para denunciar o aumento do número
de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que
violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança. Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais
e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o
silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a
impunidade.
“Basta de feminicídio. Queremos
as mulheres vivas” é o lema das manifestantes.
Confira algumas das manifestações
marcadas para este domingo
São Paulo (SP): 14h, vão do Masp
Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo
da Ordem)
Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av.
Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)
Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião
Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana
Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares
Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre
de TV
São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo
(Feirinha)
Teresina (PI): 17h, Praça Pedro
II.
A mobilização nacional foi
convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em
Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire
Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado
Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele
está preso no Batalhão da Polícia do Exército.
No final de novembro, Tainara
Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca
de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista,
Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio. Na mesma
semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ),
no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino
que se matou em seguida. Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram
um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o
Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Em 2024, 1.459 mulheres foram
vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas
por dia em 2024 em razão do gênero, em contextos de violência doméstica,
familiar ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo
feminino.
Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. Fonte: Tribuna da Bahia.